Monografias dos discentes do Campus Três Rios
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DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA E POTENCIAL DE CONTROLE BIOLÓGICO DE MOSCAS Pseudacteon COQUILLETT (DIPTERA: PHORIDAE) PARASITOIDES DE FORMIGAS DO GÊNERO Solenopsis WESTWOOD
AUTOR: Michelle Carvalho Martins / ORIENTADORES: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA e Ângela Alves de Almeida
Esse trabalho teve como objetivo realizar um levantamento bibliográfico da distribuição geográfica de moscas do Gênero Pseudacteon que são parasitoides de formigas do Gênero Solenopsis.Foi confeccionada uma lista de espécies decapitadoras. Foram registradas em grande parte das espécies de moscas, as espécies de hospedeiro que elas parasitam. Através de buscas em coleções de periódicos, sites da internet, buscas específicas nas principais revistas internacionais de agroecologia, ecologia e meio ambiente, bem como em bancos de dissertações de mestrado e teses de doutorado defendidas no Brasil, entre outros, obteve-se o registro de 57 espécies de Pseudacteon.Estudos biogeográficos evidenciam que espécies de Pseudacteon são associadas exclusivamente a algumas espécies de Solenopsis e mesmo havendo sobreposição de outros Pseudacteons não migram para outras espécies de Solenopsis mostrando uma exclusividade de parasitismo. Em suma, o presente estudo constatou-se a necessidade de serem feitos mais pesquisas nas áreas de biogeografia, já que foi evidenciado espécies com conflitos taxonômicos e outras apresentando precariedade de informação. Além disso, novos estudos contribuiriam para uma melhor compreensão sobre as espécies envolvidas e seu manejo adequado sendo ela nativa ou exótica. Contudo, introduzir espécies parasitoides de Solenopsis pode ser muito eficaz quando se trata de controle biológico, onde agroecossistemas diversos, ante o manejo orgânico, se mostram benéficos sob o comportamento das espécies de Pseudacteon
EFETIVIDADE DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE TAMOIOS, BAÍA DA ILHA GRANDE – RJ, PARA POPULAÇÕES DE PEIXES DA FAMÍLIA EPINEPHELIDAE
AUTOR: Marina Sant’Anna Carvalho de Souza / ORIENTADOR: LEONARDO MITRANO NEVES
Espécies alvo da pesca são utilizadas como indicadores da efetividade de áreas marinhas protegidas. Em ambientes recifais, garoupas e badejos constituem os principais recursos pescados, com maiores densidades e biomassas frequentemente encontradas dentro dos limites das reservas. O objetivo deste estudo foi investigar a influência da Estação Ecológica de Tamoios (ESEC – Tamoios) para a proteção de duas espécies de peixes da família Epinephelidae (Epinephelus marginatus e Mycteroperca acutirostris), considerando também a variação natural dos habitats. A importância relativa de variáveis antropogênicas (distância da costa, população da cidade mais próxima e área marinha protegida – AMP), da cobertura bêntica (matriz de algas epilíticas, algas frondosas e zoantídeos), bem como da complexidade topográfica e profundidade foi investigada em vinte e dois recifes da Baía da Ilha Grande (BIG), sendo seis realizados dentro dos limites da ESEC – Tamoios. Nenhum efeito da proteção da AMP foi observado para os Epinefelídeos. A variação espacial da abundância de E. marginatus foi principalmente influenciada pelas algas frondosas e distância da costa, que explicaram 13,5% e 18,8% da variação total, respectivamente, seguida pela profundidade (6,4%) e complexidade topográfica (5,1%), de acordo com o modelo linear baseado em distância. Para M. acutirostris, a cobertura de zoantídeos foi o preditor mais importante, explicando (14,5%) do total da variação, seguido da profundidade 11%, população das cidades mais próximas (8,9%) e distância da costa (6,0%). Um total de quatro preditores também foram selecionados por melhor explicarem a biomassa de Epinephelidae na BIG. A distância da costa foi mais importante para E. marginatus, explicando (11,9%) da variação da biomassa, seguido de algas frondosas (8,9%) e profundidade (5,2%). Para M. acutirostris, o preditor mais importante foi a profundidade (13,8%), seguido da distância da costa (12,4%) e por último zoantídeos (9,1%). Costões rochosos mais distantes da costa (>10 km) e das cidades mais povoadas, com maior complexidade topográfica e profundidade (>6 m) foram associados às maiores abundancias das duas espécies na BIG. Estes resultados apontam para a necessidade do aumento da fiscalização e monitoramento das áreas mais próximas à costa pertencentes à ESEC-Tamoios.
MOBILIDADE URBANA NA CIDADE DE MACAÉ-RJ: A BICICLETA COMO ALTERNATIVA AMBIENTALMENTE SUSTENTÁVEL
AUTOR: Marina Barreiros Lamim / ORIENTADORES: SADY JÚNIOR MARTINS DA COSTA DE MENEZES e Fábio Cardoso de Freitas
Devido ao fato do Brasil ser um país que está em constante desenvolvimento e crescimento, a mobilidade urbana está se tornando um novo desafio às políticas ambientais e urbanas. Acreditava-se que a solução para o problema de mobilidade era sempre a priorização dos carros como principal meio de transporte, sendo criadas grandes vias para o seu deslocamento. A mobilidade urbana sustentável vem como uma aliada para a minimização dos problemas gerados pelos congestionamentos de automóveis, e a bicicleta pode ser um bom exemplo. O município de Macaé-RJ apresenta grandes congestionamentos diários, principalmente por sediar grandes empresas e atrair milhares de trabalhadores. O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo no município acerca da mobilidade urbana sustentável por bicicletas, identificando os anseios da população sobre este tema e a necessidade da criação de novas ciclovias. Para isso a metodologia contou com idas a campo e o desenvolvimento de um questionário para ser aplicado à população, além de um levantamento da atual situação das ciclovias já existentes no município. Com o questionário foi possível constatar que a população aprovaria maiores investimentos na mobilidade urbana sustentável e utilizariam cada vez mais a bicicleta no município, seja como meio de transporte ou apenas como opção de lazer. O levantamento das ciclovias já existentes pontou que o município conta atualmente com 21,26 km de vias xclusivas ou aconselhadas para a circulação dos ciclistas. Os lugares onde foram sugeridas a criação de novas ciclovias, foram os trechos da Barra de Macaé ao Centro e o do Trevo da Lagoa até o Trevo da Galope”. Conclui-se com esta pesquisa que o município apresenta grande potencial para o uso da bicicleta como meio de transporte, principalmente por ser praticamente plano em toda extensão urbana e que a população apresenta anseios para o uso da mesma.
ANÁLISE DO BANCO DE SEMENTES DE ESPÉCIES ARBÓREAS DA SERAPILHEIRA DE REFLORESTAMENTOS COM IDADES DIFERENTES NO PARQUE ECOLÓGICO MAURO ROMANO EM VASSOURAS-RJ
AUTOR: Maike Henrique de Medeiros Motta / ORIENTADORES: Erika Cortines e FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
O presente estudo teve como objetivo avaliar os bancos de sementes de espécies arbóreas em reflorestamentos com diferentes idades. Foram estudados reflorestamentos com quatro anos, seis anos e oito anos no Parque Ecológico Mauro Romano em Andrade Costa, no município de Vassouras-RJ. Foram distribuídas em cada reflorestamento 15 parcelas de 25 cm x 25 cm em cada mês de coleta, sendo realizadas amostragens ao longo de 10 meses. A serapilheira foi triada e as sementes separadas em sacos plásticos para identificação. Foram encontradas no total 2.438 sementes de 12 espécies. No reflorestamento de quatro anos de idade foram coletadas 10 sementes pertencentes a uma espécie, no plantio de seis anos foram 1.180 sementes de 10 espécies e no reflorestamento de oito anos foram 1.248 sementes de 11 espécies. Psidium cattleianum foi a espécie com maior número de sementes nos reflorestamentos com seis e oito anos de idade, no reflorestamento de quatro anos, apenas Peltophorum dubium foi coletada. A abundância, a diversidade, a riqueza e a composição de espécies não diferiram significativamente entre os reflorestamentos de seis e oito anos, mas ambos diferiram significativamente do reflorestamento de quatro anos. Analisando o grupo ecológico, as pioneiras foram representadas por 50,00% das espécies encontradas nos reflorestamentos, enquanto que 41,66% das espécies são secundárias iniciais e 8,33% são do grupo das secundárias tardias. Na avaliação da síndrome de dispersão, 38,46% das espécies se apresentaram como autocóricas, 30,77% como anemocóricas e 30,77% como zoocóricas. A maioria das espécies que constituem o banco de sementes (92,3%) foram utilizadas nos reflorestamentos. Pode-se observar que a chegada de sementes nos reflorestamentos oriundas de florestas nativas da região é quase nula, vale pontuar que não houve identificação de dispersão de sementes zoocóricas e o percentual de sementes de espécies do grupo das secundárias tardias é baixo. Tendo em vista os resultados observados, podemos sugerir que o potencial de regeneração natural nos plantios ainda é pequeno.
PESO E COMPOSIÇÃO DA SERAPILHEIRA EM REFLORESTAMENTOS DE DIFERENTES IDADES
AUTOR: Lucas Arguello Aragão / ORIENTADORES: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA e Erika Cortines
O objetivo deste trabalho foi estudar o peso e a composição da serapilheira em reflorestamentos ecológicos com diferentes idades (oito, seis e quatro anos), com vistas à utilização da serapilheira como bioindicadora do estágio de recuperação de áreas degradadas. Mensalmente, foram dispostas sobre a serapilheira de cada plantio quinze parcelas medindo 25 x 25 cm. A serapilheira encontrada dentro das parcelas foi recolhida, seca em estufa e pesada em balança eletrônica com duas casas decimais. Os resultados mostraram que o peso total da serapilheira coletada nos reflorestamentos aumentou com o acréscimo da idade do reflorestamento (Teste de Tukey; p < 0,05). Houve diferença significativa nas proporções dos componentes da serapilheira dos reflorestamentos de diferentes idades (χ2 =263,55; p < 0,01). A porcentagem de galhos, frutos e sementes foi expressivamente inferior no reflorestamento de quatro anos do que nos reflorestamentos de oito e seis anos. Tais dados sugerem que reflorestamentos mais velhos podem produzir maior peso total de serapilheira. As proporções dos componentes da serapilheira também foram afetadas pela idade do reflorestamento. Assim, os resultados indicam que a serapilheira pode ser utilizada como indicadora do estágio de recuperação de áreas degradadas.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DAS RESERVAS PARTICULARES DO PATRIMÔNIO NATURAL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AUTOR: Luiz Ricardo Caixeiro / ORIENTADORES: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA e Erika Cortines
Com o crescimento das populações, expansão do comércio e aumento do consumo de bens em todo o planeta, aumenta cada vez mais a pressão sobre os ecossistemas. Ambientes naturais essenciais para manutenção da biodiversidade e fornecimento de serviços ambientais sofrem cada vez mais para se manter em equilíbrio, sem comprometer as futuras gerações. O bioma da Mata atlântica é um dos mais importantes do mundo, possui uma das áreas mais ricas em biodiversidade e contribui de forma significativa para manutenção de recursos. A degradação sofrida nesse ambiente devido ao aumento da industrialização, aumento da população e maior necessidade de área para culturas acabaram por reduzir a Mata Atlântica em pequenos corredores e fragmentos. Regiões com alto índice de desenvolvimento como o Estado do Rio de Janeiro possuem apenas poucas áreas protegidas. A criação de áreas protegidas para conservação de recursos e manutenção da biodiversidade vem se destacando como uma das principais e mais eficientes técnicas para conservação in situ. No Brasil essas áreas podem ser representadas pelas Unidades de Conservação, sob respaldo da lei 9895 de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Objetivou-se nesse estudo, apresentar o percentual de área protegida pelas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) no Estado do Rio de Janeiro. Avaliou-se também, os órgãos reconhecedores das portarias de criação das RPPNs, distribuição das diferentes mesorregiões do Estado e do tamanho das áreas das RPPN, e o grau de implementação e conservação das respectivas Unidades de Conservação (UC). Foram analisados dados fornecidos pelos órgãos públicos competentes das UCs, como Ministério do Meio Ambiente (MMA), Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e dados dos municípios apresentados pelas Secretarias do Ambiente. Foram utilizados dados da Confederação Nacional de RPPN e Associação de Patrimônio Natural do Rio de Janeiro. Após a junção e análise das referências oficiais foi possível constatar que o Estado do Rio de Janeiro, possui 159 RPPNs e essas reservas ocupam cerca de 0,5% do seu território. Em sua maioria, as UCs têm suas portarias reconhecidas pela esfera Federal e Estadual do Poder Público, com percentual respectivo de 45% e 49%. As Prefeituras são responsáveis por reconhecer apenas 6% do total das RPPNs do Estado. As Reservas particulares possuem em sua maioria território inferior a 50 hectares (77%) que somados se aproximam do tamanho coberto pelas RPPNs maiores que 100 hectares (16%). As RPPNs estão distribuídas em 37 dos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro, sendo a maior concentração delas na região Serrana do Estado. Das Reservas privadas contabilizadas, todas apresentavam grau máximo de Conservação. 93% das RPPNs possuem Grau de Implementação máximo e 7% delas são Reservas apenas legalmente constituídas. Podemos concluir que as Unidades de Conservação privadas são fundamentais e de extrema importância para garantir proteção aos ecossistemas responsáveis por fornecer Serviços Ambientais essenciais. A participação e proximidade das diferentes esferas governamentais influencia diretamente no número de Reservas e na qualidade de implementação dessas áreas.
CERTIFICADOS DE SUSTENTABILIDADE COMO FERRAMENTA DE BRANDING PARA E-COMMERCES BRASILEIROS
AUTOR: Lucas Milheiro D`Erasmo / ORIENTADOR: Elizabeth Jorge Hatchuel
O mercado está cada vez mais competitivo ao tratar de e-commerce. Diversas empresas que possuem lojas físicas começaram a construir um novo canal de vendas e comercializar determinado produto ou serviço a partir de lojas virtuais, sem contar os empreendimentos que já nascem apenas com o intuito de atuar somente nesse segmento. O faturamento em ascensão e um consumidor que visivelmente não quer mais passar por todos os empecilhos de realizar compras fora do conforto da sua casa, ou por muitas vezes não tem tempo para se deslocar para uma determinada loja, formam um solo fértil para o crescimento do mercado virtual e para tornar a competição cada vez mais acirrada. Como a maioria dos participantes de um determinado segmento dentro do mercado virtual estão em boas plataformas, com investimento em segurança e com preços basicamente similares, demonstrar responsabilidade ambiental e transmitir mensagens de sustentabilidade se torna uma ferramenta interessante para valorização de marca, e com isso, fidelizar e conquistar novos clientes, já que afeta diretamente os consumidores que estão cada vez mais antenados a essa questão. Hoje é de conhecimento público que o consumidor prefere comprar em locais que demonstram sustentabilidade, ou que apoiem ideias similares as defendidas por ele próprio, e por muitas vezes estão dispostos a investir mais por um serviço ou produto que tenham essas características. É isso que buscam as certificações digitais de sustentabilidade, com a exposição de selos verdes e a neutralização da emissão de CO2 de cada site através do reflorestamento de áreas degradadas de Mata Atlântica. Essas iniciativas podem ajudar o varejista online a criar um diferencial competitivo. Através da percepção por parte do consumidor final de que aquela empresa que ele está acessando contribui para um meio ambiente mais equilibrado, e que se preocupa com ele não apenas como mero consumidor, e para mostrar também que ações de sustentabilidade além de ser responsáveis de forma socioambiental podem ser extremamente rentáveis.
PRODUTOS ORGÂNICOS: A VISÃO DO CONSUMIDOR, AGRICULTOR E DONOS DE RESTAURANTES DE TRÊS RIOS E PARAÍBA DO SUL-RJ
AUTOR: Lorran Marques da Silva Oliveira / ORIENTADOR: Erika Cortines
As monoculturas são atividades que reduzem a complexidade ambiental, resultando em um ecossistema artificial que gera indesejáveis custos ambientais e sociais. A agricultura orgânica vem na contramão deste processo, utilizando os conceitos de agricultura familiar sustentável. No entanto, nem sempre os alimentos orgânicos chegam à mesa do consumidor. O presente trabalho buscou avaliar a oferta de orgânicos em restaurantes de Três Rios e Paraíba do Sul-RJ e a visão do consumidor sobre este tipo de alimento, tal como a dos agricultores orgânicos. Foram aplicados questionários a 20 restaurantes do centro da cidade, a 60 consumidores das feiras e transeuntes e seis a agricultores de produtos orgânicos participantes da feira. Dos restaurantes apenas um, oferece produtos orgânicos. Dos restaurantes 95% disseram não oferecer produtos orgânicos por não saberem onde vende, desconhecem a feira orgânica de Três Rios e o serviço de entrega de sextas pelos produtores. 55% dos entrevistados disseram que pagariam de 20 a 50% a mais pelos produtos orgânicos. Conclui-se que é necessária uma intermediação entre restaurantes e produtores e a divulgação entre consumidores, para que o consumo de orgânicos seja estimulado nos municípios
AVALIAÇÃO DE RISCO PARA CONSUMO HUMANO DO FLÚOR DISSOLVIDO NAS ÁGUAS MINERAIS DO PARQUE SALUTARIS, PARAÍBA DO SUL, RJ.
AUTOR: Leonardo Jatobá Rodrigues / ORIENTADORES: Olga Venimar de Oliveira Gomes e Emmanoel Vieira da Silva Filho
Águas que possuam organismos patogênicos, substâncias tóxicas, radioativas em concentrações que comprometam a saúde humana são consideradas águas contaminadas sendo que podem ter origem antropogênica ou natural. O flúor no Brasil é adicionado em grande parte da água potável fornecida pelos órgãos públicos com o intuito de previnir a doença cárie. Análises químicas realizadas no mês de agosto/2012 nas águas minerais do Parque Salutaris, localizado na região centro-sul do estado do Rio de Janeiro identificaram concentrações de até 1,5 mg/L de flúor dissolvido. O fato de muitas pessoas do município de Paraíba do Sul e arredores consumirem as águas minerais do Parque Salutaris “in natura” levantou o questionamento se as concentrações de flúor disponíveis naturalmente nessas águas poderiam causar danos à saúde de quem as ingerisse. Sabe-se que dependendo da concentração, o consumo do flúor pode ser benéfico ou trazer adversidades à saúde, como a flourose dentária e/ou óssea. Este estudo teve como objetivo principal fazer a análise do risco à saúde pelo consumo de flúor dissolvido nas águas minerais do Parque Salutaris no município de Paraíba do Sul – RJ. As análises químicas realizadas em amostras de água subterrânea coletadas em poços no Parque Salutaris eventualmente apresentaram concentrações de flúor acima do limite recomendado baseando-se no cálculo do risco para a saúde humana (> 1,1 mg/L).
Gestão Ambiental na Indústria Carnavalesca: análise da disposição dos resíduos e dos riscos ambientais nos barracões da Cidade do Samba – RJ
AUTOR: Lauane Martorelli Silva / ORIENTADORES: Fabíola de Sampaio Rodrigues Grazinoli Garrido e Rodrigo Grazinoli Garrido
A questão acerca dos resíduos no Brasil vem se alterando desde que a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305) foi sancionada em 2010. Entretanto, ainda existem nichos em que as questões ambientais ainda estão em segundo plano. Questões referentes à adequação ao trabalho, riscos e acidentes fazem parte da Gestão Ambiental, assim como as questões físicas, químicas, biológicas, econômicas e culturais. Assim, pretendeu-se abordar os impactos que as más gestões podem gerar sobre um ambiente de trabalho, bem como as alterações que vão sendo feitas nesse ambiente, ampliando a visão de que os problemas vão além do que é percebido pelas administrações. Cada trabalhador possui uma experiência que foi adquirida ao se observar fatores internos e externos inerentes ao trabalho que podem mudar a sua rotina, expondo-o a riscos desnecessários. Nessa premissa, este trabalho procurou ressaltar a junção desses dois fatores ambientais no trabalho carnavalesco. O Carnaval tornou-se uma indústria bilionária, que aquece a economia de todo país. Contudo, essa indústria produz toneladas de resíduos, bem como emprega diversos profissionais que estão trabalhando em condições insalubres, mas o entusiasmo com as plumas e a grandiosidade dos desfiles vem ignorando os impactos gerados para que esse espetáculo seja produzido. Procuramos mensurar os efeitos dos danos causados pela má disposição dos resíduos e as condições do trabalho incipientes nesses locais, salientando que para que existam mudanças significativas nesses espaços, faz-se necessário processo contínuo de reformulação de decisões, buscando aprimoramento em gestão. Concluindo que promover a consideração destes resíduos e identificar os impactos ajudar a prevenir fatores de risco graves, seja ambiental, físico ou psicológico.
DIVERSIDADE DE FORMIGAS (HYMENOPTERA: FORMICIDAE) EM DIFERENTES SISTEMAS DE USO DO SOLO
AUTOR: Laiz da Cunha Messias Honório Apolinário / ORIENTADORES: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA e Ângela Alves de Almeida
O estudo teve como objetivo avaliar e comparar a riqueza, a diversidade e a composição da fauna de formigas em diferentes sistemas de uso do solo. O estudo foi realizado no município de Sapucaia-RJ. A mirmecofauna foi coletada com armadilhas de queda tipo pitfall em uma pastagem, um eucaliptal e uma floresta secundária. Foram coletadas 47 espécies de formigas, pertencentes a 24 gêneros a seis subfamílias. Myrmicinae foi à subfamília com maior número de espécies (26), seguida de Formicinae (seis). Pheidole foi o gênero com maior número de espécies (seis). Foram coletadas 29 espécies de formigas na floresta secundária, 25 espécies no eucaliptal e 17 espécies na pastagem. O índice de diversidade de Shannon foi maior da floresta secundária (3,01), que no eucaliptal (2,82) e na pastagem (2,21). Pela curva de acumulação de espécies, a riqueza de espécies de formigas total foi significativamente maior na floresta secundária e no eucaliptal que na pastagem, mas não variou significativamente entre a floresta secundária e o eucaliptal. A riqueza e a diversidade de espécies médias foram influenciadas pelo tipo de uso do solo, mas a temperatura do ar e a cobertura do solo por serapilheira não influenciaram significativamente a riqueza ou a diversidade de espécies de formigas. A composição de espécies variou significativamente entre as áreas com diferentes sistemas de uso do solo. Os resultados demonstram a importância das florestas naturais para a conservação da diversidade biológica da Mata Atlântica. Também indicam que plantios de eucalipto com sub-bosque desenvolvido podem manter uma considerável biodiversidade
LEVANTAMENTO DE FOCOS DE INCÊNDIOS EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AUTOR: Ramon Zanardi Nunes / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
O presente trabalho teve como objetivo estudar a ocorrência de focos de incêndio em unidades de conservação federais no Estado do Rio de Janeiro. Os dados foram obtidos através do sistema de monitoramento de queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE. Obteve-se o número de focos de calor identificados por satélite em cada mês do ano nas áreas das unidades de conservação federais presentes no Estado do Rio de Janeiro, no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2015. Foram localizados 2.023 focos de calor nas unidades de conservação federais no Estado do Rio de Janeiro, o que equivale a 126,44 focos por ano. Dentre as unidades de conservação do Grupo de Proteção Integral, a que apresentou o maior número de focos de calor foi a Rebio Poço das Antas, seguida do Parna da Serra dos Órgãos, do Parna Itatiaia e da Rebio do Tinguá. Por outro lado, na MONA das Ilhas Cagarras não foram observados incêndios nos anos avaliados. Entre as unidades de conservação de Uso Sustentável, a APA da Serra da Mantiqueira foi a que apresentou o maior número de focos de calor, seguida da APA da Bacia do Rio São João/Mico-Leão-Dourado e da APA de Petrópolis. Nenhum incêndio foi observado na RESEX Marinha de Arraial do Cabo. Em geral, agosto, setembro e outubro foram os meses com maior número de focos de incêndio. O tamanho da área ocupada pela unidade de conservação foi a variável que mais influenciou o número de focos de incêndio detectados, explicando significativamente 49,02% da variação no número de incêndios. Quando inseridas no mesmo modelo matemático, o tamanho da área ocupada pela unidade de conservação, sua localização e grupo explicaram 65,50% da variação do número de focos de incêndio. Tendo em vista os resultados, pode-se verificar que um grande número de focos de incêndio ocorre em diversas unidades de conservação federias no Estado do Rio de Janeiro. Assim, cabe aos gestores dessas unidades de conservação tomar as medidas cabíveis para reduzir a ocorrência e propagação dos incêndios nas áreas protegidas.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA E ECOLÓGICA DE ESPÉCIES DE FORMIGAS PONEROMORFAS NO SUDESTE DO BRASIL
AUTOR: Kívia Roberta Silva Araújo / ORIENTADORES: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA e Milene Estrada Andrade
Para o estudo da distribuição geográfica e ecológica de formigas poneromorfas no sudeste do Brasil, foram coletados dados no período de janeiro a abril de 2016, através de uma pesquisa de trabalhos científicos publicados com informações sobre as formigas poneromorfas. Também foram obtidas informações pelo Portal da Biodiversidade do ICMBio. Foi observado que 111 espécies de formigas poneromorfas ocorrem na região sudeste do Brasil. Essas espécies pertencem a 23 gêneros e seis subfamílias. O número de espécies foi maior em São Paulo, seguido de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espirito Santo. Ponerinae foi a subfamília com maior número de espécies (59), seguida de Ectatomminae (33). Gnamptogenys foi o gênero com maior número de espécies (23), seguido de Neoponera (11) e Hypoporera (10). Para 78 espécies foi obtido o habitat de ocorrência, mas para outras 33 espécies não foi possível obter essas informações. A Floresta Estacional foi o ambiente com o maior número de espécies, seguido da Floresta Ombrófila e dos plantios de eucalipto. A Caatinga foi o ambiente com o menor número de espécies. Somente 14 espécies de poneromorfas ocorreram em áreas urbanas. Das espécies presentes nos estudos científicos avaliados, foi possível identificar que 28 (25,23% do total) ocorreram em unidades de conservação. O estudo evidenciou a elevada diversidade de formigas poeromorfas no sudeste do Brasil e a expressiva capacidade adaptativa desse grupo, pois diversas espécies habitam desde habitats naturais a áreas urbanas. Contudo, algumas espécies podem ser utilizadas como indicadoras de habitats conservados. Também indica a necessidade de ampliação das áreas protegidas para manutenção da biodiversidade de formigas poneromorfas.
Educação Ambiental com crianças em uma comunidade carente: Um Estudo de Caso em Belford Roxo/RJ
AUTOR: Juliane de Sousa Pereira / ORIENTADOR: Alexandre Ferreira Lopes
Este trabalho teve como motivação inicial o desejo do autor em desenvolver um projeto de Educação Ambiental com os jovens atendidos pela Casa do Menor São Miguel Arcanjo (CMSMA), uma Organização Não Governamental que acolhe jovens e crianças em situações de risco. Diante da realidade dos moradores da comunidade de Vila Cláudia, situada na periferia da cidade de Belford Roxo, o projeto “Construindo Cidadania” foi selecionado para receber as atividades propostas por esse trabalho, tendo como meta a formação de valores ético-ambientais para o exercício da cidadania das presentes e futuras gerações e a formação de atores socioambientais. Através da aplicação de um questionário aos moradores e do desenvolvimento de atividades com alunos e educadores do projeto, este trabalho tem por objetivo avaliar as ações e práticas educativas voltadas para a sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais, com a participação e parceria do projeto.
ANÁLISE DA GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS NOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AUTOR: Julia Maria de Aguiar Duarte / ORIENTADORES: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA e Anderson Costa dos Santos
Os resíduos sólidos urbanos estão entre os mais importantes tipos de resíduos, em função da elevada quantidade produzida e dos impactos ambientais que podem provocar. O objetivo do trabalho foi estudar a gestão de resíduos sólidos urbanos no Estado do Rio de Janeiro. Os dados utilizados no estudo foram obtidos de relatórios dos anos de 2010 a 2014 disponibilizados pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e do relatório síntese do Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Rio de Janeiro (PERS) de 2013. Foi analisada a disposição final dos resíduos sólidos urbanos por município e por região do estado, a geração de lixo per capita e a reciclagem de resíduos sólidos domiciliares urbanos. Foi constatada a diminuição de vazadouros (lixões) e aterros controlados e o aumento da utilização de aterros sanitários pelos municípios, no período de 2010 a 2014. A região do estado que possui a maior porcentagem de municípios que utilizam os aterros sanitários como o destino prioritário de seu lixo é a Região Serrana. Já na Região Noroeste Fluminense, todos os municípios depositam seus resíduos sólidos urbanos integralmente em vazadouros. A quantidade média de lixo gerado por habitante no estado é de 1,1 kg/dia, sendo maior na Região Metropolitana. Do peso total de resíduos sólidos urbanos gerados, cerca de 53,28 % é de matéria orgânica. Mais de 60 % dos municípios não encaminham o lixo domiciliar urbano para a reciclagem e a porcentagem do lixo reciclado é muito pequena na maioria dos municípios. A diminuição dos lixões municipais provavelmente ocorre em função da tentativa de adequação dos municípios à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Todavia, grande parte dos municípios ainda não conseguiu se adequar à legislação. As novas tecnologias de tratamento e utilização dos resíduos sólidos urbanos devem ser difundidas entre os gestores municipais a fim de diminuir os impactos ambientais causados pelos resíduos sólidos urbanos e aumentar o tempo de vida útil dos aterros sanitários.
PADRÕES BRASILEIROS DE DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DE PASSIFLORA L. SUBG. DECALOBA (DC.) RCHB. (PASSIFLORACEAE) OCORRENTES NO BRASIL.
AUTOR: Josiele Batista da Cruz / ORIENTADOR: Michaele Alvim Milward de Azevedo
Com cerca de 490 espécies, Passiflora L. é um gênero pantropical, caracterizado por trepadeiras, árvores e arbustos. Está subdivido em quatro subgêneros: Astrophea (DC.) Mast., Deidamioides (Harms) Killip, Decaloba (DC.) Rchb. e Passiflora distribuídos principalmente pelo México, América Central e do Sul, embora existam espécies endêmicas do Sudeste Asiático e Pacífico. Passiflora subgênero Decaloba tem distribuição tropical e subtropical com cerca de 230 espécies, e apresenta no Brasil 20 espécies, ocorrendo em domínios de mata atlântica, cerrado, caatinga e floresta amazônica. O objetivo deste trabalho foi realizar o levantamento da distribuição geográfica das espécies de Passiflora subg. Decaloba ocorrentes no Brasil, sua ocorrência em diferentes regiões e/ou formações vegetacionais brasileiras e estabelecer os padrões de distribuição geográfica relacionando-os com os respectivos hábitats no Brasil. Foram utilizados para o levantamento da distribuição geográfica, bancos de dados disponibilizados em sítios da internet, sendo retirados os dados de procedência (País, Estado, Município), latitude e longitude. Os dados foram então plotados no mapa do Brasil, através do software ArcMap. Após análise dos mapas foi possível estabelecer oito padrões gerais de distribuição geográfica – Ampla Distribuição no Brasil, Equatorial Amazônico-Tropical Atlântico, Amazônico Setentrional, Brasil Meridional-Atlântico, Brasil Centro-Atlântico, Brasil Centro Amazônico, Endêmico e Microendêmico, a maioria dos táxons apresentando ampla distribuição. Dos táxons estudados, nove são restritos ao Brasil e apenas P. jiboiaensis, P. pardifolia e P. rupestris são até o momento microendêmicas.
OS DESAFIOS DA COLETA SELETIVA –EXEMPLOS PARA A CIDADE DE TRÊS RIOS, RJ.
AUTOR: João Felipe Biancardi Galdino da Silva / ORIENTADORES: FÁBIO CARDOSO DE FREITAS e Thaís Alves Gallo Andrade
"O lixo urbano é um problema que vem assolando as populações há séculos, e com o aumento populacional, junto do modo de vida do ser humano, produz-se lixo a todo momento em quantidades muito grandes, acarretando vários problemas não só para o ser humano mas para todo meio ambiente no geral. Com o passar do tempo, devido a novas
tecnologias e uma nova conscientização das populações, passamos a notar que todo o lixo que descartamos poderia ter um novo valor para a sociedade, e com isso surgiu à reciclagem, que transforma esses resíduos em algo novo, poupando outros recursos naturais, gerando renda para a população e o meio ambiente. Com o advento da nova
política nacional e resíduos sólidos (PNRS), Lei Federal nº 12.305 de 2 de agosto de 2010, as cidades ficaram obrigadas a dispor de forma ambientalmente segura e tratar seus resíduos sólidos, tendo sido estabelecido um prazo de ate quatro anos para acabar com os
lixões e aterros controlados. O prazo acabou em 2014 e os municípios ganharam mais quatro anos para cumpri a Lei. A coleta seletiva é um instrumento da PNRS, e consiste na fase preliminar dos processos de tratamento e recuperação dos resíduos. No país são produzidas cerca de 228.413 toneladas de lixo por dia e de todo esse montante, 63% são descartados no meio ambiente de forma irregular, em lixões ou aterros controlados, fazendo com que ocorra desperdício de cerca de R$ 8 bilhões de reais por ano apenas pela não reciclagem de resíduos. Pior do que isso, apenas 13% dos cidadãos brasileiros tem acesso a algum tipo de programa de coleta seletiva. Para que a coleta seletiva tenha sucesso se faz necessário um planejamento com base nas informações e características do lixo do local, desde a coleta até a sua disposição, entre outras políticas públicas. Dessa forma esse trabalho teve por objetivo realizar um levantamento bibliográfico baseado em trabalhos científicos, publicações e sítios especializados da web, como o Ministério do Meio Ambiente de forma a elencar os desafios e entraves da implementação da coleta seletiva no Brasil e no Mundo como base para o programa de coleta seletiva da cidade de Três Rios, no Rio de Janeiro. Foram encontrados como principais desafios e entraves para a aplicação do programa: a falta de vontade politica, o custo para manter um programa de coleta seletiva, a falta de local adequado para a disposição dos resíduos e a falta de coleta regular."
CADASTRO AMBIENTAL RURAL: ESTUDO DE CASO DO SÍTIO BOA VISTA E CACHOEIRA, VALENÇA – RJ
AUTOR: João de Miranda Ribeiro Maia / ORIENTADOR: Erika Cortines
legislação florestal no Brasil já passou por diversas mudanças e teve sua última versão publicada em 2012 (Lei 12.651). Na nova lei criou o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é um cadastro eletrônico em nível nacional que visa integrar as informações das propriedades e posses rurais, para que se tenha maior um planejamento ambiental e econômico mais adequado, e para melhor fiscalizar as atividades não conformes. A adesão ao cadastro é um incentivo para a conservação das matas brasileiras, favorecendo o pequeno produtor com a desburocratização dos tramites de adequação. O objetivo geral do trabalho é analisar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) a partir do exemplo prático de adequação ambiental do Sítio Boa Vista e Cachoeira, Valença-RJ. A metodologia explica o passo a passo para realizar o cadastramento ambiental rural no módulo CAR. Os dados necessários ao cadastro são: localização da propriedade e das áreas de preservação permanente (APP), áreas consolidadas, dentre outras. No Sítio Boa Vista e Cachoeira existe um total de 3.3 ha de áreas a serem recompostas, estando localizadas em áreas de APP de nascentes, margem de rio e em área de Reserva Legal (RL). Para isso será feita a adesão ao programa de regularização ambiental (PRA), que representa um conjunto de ações ou iniciativas promovidas pelo proprietário para realizar a adequação ambiental. Após adequação, 3,6% da área de RL excedente poderá ser comercializada na forma de Cotas de Reserva Ambiental (CRA) para fins de compensação de RL's de outras propriedades. Conclui-se que o CAR é uma importante ferramenta de fiscalização, pode ter um papel fundamental na manutenção e preservação das florestas e na geração de renda para o proprietário do imóvel, tornando-se um incentivo à recuperação dos serviços ambientais prestados pelas florestas e trazendo benefício para toda população.
ATERRO CONTROLADO DE TRÊS RIOS, RJ E OS RISCOS AO MEIO AMBIENTE E À SAÚDE HUMANA
AUTOR: Hellen Figueredo Carvalho / ORIENTADOR: FÁBIO CARDOSO DE FREITAS
Sabendo da problemática que o descarte de resíduos sólidos tem gerado no país, o presente trabalho teve como objetivo analisar solo e plantas do aterro controlado de Três Rios (RJ) e da área do entorno, apontando os riscos ao meio ambiente e à saúde dos catadores e da população que mora nas adjacências. Foram coletadas amostras de solo e das espécies vegetais Cecropia pachystachya e Ricinus communis, conhecidas popularmente como embaúba e mamona, respectivamente. As amostras de plantas foram separadas em folhas e frutos, e junto com as amostras de solo, enviadas para o laboratório da UFRRJ em Seropédica para análises químicas com foco em metais pesados. Como não há uma legislação que defina os valores máximos permitidos para concentração de metais em plantas, houve a comparação destas com as análises de solo e da amostra coletada para controle. As amostras de R. communis, que foram coletadas dentro da área do aterro, como já esperado, apresentaram maior acúmulo de metais e quando comparadas com as amostras de solo daquela mesma área, refletiram com maior precisão o que estava disponível no solo, sendo assim uma ótima bioindicadora. A espécie C. pachystachya e o solo foram coletados no ponto denominado como exutório, dentro da bacia hidrográfica que compõe a área, para onde claramente acontece a convergência do material lixiviado do aterro. Essas amostras foram também comparadas com uma amostra controle. Os resultados dos elementos Zn, Fe, Ni e Cr, para as folhas e frutos da embaúba, apresentaram valores mais altos na área de convergência e alguns elementos como Cu e Cr apresentam valores acima do que permitido na literatura, evidenciando que as áreas adjacentes ao aterro também vêm sendo impactadas. O elemento Cd nas análises de solo dentro da área de convergência apresentou valores acima do que é permitido pela resolução CONAMA 420, sendo suficiente para interditar a área. São muitas as doenças provenientes desses contaminantes, variando de alergias e problemas respiratórios à maiores complicações como câncer, má formação em fetos, entre outros. Os sintomas irão variar de acordo com o tempo de exposição do indivíduo ao contaminante e de como o contágio ocorreu, que pode ser através de agentes físicos, químicos ou biológicos. Pode-se concluir que o manejo dos lixões e aterros controlados merecem uma atenção especial por não ser a forma ambientalmente adequada para disposição dos resíduos sólidos. Ficou evidente que mesmo representando um pequeno percentual da biomassa das plantas, as folhas e frutos foram bons bioindicadores, com destaque para mamona. Sabendo que existem moradias no entorno do aterro, que as análises acusaram que o material lixiviado tem contaminado as áreas adjacentes e que por anos catadores trabalharam na área, este conjunto de problemas urge por medidas como: reconhecimento, avaliação dos impactos e um controle eficaz.
FLORÍSTICA E FITOSSOCIOLOGIA EM MATA RIPÁRIA COMO INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO E CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE EM TRÊS RIOS, RJ
AUTOR: Helder Marcos Nunes Candido / ORIENTADORES: Michaele Alvim Milward de Azevedo e Erika Cortines
A Mata Atlântica é a segunda maior floresta tropical das Américas e abriga a mais populosa e desenvolvida região do país. O Rio Paraíba do Sul é um dos mais importantes do bioma. A cidade de Três Rios passa por intenso crescimento econômico, no entanto, planos de ação e controle ambiental são pouco efetuados pela administração pública. A mata ciliar exerce importante papel no que se refere ao controle da erosão em margens de rios. A eliminação da vegetação ripária pode ter como consequência a aceleração dos processos erosivos. Estudos sobre a composição florística e a estrutura fitossociológica das formações florestais são importantes instrumentos de planejamento, sendo primordiais em ações de conservação da natureza, recuperação de áreas degradadas e gestão da paisagem. O trabalho teve como objetivo realizar o inventário florístico e fitossociológico da vegetação ripária do Rio Paraíba do Sul em área urbana na cidade de Três Rios, Rio de Janeiro e comparar sua composição com outras áreas. Foram realizadas coletas entre setembro de 2012 e maio de 2014. O índice de similaridade foi calculado no FITOPAC II utilizando o método de agrupamento pelas médias não ponderadas (UPGMA). O índice de diversidade para as espécies arbóreas foi calculado pelo “Coeficiente de Mistura de Jentsch (QM)”. Foram inventariadas 122 espécies (90 gêneros) incluindo arbóreas, herbáceas, arbustivas e trepadeiras em uma área de 8,09 ha. O total de indivíduos arbóreos foi de 999 e a densidade foi de 123,48 indivíduos arbóreos/ha. As famílias com maior riqueza foram: Fabaceace (27 espécies); Bignoniaceae, Convolvulaceae e Euphorbiaceae (6 espécies); Asteraceae e Malvaceae (5 espécies). As duas espécies mais abundantes foram: Croton urucurana Baill. (156 indivíduos) e Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit (129 indivíduos), sendo a primeira nativa e a segunda exótica invasora. A baixa diversidade (QM de 0,068, ou 1:14) e similaridade de espécies entre a área de estudo e outros trechos do rio Paraíba do Sul indica o alto grau de perturbação da área. O estrato arbóreo apresentou uma média de altura (7,39 m) e diâmetro à altura do peito (14,53 cm) que indicam um estágio sucessional inicial para médio. Conclui-se que a área necessita de um enriquecimento com espécies nativas para que haja a recuperação da vegetação ripária e manutenção dos processos ecológicos e serviços ambientais.