Monografias dos discentes do Campus Três Rios

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Monografia postada em 30 de março de 2026

AVALIAÇÃO DOS CRITÉRIOS ADOTADOS PARA A DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DE EMPREENDIMENTOS EM ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL E RELATÓRIOS DE IMPACTO AMBIENTAL

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2025
AUTOR: Maria Eduarda Barros Sampaio Kopke Cabral / ORIENTADOR: Fábio Souto de Almeida
RESUMO
Atualmente, observam-se drásticas alterações ambientais sendo geradas por ações antrópicas, o que provoca sérios problemas para a população, pois colaboram para a extinção de espécies, influenciam negativamente a abundância e a qualidade de recursos naturais e a sustentabilidade de processos produtivos, além de serem expressivamente prejudicial para a saúde pública. Frente a este cenário, a maioria dos países passou a exigir estudos prévios ao licenciamento de empreendimentos, visando reduzir os graves problemas decorrentes dos impactos negativos das atividades humanas. O objetivo deste trabalho foi analisar criticamente os critérios utilizados para a delimitação da área de influência de empreendimentos nos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e Relatórios de Impacto Ambiental (RIMA) no Brasil. Foram avaliados 20 documentos oriundos de diferentes estados e que abordaram empreendimentos de variados setores produtivos ou obras de infraestrutura. Identificou-se a prevalência de práticas metodológicas frágeis, como o uso de buffers circulares arbitrários, a ausência de justificativas técnico-científicas e a padronização dos recortes espaciais entre os meios físico, biótico e socioeconômico. Essas fragilidades comprometem a efetividade da Avaliação de Impacto Ambiental, a identificação e classificação adequada dos impactos e a inclusão de populações potencialmente afetadas, incluindo populações tradicionais. O estudo evidencia a necessidade de diretrizes normativas específicas, baseadas em evidências empíricas, o uso de geotecnologias e a participação social, que orientem com maior precisão e justiça socioambiental a definição da Área Diretamente Afetada (ADA), da Área de Influência Direta (AID) e da Área de Influência Indireta (AII). Conclui-se que a delimitação territorial é uma dimensão estratégica da justiça ambiental e que a sua negligência técnica e política perpetua desigualdades socioambientais no processo de licenciamento. Apesar de serem amplamente considerados como boas ferramentas para minimizar a degradação ambiental de atividades e empreendimentos, fomentando o desenvolvimento sustentável, os EIA/RIMAs precisam ser aprimorados no que tange a delimitação da área de influência do empreendimento, para que o seu propósito seja plenamente alcançado.
Monografia postada em 30 de março de 2026

BASES PARA A GESTÃO DA RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL ARAUCÁRIA, ESTADO DE MINAS GERAIS

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2025
AUTOR: João Victor Roseno de Oliveira / ORIENTADOR: Fábio Souto de Almeida
RESUMO
A degradação ambiental é uma das maiores ameaças à biodiversidade e aos recursos naturais do planeta, comprometendo a integridade dos ecossistemas e a disponibilidade de bens essenciais à vida. No bioma Mata Atlântica, os impactos causados por atividades humanas ao longo dos últimos séculos resultaram em uma deterioração dos seus ecossistemas, com a fragmentação e redução da cobertura vegetal. Para mitigar e reverter esses danos, foram criadas as Unidades de Conservação (UCs), que só poderão cumprir de forma eficaz os seus objetivos de proteção por meio de estudos detalhados que auxiliem na sua gestão, devendo considerar aspectos econômicos, sociais e biológicos. O presente trabalho teve como objetivo identificar contingências e potencialidades, propor um zoneamento e indicar atividades de manejo para contribuir com a gestão da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Araucária, situada nos municípios de Passa Vinte e Bocaina de Minas, em Minas Gerais, no bioma Mata Atlântica. A metodologia desta pesquisa incluiu a revisão de literatura, a análise de imagens aéreas via Google Earth Pro e registros fotográficos, inclusive com câmera com sensor de movimento (câmera Trap). Também foi utilizada a matriz SWOT (FOFA) para identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Na RPPN Araucária, foi registrada a ocorrência de cinco espécies de mamíferos, duas espécies da classe Reptilia, duas espécies de aves e uma espécie de abelha do gênero Scaptotrigona. Dentre tais espécies estão Leopardus pardalis (Linnaeus, 1758) (jaguatirica), Leopardus guttulus (Hensel, 1872) (gato-do-mato-pequeno-do-sul), Guerlinguetus aestuans Linnaeus, 1766 (caxinguelê) e Pecari tajacu Lineu, 1758 (caititu, catetu ou porco-do-mato). A espécie L. guttulus está na lista de animais oficialmente ameaçados de extinção, classificada como vulnerável. Foram delimitadas duas zonas na RPPN Araucária: Zona de Proteção e Zona de Visitação. Os resultados indicam que a RPPN possui cobertura vegetal nativa conservada, recursos hídricos e potencial para pesquisas científicas e atividades educativas, porém enfrenta desafios como a escassez de recursos financeiros, presença de espécies exóticas invasoras, caça ilegal e riscos de incêndios florestais. Foram elaboradas ações de manejo distribuídas nos programas de administração, pesquisa, proteção e visitação, incluindo o controle de espécies exóticas, a prevenção de incêndios e o envolvimento comunitário. A RPPN Araucária possui relevância para a conservação da biodiversidade regional e a implementação das medidas propostas contribuirá significativamente para minimizar problemas para o seu manejo. É interessante incentivar a realização de pesquisas científicas na RPPN, para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade e os recursos naturais da área protegida e otimizar o planejamento da gestão da Unidade de Conservação.
Monografia postada em 30 de março de 2026

AVALIAÇÃO DOS REGISTROS DE ATROPELAMENTO DE FAUNA EM UM TRECHO DA BR-393, RODOVIA LÚCIO MEIRA

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2025
AUTOR: Hanna Souza de Jesus / ORIENTADOR: Fábio Souto de Almeida
RESUMO
Embora as rodovias sejam fundamentais para o desenvolvimento humano e integração territorial, elas também representam uma significativa fonte de problemas para o meio ambiente ao seu redor. Uma das adversidades mais relevantes associadas às rodovias é o atropelamento de fauna. Assim, esta monografia teve o objetivo de avaliar os registros de atropelamento de fauna na BR-393 (Rodovia Lúcio Meira) dentro do trecho que esteve sob concessão da empresa K-Infra Rodovia do Aço S/A em oito municípios, sendo um no estado de Minas Gerais (Além Paraíba) e sete no estado do Rio de Janeiro: Sapucaia, Três Rios, Paraíba do Sul, Rio das Flores, Vassouras, Barra do Piraí e Volta Redonda. Foi utilizada a base de dados da empresa supracitada referente ao período de janeiro de 2015 a fevereiro de 2025. Foi constatado o total de 1249 registros de animais atropelados no período avaliado no trecho da BR-393 em estudo. Deste total, 5 indivíduos não foram classificados nem sequer a nível de Classe. Foi registrado o total de 61 espécies, com a identificação de 43 espécies (70,49% do total). O sagui (Callithrix sp.) foi identificado apenas ao nível de gênero e 17 espécies foram identificadas apenas ao nível de Classe. Em relação às aves, foram 56 indivíduos (4,48% do total de animais atropelados) de 19 espécies (31,15% do total de espécies atropeladas), com 15 espécies sendo identificadas. A Classe Mammalia apresentou o maior número de indivíduos (1094 indivíduos; 87,59% do total) e de espécies (33 espécies; 54,10% do total) com registro de atropelamento no trecho da na BR-393 em estudo. Foram identificadas 24 espécies de mamíferos. Nove espécies de répteis (14,75% do total) tiveram registro de atropelamento, mas apenas cinco foram identificadas. O total de répteis atropelados e registrados durante o período avaliado foi de 94 indivíduos (7,53% do total). Assim, a porcentagem de espécies e, principalmente, de indivíduos de mamíferos com registro de atropelamento no trecho estudado da BR-393 foi expressivamente maior que das demais classes. É importante destacar que anfíbios e insetos estão entre os demais grupos de animais que provavelmente são atropelados na BR-393, mas infelizmente não ocorreram registros de espécies destes grupos. Cerca de 39,3% dos indivíduos cujo atropelamento foi registrado pertencem à espécie Hydrochoerus hydrochaeris (Linnaeus, 1766) (capivara). Foi observada uma variação expressiva no número de atropelamentos registrados entre os anos avaliados. Excluído o ano de 2025, o ano com o menor número de atropelamentos registrados (ano de 2015) teve cerca de quatro vezes menos registros que o ano de 2020. Esta variação pode ter ocorrido em função de variações do fluxo de veículo na rodovia, mas também pela variação da efetividade do registro dos atropelamentos. A pandemia de COVID-19 pode ter influenciado o fluxo de veículos e, consequentemente, o número de atropelamentos. Contudo, é bastante provável que a variação da eficiência do registro de atropelamentos ao longo dos anos em estudo seja o principal fator causador das variações constatadas. Assim, os mamíferos são os animais com maior frequência de registros de atropelamento na BR-393 no período analisado. Também pode-se concluir que é necessário aperfeiçoar o sistema de registro de atropelamentos de fauna e devem ser implantadas medidas para reduzir o número de acidentes envolvendo animais na rodovia em estudo.
Monografia postada em 30 de março de 2026

PLANTAS COM POTENCIAL PARA A PRODUÇÃO DE BIOINSETICIDAS

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2025
AUTOR: Hévora Suian de Sousa Oliveira / ORIENTADOR: Fábio Souto de Almeida
RESUMO
O modelo agrícola convencional, baseado no uso intensivo de agroquímicos, tem provocado sérios impactos ambientais, incluindo sociais, especialmente em países com expressiva produção agropecuária como o Brasil. Os resíduos dessas substâncias contaminam os solos, os corpos d'água, a biodiversidade e os alimentos consumidos pela população, afetando a saúde pública. O uso indiscriminado de inseticidas químicos sintéticos favorece o surgimento de pragas resistentes, reduz a presença de inimigos naturais nas lavouras e compromete o equilíbrio dos agroecossistemas. Por esses motivos, cresce o interesse por alternativas ecologicamente corretas para o manejo e controle de pragas. Neste sentido, destacam-se as plantas com substâncias do metabolismo secundário que são danosas aos insetos. Esses compostos podem ser utilizados sob a forma de extratos e de óleos essenciais, por exemplo. O objetivo deste trabalho foi realizar o levantamento de espécies de plantas com potencial para a produção de bioinseticidas úteis contra insetos-praga e realizar uma análise crítica sobre o uso destas plantas no manejo desses insetos. Foi realizada uma revisão bibliográfica, que abrangeu estudos publicados entre 2000 e 2025, para realizar o levantamento de espécies de plantas com potencial para a produção de bioinseticidas, também sendo coletadas informações sobre a eficácia dos compostos naturais, mecanismo de ação e insetos alvo destes compostos. Além disso, foi verificado se as espécies de plantas avaliadas são nativas ou exóticas do Brasil. Foram identificadas 44 espécies com potencial para a produção de bioinseticidas. Os resultados indicam que, apesar do grande potencial da flora brasileira, 77,3% das espécies levantadas neste estudo são exóticas, como Azadirachta indica A. Juss (nim) e Cymbopogon nardus (L.) Rendle (citronela), cujos extratos e óleos essenciais demonstram alta bioatividade. Entre as espécies nativas, destacam-se Carapa guianensis Aubl. (andiroba) e Dysphania ambrosioides (L.) Mosyakin & Clemants (mastruz), que apresentam resultados promissores em estudos laboratoriais e de campo, embora ainda necessitem de maior investigação. Conclui-se que as plantas com potencial inseticida representam uma alternativa promissora para uma agricultura mais sustentável, com menores impactos socioambientais. É fundamental incentivar pesquisas com espécies nativas, visando identificar novas plantas com potencial para produção de bioinseticidas, e também a padronização dos extratos, visando consolidar a sua utilização em sistemas agroecológicos e potencializar o seu uso na agricultura convencional.
Monografia postada em 30 de março de 2026

DIVERSIDADE DE PEIXES E PADRÕES ESPACIAIS EM FUNDOS ROCHOSOS DA BAÍA DA ILHA GRANDE (RJ)

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2025
AUTOR: Beatriz da Costa e Castro / ORIENTADORES: Leonardo Mitrano Neves e Lécio de Carvalho Junior
RESUMO
A estrutura e a diversidade das assembleias de peixes de habitats rochosos são moldadas por processos ecológicos (como a relação espécie-habitat) e por fatores ambientais (por exemplo, distância da foz de rios e visibilidade) que podem atuar em diferentes escalas espaciais. No presente estudo, investigamos a diversidade e padrões espaciais das assembleias de peixes em fundos rochosos, além de compreender qual a importância de diferentes variáveis ambientais e atributos do habitat para a distribuição das assembleias de peixes. As amostragens foram realizadas entre junho de 2023 e abril de 2025 em 21 lajes, parcéis, recifes continentais e insulares da Baía da Ilha Grande, RJ, em três blocos dispostos a diferentes distâncias da foz de rios: Búzios, Piraquara e Sandri. As amostragens foram realizadas através do método de filmagens remotas subaquáticas com isca (BRUV - Baited Remote Underwater Video). O tipo de habitat dominante, a complexidade topográfica e a visibilidade foram estimadas e categorizadas. Os padrões espaciais das variáveis ambientais e de estrutura do habitat foram avaliados através da Análise dos Componentes Principais (PCA). A análise de permutação multivariada foi utilizada para investigar as variações espaciais na estrutura da assembleia de peixes. A análise canônica das coordenadas principais (CAP) foi utilizada para identificar os eixos que melhor discriminam os blocos. O Modelo Linear Baseado em Distância foi utilizado para investigar os preditores do habitat que melhor explicaram a variação na assembleia de peixes. Os fundos rochosos do presente estudo foram cobertos principalmente por macroalgas, mas demonstraram diferenças na proporção de matrizes de algas epilíticas (turf), macroalgas de dossel e na complexidade topográfica. O total de 868 indivíduos representando 80 táxons e 31 famílias foram registrados. A estrutura da assembleia de peixes variou entre os blocos da Piraquara, sujeito a influência estuarina constante e Búzios, de maior influência marinha. A complexidade topográfica, a distância da foz de rios, a cobertura de macroalgas de dossel, temperatura, turbidez, profundidade e salinidade foram selecionados como os principais preditores da variação espacial da assembleia de peixes, explicando 35% da variação total. A complexidade topográfica explicou a maior porcentagem da variação da assembleia (12%), que foi associada a dois ambientes distintos: recifes submersos estruturalmente complexos e fundos rochosos planos. Tais ambientes estão distribuídos independentemente da distância da costa, resultando nas similaridades das assembleias entre os blocos. O presente estudo ressalta a importância ecológica de fundos rochosos, como lajes e parcéis, abrigando assembleias de peixes com características espaciais distintas dos recifes insulares rasos.
Monografia postada em 30 de março de 2026

AVALIAÇÃO DAS CONTINGÊNCIAS E POTENCIALIDADES PARA O MANEJO DA ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO DE ITAPEBUSSUS, MUNICÍPIO DE RIO DAS OSTRAS-RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2025
AUTOR: Manuela de Araujo Cantuaria Afonso / ORIENTADOR: Fábio Souto de Almeida
RESUMO
A conservação da biodiversidade e dos recursos naturais é um dos maiores desafios contemporâneos, especialmente em áreas com relevância econômica e ocupação humana. Nestas localidades, as Unidades de Conservação desempenham papel essencial na manutenção dos ecossistemas e no equilíbrio socioambiental. Nesse contexto, as Áreas de Relevante Interesse Ecológico (ARIEs) representam espaços estratégicos que conciliam a proteção ambiental com o uso sustentável, tornando-se fundamentais para o bem-estar humano e para a manutenção da homeostase dos ecossistemas. O objetivo deste estudo foi avaliar as contingências e as potencialidades para o manejo da ARIE de Itapebussus, além de sugerir ações úteis para que a UC alcance os seus objetivos. A ARIE de Itapebussus está localizada no município de Rio das Ostras, no litoral do Estado do Rio de Janeiro. Foram integrados dados obtidos por meio de levantamento bibliográfico, incluindo a análise de documentos oficiais, e observações em campo, permitindo uma visão abrangente sobre os fatores que influenciam a gestão da ARIE. A aplicação da matriz SWOT/FOFA permitiu identificar, entre as forças, a diversidade de ecossistemas costeiros, incluindo restinga, manguezal e áreas úmidas, a ocorrência de espécies com certo grau de endemismo e o potencial para o ecoturismo. Entre as fraquezas, destacam-se a carência de recursos financeiros e humanos, falhas no monitoramento contínuo da biodiversidade e baixa participação comunitária na gestão. As oportunidades estão associadas ao fortalecimento do turismo ecológico e de base comunitária, à ampliação de parcerias institucionais e à captação de recursos para projetos ambientais. As ameaças envolvem a pressão urbana, a poluição, a introdução de espécies exóticas invasoras e os impactos das mudanças climáticas sobre ecossistemas costeiros. Foram propostas atividades de manejo para minimizar problemas identificados. A ARIE de Itapebussus é um território relevante para a conservação da biodiversidade regional, apresenta importância socioeconômica e potencialidades que facilitam o alcance de seus objetivos. Porém, demanda ações integradas para garantir a conservação dos seus bens naturais a longo prazo.
Monografia postada em 30 de março de 2026

FORMIGAS COMO BIOINDICADORAS DA RECUPERAÇÃO AMBIENTAL EM ÁREAS DE REFLORESTAMENTO NA MATA ATLÂNTICA

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2025
AUTOR: Hugo Neves Martinho / ORIENTADOR: Fábio Souto de Almeida
RESUMO
A recuperação de áreas degradadas demanda controle constante para atingir sua melhor eficácia, com a possibilidade de utilização de diversas técnicas para aferir o andamento do processo. O uso de bioindicadores oferece várias opções e diferentes abordagens para alcançar o monitoramento ideal para avaliar o equilíbrio ecológico da área estudada. Este trabalho teve como objetivo avaliar o sucesso da recuperação de áreas degradadas através do uso de formigas como bioindicadoras, na Reserva Particular do Patrimônio Natural Mauro Romano, município de Vassouras, Estado do Rio de Janeiro. Foram avaliados reflorestamentos com diferentes idades (6, 13 e 15 anos) para inferir o grau de recuperação ecológica. Empregou-se pesquisa de campo com coletas por armadilhas de solo (pitfall) e iscas sobre a vegetação. Foram coletadas 35 espécies de formigas. Pseudomyrmex foi o gênero com o maior número de espécies (seis), seguido de Camponotus, Pheidole e Solenopsis, com quatro espécies cada. Wasmannia auropunctata (Roger, 1863) (pixixica) se destacou como a espécie mais frequente. A riqueza de espécies de formigas epigeicas foi maior no reflorestamento de 13 anos (16 espécies), com as áreas de 6 e 15 anos apresentando a mesma riqueza de espécies (10 espécies). O Índice de Diversidade de Shannon para as formigas epigeicas foi significativamente maior no reflorestamento de 13 anos (2,47) que no reflorestamento de 6 anos (2,04) (t = -2,01; p = 0,05) e de 15 anos (2,03) (t = 1,95; p = 0,05). Não houve diferença significativa entre os índices de diversidade nos reflorestamentos de 6 e 15 anos (t = 0,02; p = 0,99). Em relação às formigas arborícolas, o reflorestamento de 6 anos apresentou cinco espécies e as demais áreas tiveram nove espécies cada. Para as formigas arborícolas, não houve diferença significativa entre os índices de diversidade nos reflorestamentos de 6 (1,42) e 13 anos (2,02) (t = -2,07; p = 0,052), de 6 e 15 anos (1,97) (t = -1,62; p = 0,12) e 13 e 15 anos (t = 0,17; p = 0,86). Para as formigas epigéicas, a composição de espécies variou significativamente entre os reflorestamentos de 6 e 13 anos (R = 0,41; p < 0,01) e de 6 e 15 anos (R = 0,39; p < 0,01), mas não houve diferença significativa entre os reflorestamentos com idade de 13 e 15 anos (R = 0,09; p = 0,07). A composição de espécies de formigas arborícolas não variou significativamente entre os reflorestamentos de diferentes idades (R = 0,04; p = 0,26). As trilhas existentes no reflorestamento de 15 anos e a sua manutenção, que envolve a remoção de serapilheira, provavelmente afetaram negativamente as formigas epigeicas. Destaca-se a necessidade de utilizar tanto a mirmecofauna epigeica quanto a arborícola no monitoramento da recuperação de ecossistemas, visto que estes grupos de formigas podem responder de forma diferente às variações ambientais e, em conjunto, fornecer um resultado mais conclusivo acerca do estado do ecossistema em estudo.
Monografia postada em 30 de março de 2026

ICMS ECOLÓGICO E A QUALIDADE DA ÁGUA: ESTUDO DE CASO DA LAGUNA DE ARARUAMA-RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2025
AUTOR: Thais Pixinine Coelho / ORIENTADORES: Luis Cláudio Meirelles de Medeiros e Maíra Freire Pecegueiro do Amaral
RESUMO
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços sob vertente Ecológica (ICMS-E) é um imposto estadual distribuído aos municípios com o intuito de estimular a conservação ambiental através de incentivo fiscal. Os estados da federação, e o Distrito Federal, escolhem os critérios mais relevantes para as necessidades locais e avaliam os investimentos realizados pelos municípios nesses quesitos. Dentre os critérios escolhidos pelo estado do Rio de Janeiro, o Índice Relativo de Tratamento de Esgoto (IrTE) é o quesito que mais influência na qualidade das águas de corpos hídricos. Esse trabalho teve como objetivo analisar a relação entre a qualidade da água de um corpo hídrico com o recebimento desse benefício fiscal, pelos investimentos em tratamento do esgoto. Para isso, foi escolhida para ser objeto deste estudo a laguna de Araruama (Lagoa de Araruama). Como objetivo secundário, buscou-se avaliar o potencial que o recebimento desse imposto teria na melhoria da balneabilidade desse corpo hídrico. Para tal, foi feito um estudo analítico através do levantamento de dados do CEPERJ, referente a valores recebidos de ICMS-E nos municípios citados acima, com posterior ênfase no município de Araruama, e de boletins de balneabilidades do INEA, referente as praias de Araruama. Foram estudados os critérios do ICMS-E no estado do Rio de Janeiro e seus pesos avaliativos, assim como os índices cujos repasses foram mais significativos na Região dos Lagos. Após análise, foi constatado que o município de Araruama é o município que mais recebe repasses do ICMS-E em comparação aos demais da Região dos Lagos, principalmente pelos investimentos no tratamento do esgoto coletado. Esse resultado se contrapõe à falta de balneabilidade da laguna em algumas praias de Araruama. Essa contraposição é explicada pelo uso inapropriado do sistema de esgotamento unitário e da captação/tomada em tempo seco. Ao se comparar o recebimento do ICMS-E pelo IrTE no município de Araruama à balneabilidade anual das praias do mesmo município, foi constatado uma relação direta entre os índices, confirmando a primeira hipótese. Quanto a segunda tese, o potencial de transformação do valor recebido de ICMS-E pelo município de Araruama é alto, porém não aproveitado em sua excelência. Avanços na gestão ambiental do município são notáveis, assim como o interesse por formulações de políticas públicas alinhadas aos critérios estabelecidos pelo estado. Conclui-se que o recebimento do ICMS-E tem um potencial imenso na melhoria da qualidade da água da Lagoa de Araruama, desde que bem administrado.
Monografia postada em 30 de março de 2026

USO E GESTÃO DE RECURSOS NATURAIS EM SISTEMAS PRODUTIVOS DE BASE ECOLÓGICA: O CASO DA ASSOCIAÇÃO CIVIL VALE VERDEJANTE

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2025
AUTOR: Leonardo Vicente Rivetti / ORIENTADOR: Fábio Souto de Almeida
RESUMO
Este trabalho teve por objetivo apresentar a experiência da Associação Civil Vale Verdejante em relação às suas práticas de uso e gestão de recursos naturais em áreas de cultivo, tendo como proposta a estruturação e condução de sistemas de produção de base ecológica. Para o estudo foi adotado o método qualitativo, na modalidade de estudo de caso, para obtenção e análise de informações de natureza descritiva, oriundas de registros documentais e mediante observação in loco. A área administrada pela Associação está localizada no distrito de Andrade Costa, pertencente ao município de Vassouras, na região Centro-Sul do estado do Rio de Janeiro. Os sistemas de cultivo se dividem em uma horta agroecológica e um sistema agroflorestal, em área limítrofe à Reserva Particular do Patrimônio Natural Mauro Romano, onde juntas formam o Parque Ecológico Mauro Romano. Os recursos naturais analisados incluíram o solo, à água, à matéria orgânica e à biodiversidade. As principais práticas de uso e gestão dos recursos foram ou estão relacionadas a boas práticas de exploração do solo, ao manejo da matéria orgânica enquanto biomassa, à otimização da captação e manutenção da água, bem como a conservação da biodiversidade e seus potenciais em prover serviços ecossistêmicos benéficos aos cultivos. A partir deste estudo foi possível perceber que os recursos naturais brevemente analisados estão intimamente ligados uns aos outros, apresentando interdependência e complementariedade, abarcando um conjunto de elementos que sustentam processos que atuam em sinergia para a formação e manutenção de agroecossistemas funcionais. Possibilitam ainda o desempenho produtivo e ecológico dos organismos e suas diferentes funções, fazendo com que seja possível propor o redesenho de áreas produtivas capazes também de atender a necessidade de proteger e conservar a qualidade do meio ambiente.
Monografia postada em 30 de março de 2026

ANÁLISE DOS PLANOS DIRETORES DOS MUNICÍPIOS QUE INTEGRAM A BACIA HIDROGRÁFICA DO PARAÍBA DO SUL QUANTO A GESTÃO DE RISCOS E DESASTRES

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2025
AUTOR: Ananda Maria Barros Leitão / ORIENTADOR: Sady Júnior Martins da Costa de Menezes
RESUMO
A gestão de riscos e desastres é um componente fundamental no desenvolvimento de um planejamento urbano sustentável e especialmente em áreas suscetíveis a eventos extremos. A Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, que abrange inúmeros municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, enfrenta diversos desafios, como a ocupação irregular do solo, inundações e deslizamentos de terra. Nesse cenário, os Planos Diretores municipais assumem uma função estratégica de prevenção e mitigação de desastres de natureza socioambiental. O presente estudo examinou a profundidade da integração da Gestão de Riscos e Desastres (GRD) nos Planos Diretores dos municípios urbanos com mais de 20.000 ha, que integram a Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul. Para atingir esse objetivo, a pesquisa adotou uma abordagem descritiva, qualitativa e experimental, fundamentada na análise documental dos Planos Diretores, da legislação presente no Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001). A análise foi organizada em torno de categorias centrais para os 28 documentos analisados, como prevenção, mitigação, GRD e recuperação em situações de desastre. As análises revelam que, embora alguns municípios tenham diretrizes incorporadas externas para a redução de riscos, persistem lacunas significativas na implementação de diretrizes fundamentais nos Planos Diretores. A falta de planos de respostas detalhados, a ausência de integração com Políticas Públicas em níveis estadual e federal. Em contrapartida, algumas localidades se destacaram pela adoção de boas práticas, como a atenção minuciosa as áreas de risco a inundações, preservação dos recursos hídricos e ocupação regular de áreas residenciais e industriais.À luz dessas observações, este trabalho propõe uma série de recomendações para fortalecer a resiliência dos municípios analisados. Entre as sugestões, destaca-se a necessidade de atualização contínua dos Planos Diretores, a promoção de uma maior articulação política e a realização de investimentos nas áreas de segurança pública. A pesquisa enriquece o debate sobre a relevância da integração da gestão de riscos e desastres no planejamento urbano, sublinhando a urgência de políticas públicas eficazes que visem à redução da vulnerabilidade socioambiental nas margens da Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul.Assim, a análise não apenas contribui para a compreensão dos desafios enfrentados na GRD, mas também aponta caminhos para a construção de um futuro mais seguro e sustentável para as comunidades que habitam nesta região.
Monografia postada em 30 de março de 2026

ABELHAS EM ÁREAS VERDES URBANAS E PROPOSTAS VOLTADAS PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM TRÊS RIOS, RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2025
AUTOR: Milena Caetano de Carvalho Fernandes / ORIENTADORES: Fábio Souto de Almeida e Fabíola de Sampaio Rodrigues Grazinoli Garrido
RESUMO
A diversidade biológica vem sendo reduzida pelos impactos ambientais produzidos por atividades antrópicas, incluindo a destruição de habitats naturais em função da urbanização. Neste cenário, as áreas verdes urbanas são consideradas relevantes para a conservação de parte da biodiversidade global, incluindo as espécies de insetos. As abelhas são insetos expressivamente importantes pelo seu papel como polinizadoras e frequentemente ocorrem em praças públicas e outras áreas verdes urbanas, forrageando ou até nidificando. Assim, este trabalho teve o objetivo de estudar a composição e a riqueza de espécies de abelhas em áreas verdes urbanas em Três Rios, RJ e propor atividades educativas para sensibilizar a população para a proteção das espécies de abelhas. Para isso, foram selecionadas sete áreas de coletas no município: Horto Municipal; Ilha Di Capri; Parque Municipal; Praça dos Peixinhos; Praça Guilhermina Guinle; Praça Zumbi dos Palmares; e Arvoredo da Rua Direita. As abelhas foram coletadas por meio de puçá e levadas para o laboratório de Ciências Ambientais (ITR/UFRRJ) para secagem e fixação com alfinete entomológico. A determinação das espécies foi realizada por especialista em abelhas da Universidade Federal da Bahia, no Laboratório de Bionomia, Biogeografia e Sistemática de Insetos. Foram coletadas cinco espécies: Apis mellifera Linnaeus, 1758 (abelha africanizada), Nannotrigona testaceicornis Lepeletier, 1836 (iraí), Plebeia droryana Friese, 1900 (mirim droryana), Tetragonisca angustula Latreille, 1811 (jataí) e Trigona spinipes Fabricius, 1793 (arapuá). O número de espécies de abelhas foi influenciado significativamente pelo número de árvores das áreas verdes urbanas (F = 11,04; R2 = 68,82%; P = 0,02). Na avaliação da composição de espécies, destaca-se a similaridade da fauna de abelhas entre o Parque Municipal e a Ilha Di Capri, que apresentaram os maiores números de árvores no local da amostragem. As espécies N. testaceicornis e T. angustula estiveram associadas às áreas com maior número de árvores. Foram propostas atividades voltadas à conscientização e sensibilização da população para a conservação das espécies de abelhas, com o objetivo geral sendo: promover a valorização das espécies de abelhas identificadas no município de Três Rios, destacando a sua importância ecológica e econômica, além de conscientizar a comunidade e alertar sobre os possíveis impactos ambientais que podem comprometer a presença desses polinizadores na região. Foi possível obter evidências que apontam para a influência positiva do aumento do número de árvores na riqueza de espécies de abelhas em áreas verdes urbanas de Três Rios. Assim, no que tange a conservação das espécies de abelhas, pode-se sugerir que as áreas verdes urbana devam ser planejadas para abarcar o maior número de árvores possível.
Monografia postada em 30 de março de 2026

GESTÃO DOS RESÍDUOS DE EQUIPAMENTOS ELETROELETRÔNICOS (REEE): UMA ANÁLISE DA PERCEPÇÃO DA POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS-RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2025
AUTOR: Andrea Cristina Ferreira Longo / ORIENTADOR: Fabio Cardoso Freitas
RESUMO
A gestão dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) representa um dos grandes desafios ambientais da contemporaneidade, sobretudo em cidades com até 100 mil habitantes como Três Rios (RJ). O avanço tecnológico, aliado à rápida obsolescência dos dispositivos e ao consumo acelerado, tem contribuído para o aumento exponencial do volume de e-lixo gerado no Brasil, país que lidera a produção desses resíduos na América do Sul. Diante desse cenário, torna-se urgente compreender como a população se relaciona com o descarte desses materiais e qual o grau de efetividade das políticas públicas de logística reversa em contextos locais. Esta pesquisa teve como objetivo diagnosticar a percepção da população trirriense quanto a gestão do lixo eletrônico. A pesquisa foi conduzida por meio da aplicação de um questionário semiestruturado a 122 moradores de diferentes bairros do município. Os dados obtidos revelaram que, embora 77% dos participantes afirmem conhecer o termo "lixo eletrônico", esse conhecimento se mostra limitado a dispositivos de uso comum, como pilhas, celulares e computadores, sem abarcar outros componentes igualmente perigosos. Apenas 17% dos respondentes disseram utilizar os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) disponibilizados pelo município, enquanto práticas inadequadas, como o armazenamento em casa (36%) e o descarte no lixo comum (28%), ainda são comuns. O desconhecimento sobre a existência e funcionamento dos PEVs foi identificado como um dos principais entraves à efetividade da logística reversa em Três Rios: 65% dos entrevistados afirmaram não saber onde há pontos de coleta na cidade. Além disso, a ausência de pontos de coleta próximos às residências foi apontada como o maior desafio para o descarte adequado (56 menções), seguido pela falta de informação sobre como realizar o descarte (45 menções). Esses dados evidenciam não apenas falhas estruturais, mas também deficiências informacionais e de comunicação institucional. Por outro lado, o estudo também identificou um alto grau de sensibilidade ambiental entre os participantes: 87% reconhecem os impactos negativos do lixo eletrônico sobre a saúde humana e o meio ambiente. Quando convidados a sugerir ações ao poder público, os moradores destacaram, sobretudo, a necessidade de ampliar os pontos de coleta (43 menções), promover educação ambiental contínua (40), implantar coleta domiciliar (37) e intensificar a divulgação sobre os procedimentos corretos de descarte (33). Esses resultados sugerem que, embora a infraestrutura atual seja limitada, há uma base social disposta a aderir às práticas de descarte adequado, desde que haja condições materiais e informacionais para isso. O trabalho demonstra que o município de Três Rios carece de uma política estruturada e integrada de gestão dos resíduos eletroeletrônicos. A combinação de ações educativas permanentes, comunicação eficaz, ampliação da infraestrutura de coleta e articulação com a sociedade civil pode potencializar significativamente a efetividade da Política Nacional de Resíduos Sólidos no contexto local, promovendo avanços concretos na sustentabilidade urbana.
Monografia postada em 25 de março de 2026

A IMPORTÂNCIA DA EMPRESA JÚNIOR NA FORMAÇÃO DO GESTOR AMBIENTAL: UMA ANÁLISE DA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL DOS EX-PRESIDENTES DA VALE VERDE SSA

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2025
AUTOR: Lucas Pereira Portela Brito / ORIENTADOR: Julianne Alvim Milward de Azevedo
RESUMO
O estudo teve como objetivo identificar, de forma preliminar, as competências e habilidades laborais desenvolvidas durante a gestão na Vale Verde Soluções e Serviços Ambientais – Empresa Júnior de Consultoria Ambiental do curso de bacharelado em Gestão Ambiental da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O foco principal foram os egressos que exerceram o cargo de presidência no período de 2013 a 2020, com ênfase no comportamento empreendedor adquirido ao longo dessa experiência. A pesquisa quanto aos fins foi exploratória e descritiva; e, quanto aos meios foi documental, bibliográfica e um estudo de caso. As habilidades e competências desenvolvidas pelos gestores da EJ foram identificadas via história oral. Verificou-se que no período estudado a EJ foi liderada exclusivamente por mulheres, cujas principais dificuldades estavam relacionadas à liderança e gestão de conflitos. Conclui-se que a experiência proporcionou aprendizado prático na área ambiental, reforçando a importância da EJ na capacitação profissional e no estímulo ao empreendedorismo sustentável.
Monografia postada em 25 de março de 2026

RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL MAURO ROMANO, VASSOURAS-RJ: AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS E PROPOSTA DE INDICADORES DE GESTÃO

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2025
AUTOR: Lucas Mendes de Alencar Silva / ORIENTADORES: Fábio Souto de Almeida e Fabíola de Sampaio Rodrigues Grazinoli Garrido
RESUMO
As Unidades de Conservação (UCs) como as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) colaboram para salvaguardar a biodiversidade e são bastante relevantes frente ao cenário de degradação ambiental que se observa atualmente em todo o globo. Porém, é necessário minimizar os impactos negativos que atingem as UCs, o que está atrelado à uma correta gestão destas áreas protegidas. Diante disto, o objetivo deste trabalho foi prever os impactos ambientais negativos e positivos na RPPN Mauro Romano, Vassouras-RJ, e indicar medidas mitigadoras ou potencializadoras para os impactos, além de propor indicadores de gestão para a UC. Para a coleta dos dados foram realizadas atividades de campo com a identificação das fontes indutoras de alterações no meio ambiente, além de uma revisão bibliográfica sobre impactos ambientais e acerca de indicadores de gestão de UCs. Foram previstos impactos cujas fontes indutoras ocorrem dentro da RPPN Mauro Romano e nos seus arredores, considerando os impactos que já ocorrem e os que podem ocorrer futuramente. Foram listados 45 impactos ambientais considerados como relevantes para a RPPN Mauro Romano. Destes, 18 impactos foram classificados como negativos, como a perturbação e o afugentamento da fauna e os conflitos de convivência entre a população e a RPPN. Foram 23 impactos positivos, como o aumento da oferta de emprego e renda, da qualidade ambiental e da biodiversidade local. Quatro impactos foram classificados como tendo natureza negativa e positiva. Entre os indicadores de gestão propostos estão o monitoramento da área com cobertura florestal nativa, o monitoramento da biodiversidade, a avaliação quali-quantitativa de ações de educação ambiental e a avaliação das ações de crowdfunding/ atração de investimentos. Conclui-se que considerável parcela das ameaças à RPPN são geradas por situações externas à UC. Além disso, a RPPN proporciona vários impactos positivos, tanto para a diversidade biológica, quanto para o meio físico e para a socioeconomia. A utilização de indicadores de gestão pode auxiliar no monitoramento da qualidade do manejo da RPPN Mauro Romano, proporcionando corrigir erros e aperfeiçoar aspectos positivos da gestão.
Monografia postada em 25 de março de 2026

Urbanização e Meio Ambiente: identificação e caracterização dos impactos socioambientais no bairro Pilar, Duque de Caxias/RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2025
AUTOR: Sabrina Faria da Silva / ORIENTADOR: Julianne Alvim Milward de Azevedo
RESUMO
A urbanização foi um processo marcante no Brasil no século XX e início do XXI, trazendo mudanças socioeconômicas e culturais. Devido ao crescimento populacional, a expansão urbana gerou impactos socioambientais significativos, refletindo as complexidades e desafios do crescimento acelerado das cidades. É nesse contexto, que esse trabalho se apresenta ao estudar o bairro Pilar, situado no município de Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro, região sudeste brasileira. Seu objetivo encontra-se em identificar os impactos socioambientais do processo de urbanização neste bairro. Quanto aos fins, o desenvolvimento dessa pesquisa foi exploratória, devido ao escasso conhecimento produzido; e descritivo, por caracterizar a realidade local. Quanto aos meios de investigação, foi bibliográfica e documental e um estudo de caso. Quanto ao acesso aos documentos destaca-se, entre as fontes documentais disponíveis, o acesso ao Instituto Histórico da Câmara dos Vereadores de Duque de Caxias. Constatou-se que o bairro Pilar, localizado no 2º distrito do município e com população atual de aproximadamente 37.000 habitantes, teve papel estratégico no transporte de ouro e mercadorias provenientes das Minas Gerais durante o período colonial, por meio do Rio do Pilar, que era navegável e se conectava à Baía de Guanabara. Essa rota fluvial foi essencial para o escoamento de riquezas do interior rumo ao litoral, conferindo ao bairro grande importância econômica e logística. Com o passar dos anos, o avanço desordenado da urbanização e a ausência de políticas públicas eficazes, o bairro passou a conviver com uma série de impactos socioambientais que comprometem a qualidade de vida da população. O aterramento deste corpo hídrico por meio de construções no seu entorno resultou na sua transformação em um valão - vala a céu aberto. O processo de degradação deste corpo hídrico se deu não somente pelo lançamento de efluentes domésticos como industriais de modo clandestino. As enchentes configuram o impacto socioambiental mais recorrente e severo no bairro, afetando diretamente a população local por meio da perda de bens, danos à infraestrutura urbana, riscos à saúde pública e interrupção da mobilidade. A poluição também se faz presente na ‘Cidade dos Meninos’, espaço do bairro com mais de 60 anos de contaminação no solo devido ao descarte incorreto de Hexaclorociclohexano (HCH) – popularmente conhecido como pó-de-broca – após a desativação do Instituto de Malariologia ali presente, substância altamente cancerígena e atualmente proibida em território nacional. Esses fatores evidenciam a vulnerabilidade desse espaço e a urgência de ações sustentáveis e planejamento urbano eficaz. Conclui-se que se faz necessária a promoção de ações integradas que unam preservação ambiental, inclusão social e políticas públicas eficientes, visando uma urbanização mais sustentável e justa para a população local.
Monografia postada em 28 de março de 2025

FITORREMEDIAÇÃO: ESTUDO DO POTENCIAL FITOEXTRATOR DE Cyperus rotundus L. EM SOLOS CONTAMINADOS POR COBRE

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2024
AUTOR: Gustavo Moreira Silva / ORIENTADOR: Fabíola de Sampaio Rodrigues Grazinoli Garrido
RESUMO
O cobre está entre os oito micronutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento vegetal. Assim como os demais metais pesados, em função da atividade humana no Antropoceno, o cobre comporta-se atualmente como um poluente importante na biosfera. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo identificar o potencial da espécie vegetal Cyperus rotundus L. (Cyperaceae), popularmente conhecida como tiririca, no tratamento de solos contaminados por cobre. Dentre os parâmetros estudados estão a redução da quantidade de cobre no solo após experimento, diferença da massa fresca e seca, número de perfilhos e indicadores químicos do solo como condutividade elétrica (CE) e potencial hidrogeniônico do solo (pH). De acordo com os parâmetros analisados, a tiririca demonstrou uma eficiência significativa maior na fitoextração quando os níveis de cobre no solo estavam em doses mais elevadas. A taxa de eficiência da fitoextração realizada pela planta variou de 25% a 86% do cobre disponível. Essa resposta adaptativa indica que a planta possui uma alta capacidade de acumular cobre em condições de elevada contaminação, viabilizando sua utilização na técnica de fitorremediação para descontaminar solos saturados por esse metal. Os perfilhos, brotações basais que auxiliam na propagação vegetativa, não apresentaram alterações significativas em quantidade e comprimento, com números variando de 3 a 7 perfilhos e comprimento médio entre 19,37 cm e 33,25 cm. A massa fresca da parte aérea foi menor no tratamento com a maior dose de cobre, evidenciando que o alto teor de cobre, ao gerar estresse oxidativo, impactou negativamente a formação de biomassa vegetal. A relação entre a massa fresca e seca revelou uma média de 81,17% de água na massa aérea, enquanto a massa seca variou de 0,25g a 0,44 g. O pH do solo, inicialmente alcalino, apresentou variações ao longo dos tratamentos. A adição do sulfato de cobre pentahidratado para simular a contaminação, elevou o pH nos tratamentos devido à neutralização de íons H⁺ no solo. No tratamento com a maior dose, que apresentou também maior fitoextração, o pH apresentou-se neutro-alcalino (7,43). A condutividade elétrica (CE) utilizada para medir a salinidade do solo e a presença de íons H⁺, alcançou 986,30 mS·cm⁻¹ ao final do experimento no tratamento com maior concentração de cobre, indicando altos níveis de sais dissolvidos na solução solo e a atuação das H⁺-ATPases, que liberam íons H⁺ no solo durante o processo de absorção de cobre, consequentemente aumentam a CE. Apesar disso, a tiririca demonstrou elevada tolerância à salinidade, sem efeitos negativos observados em decorrência do estresse hídrico causado por esses níveis. Portanto, a tiririca se revela uma candidata promissora para ser utilizada na fitoextração, particularmente em áreas onde a contaminação de solos por cobre atinge níveis críticos.
Monografia postada em 28 de março de 2025

PROPOSTA DE CAMPUS SUSTENTÁVEL COM BASE NAS METAS DA AGENDA 2030

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 11/2024
AUTOR: Ciro Gentil Goulart Batista / ORIENTADOR: Julianne Alvim Milward de Azevedo
RESUMO
Desde o final da década de 1960, o mundo tem reavaliado a exploração de recursos naturais para garantir a prosperidade, à medida que disputas por matérias-primas intensificaram as tensões globais. Para adaptar o modelo econômico vigente, a ONU promoveu diversas reuniões ao longo do tempo, onde os países buscaram alternativas para explorar os recursos de forma menos prejudicial ao planeta, às pessoas e à economia. O documento mais recente em vigor, a Agenda 2030, destaca a importância da parceria e da ação de diversos atores sociais para implementar medidas que assegurem o desenvolvimento sustentável em diversos campos: social, econômico, ambiental, cultural, político e institucional. É relevante o papel das Instituições de Ensino Superior (IES), como as universidades, no cumprimento da Agenda 2030. A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), por exemplo, promove esse cumprimento por meio de suas ações de ensino, pesquisa e extensão. É nesse contexto que o presente estudo se insere. O seu objetivo reside na proposição de um campus sustentável, onde se encontra localizado o Instituto Três Rios – o Campus Três Rios –, localizado na região Centro-Sul Fluminense do estado do Rio de Janeiro. A elaboração de um rol de ações para esse Campus tem por base as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável estabelecidos na ‘Agenda 2030’, que auxilie a Instituição, a cumprir a visão proposta no seu Plano de Desenvolvimento Institucional vigente, do período de 2023 a 2027. A pesquisa quanto aos fins foi exploratória, descritiva e aplicada. Quanto aos meios de investigação ela foi documental, bibliográfica e um estudo de caso. Ao longo de sua trajetória, a UFRRJ tem se adaptado constantemente às mudanças, tornando-se uma instituição secular, respeitada e vanguardista. Para manter essa posição, é essencial que a universidade se mantenha atualizada e em sintonia com as pautas globais, planejando e atendendo à população da melhor maneira possível. Essas diretrizes estão presentes no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2023-2027. A sustentabilidade deve ser uma prioridade nas ações institucionais, considerando os efeitos cada vez mais frequentes e intensos das mudanças climáticas. Isso requer atitudes eficazes em pesquisa, para um planejamento assertivo, no ensino, para a conscientização da população, e na extensão, para promover ações práticas de sustentabilidade nos campi. Assim, é fundamental traçar ações sustentáveis alinhadas à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O guia ‘Como começar os ODS nas universidades?’ desenvolvido pela instituição Sustainable Development Solutions Network SDSN foi utilizado como suporte para a elaboração das propostas sugeridas neste estudo, a partir de quatro dimensões: social, econômica, ambiental e institucional. Notou-se que, das 167 metas da Agenda, 40 estavam alinhadas à visão determinada no PDI. Destas, a dimensão institucional apresentou maior aderência, com 52,5% das ações sugeridas, enquanto as demais dimensões (social, econômica e ambiental) possuíam percentuais de aderência próximos, em torno de 15%. Constatou-se que o Campus Três Rios possui potencial para se tornar sustentável ao adaptar as metas dos ODS em suas políticas institucionais.
Monografia postada em 28 de março de 2025

AVALIAÇÃO DO DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA FLORA EM ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL E RELATÓRIOS DE IMPACTO AMBIENTAL

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2024
AUTOR: Matheus Tosta Camillo / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
RESUMO
Os diagnósticos ambientais de Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e Relatórios de Impacto Ambiental (RIMA) incluem o recolhimento de informações sobre a flora local abordada. Porém, levantamentos de dados imprecisos ou que não abordam todos os grupos de plantas podem impossibilitar que impactos negativos sobre a flora sejam previstos e, consequentemente, o EIA/RIMA não indicará medidas apropriadas para conter tais adversidades. Assim, este trabalho teve como objetivo estudar o levantamento de informações sobre espécies vegetais em Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental no Estado do Rio de Janeiro. Dados foram obtidos de 12 EIAs e três RIMAs utilizados no licenciamento de empreendimentos no Estado do Rio de Janeiro. Constatou-se que ambientes bastante antropizados ocorreram com elevada frequência nas áreas de influência dos empreendimentos, mas também ocorreram hábitats naturais como a Floresta Ombrófila, a Floresta Estacional, a restinga e o manguezal, que apresentam elevada riqueza de espécies vegetais. Todos os EIA/RIMAs apresentaram informações sobre espécies arbóreas e relevante porcentagem destes estudos ambientais também apresentaram levantamentos de informações sobre plantas do estrato herbáceo e arbustivo, com as lianas, cipós e/ou trepadeiras e as epífitas ocorrendo em menor porcentagem dos estudos. O grupo das briófitas não foi avaliado na grande maioria dos EIA/RIMAs. Observa-se, também, que a indicação da presença de espécies ameaçadas de extinção em estudos ambientais ocorre, em maior frequência, citando espécies do estrato arbóreo, seguido de espécies herbáceas e arbustivas, lianas, cipós e/ou trepadeiras, epífitas e, sem citação de espécie ameaçada, o grupo das briófitas. Foi possível notar uma discrepância entre alguns dos estudos em relação ao volume de resultados apresentados e a complexidade das análises realizadas. Alguns estudos não apresentaram claramente os procedimentos metodológicos adotados para a coleta de dados. Com base no que foi possível extrair dos EIAs e RIMAs observados, constatou-se que a utilização de dados secundários (uso de literatura) é bastante frequente (60% dos estudos), assim como a delimitação de parcelas amostrais (66,7% dos estudos). Sugere-se a criação de normas que obriguem que os novos EIA/RIMAs abordem os variados grupos da flora no diagnóstico ambiental. Também deve-se garantir que os EIA/RIMAs apresentem claramente os procedimentos metodológicos para a coleta e análise dos dados do diagnóstico ambiental da flora. Além disso, deve-se garantir que esse diagnóstico descreva com bom nível de detalhamento as comunidades e populações vegetais da área de influência do empreendimento.
Monografia postada em 28 de março de 2025

PERSPECTIVAS FUTURAS DA FITORREMEDIAÇÃO: VANTAGENS E DESVANTAGENS

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2024
AUTOR: Isabella do Nascimento Oliveira / ORIENTADOR: Fabíola de Sampaio Rodrigues Grazinoli Garrido
RESUMO
Atividades antrópicas favoreceram o crescimento de grandes centros urbanos levando comodidade à população trazendo benefícios e novos desafios como a degradação e poluição ambiental que tem prejudicado o meio ambiente e a saúde humana. Tendo conhecimento que a fitorremediação é uma técnica biotecnológica que usa plantas para remover, transferir, estabilizar ou destruir contaminantes do solo, água e ar. Quando falamos de fitorremediação, podemos citar quatro formas de aplicar a fitorremediação, sendo elas: A fitoextração, fitoestabilização, fitodegradação e fitovolatilização que são ajustes aos mecanismos através das plantas empregadas na fitorremediação para limpar áreas contaminadas. Devido ao seu baixo custo, menor impacto ambiental e à possibilidade de recuperar áreas degradadas, a fitorremediação se torna uma solução tecnicamente viável. Somado a sua rentabilidade, aplicabilidade em larga escala, e possibilidade a reintrodução de alguns poluentes na cadeia produtiva, socialmente aceitável e que contribui para a ornamentação do ambiente, possuindo potencial de remediação de vários poluentes como metais pesados, pesticidas, solventes e hidrocarbonetos. Embora a fitorremediação tenha incontáveis vantagens, essa técnica pode ter obstáculos que impedem sua eficácia em determinados cenários, como sua dependência quanto ao ciclo de crescimento das plantas, melhor aplicabilidade nas camadas superficiais do solo, onde as raízes das plantas têm a capacidade de alcançar e absorver os contaminantes. A análise de artigos e trabalhos acadêmicos, utilizando como base de dados o CAPES, Google Acadêmicos e biblioteca Scielos, conduzindo pesquisas de acordo com parâmetros como: fitorremediação e espécies com potencial fitorremediador para distinguir a relevância dos estudos existentes no campo da fitorremediação demostrou que a fitorremediação é um método promissor para remediar ambientes contaminados, apresentando vantagens significativas em comparação com métodos tradicionais de remediação química e física. Tal método é capaz de remover contaminantes, bem como hidrocarbonetos, metais pesados, pesticidas e solventes do solo. No entanto, a fitorremediação enfrenta problemas como a eficácia diminuída em camadas mais profundas do solo e o tempo necessário para a remediação completa, que pode variar de meses a anos. Além disso, foram identificados como limitações significativas a dependência de fatores climáticos e a necessidade de alta biodisponibilidade dos contaminantes.
Monografia postada em 28 de março de 2025

ANÁLISE DE RELATÓRIOS AMBIENTAIS SIMPLIFICADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2024
AUTOR: Hudson Lopes Geronimo / ORIENTADORES: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA e Bernardo Silveira Papi
RESUMO
O avanço da degradação ambiental provoca diversos problemas para a sociedade, demandando estratégias para reverter esse quadro. Neste sentido, a exigência de estudos ambientais prévios para licenciar empreendimentos é uma maneira de minimizar os impactos negativos de novos projetos ou da ampliação de empreendimentos já existentes. O Relatório Ambiental Simplificado (RAS) é um destes estudos, contudo deve ser preparado com qualidade para que possa alcançar os seus objetivos. Assim, o objetivo deste trabalho foi realizar uma análise crítica de Relatórios Ambientais Simplificados do Estado do Rio de Janeiro. A pesquisa foi conduzida a partir de uma análise documental, envolvendo a revisão de 7 Relatórios Ambientais Simplificados de empreendimentos licenciados no Estado do Rio de Janeiro. Obteve-se informações sobre as equipes que prepararam os relatórios, foram avaliados os impactos ambientais previstos e buscou-se identificar falhas nos relatórios, com o intuito de sugerir melhorias que possam aprimorar futuros RAS. Em relação à formação dos profissionais responsáveis pelos relatórios, observou-se que os Biólogos ocorreram mais frequentemente (5 estudos), seguidos de Engenheiros Ambientais (4 estudos), Geógrafos (4 estudos), Engenheiros Civis (4 estudos), Engenheiros Florestais (3 estudos), Geólogos (2 estudos), Engenheiros Químicos (2 estudos), além de outras formações. O total de impactos ambientais previstos nos estudos avaliados variou de 07 a 55, com a maioria das alterações ambientais sendo classificadas como tendo natureza negativa. Pela análise realizada, todos os sete RAS apresentaram impactos da implantação, mas somente três apresentaram impactos do planejamento e quatro da fase de operação. Os impactos previstos influenciaram o meio físico (como a alteração da qualidade da água e do ar), o meio biótico (como o afugentamento de fauna e a redução de cobertura florestal) e o meio socioeconômico (como a geração de empregos e o aumento na arrecadação tributária). A maioria das alterações ambientais previstas foram indicadas para a fase de implantação. Foram identificados problemas na formação das equipes que prepararam os relatórios, aspectos ambientais foram apontados como sendo impactos, tratando-se de uma imprecisão entre fator indutor e alteração ambiental, e também constatou-se a ausência de avaliação dos impactos por meio afetado (físico, biótico e socioeconômico) e nas diferentes fases dos empreendimentos. Com isso, foi possível gerar sugestões para futuros RAS, como a padronização da forma de avaliação dos impactos ambientais. Observou-se uma discrepância em relação ao número de profissionais que compõem as equipes que elaboram os Relatórios Ambientais Simplificados utilizados no licenciamento de empreendimentos no Estado do Rio de Janeiro. Além disso, constatou-se uma disparidade na forma de avaliação dos impactos ambientais e, consequentemente, nos resultados, mesmo tendo em vista que foram analisados diferentes tipos de empreendimentos.