FORMIGAS COMO BIOINDICADORAS DA RECUPERAÇÃO AMBIENTAL EM ÁREAS DE REFLORESTAMENTO NA MATA ATLÂNTICA
Postado em 30 de março de 2026 -
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Monografias dos discentes do Campus Três Rios
AUTOR
Hugo Neves Martinho
ORIENTADOR
Fábio Souto de Almeida
A recuperação de áreas degradadas demanda controle constante para atingir sua melhor eficácia, com a possibilidade de utilização de diversas técnicas para aferir o andamento do processo. O uso de bioindicadores oferece várias opções e diferentes abordagens para alcançar o monitoramento ideal para avaliar o equilíbrio ecológico da área estudada. Este trabalho teve como objetivo avaliar o sucesso da recuperação de áreas degradadas através do uso de formigas como bioindicadoras, na Reserva Particular do Patrimônio Natural Mauro Romano, município de Vassouras, Estado do Rio de Janeiro. Foram avaliados reflorestamentos com diferentes idades (6, 13 e 15 anos) para inferir o grau de recuperação ecológica. Empregou-se pesquisa de campo com coletas por armadilhas de solo (pitfall) e iscas sobre a vegetação. Foram coletadas 35 espécies de formigas. Pseudomyrmex foi o gênero com o maior número de espécies (seis), seguido de Camponotus, Pheidole e Solenopsis, com quatro espécies cada. Wasmannia auropunctata (Roger, 1863) (pixixica) se destacou como a espécie mais frequente. A riqueza de espécies de formigas epigeicas foi maior no reflorestamento de 13 anos (16 espécies), com as áreas de 6 e 15 anos apresentando a mesma riqueza de espécies (10 espécies). O Índice de Diversidade de Shannon para as formigas epigeicas foi significativamente maior no reflorestamento de 13 anos (2,47) que no reflorestamento de 6 anos (2,04) (t = -2,01; p = 0,05) e de 15 anos (2,03) (t = 1,95; p = 0,05). Não houve diferença significativa entre os índices de diversidade nos reflorestamentos de 6 e 15 anos (t = 0,02; p = 0,99). Em relação às formigas arborícolas, o reflorestamento de 6 anos apresentou cinco espécies e as demais áreas tiveram nove espécies cada. Para as formigas arborícolas, não houve diferença significativa entre os índices de diversidade nos reflorestamentos de 6 (1,42) e 13 anos (2,02) (t = -2,07; p = 0,052), de 6 e 15 anos (1,97) (t = -1,62; p = 0,12) e 13 e 15 anos (t = 0,17; p = 0,86). Para as formigas epigéicas, a composição de espécies variou significativamente entre os reflorestamentos de 6 e 13 anos (R = 0,41; p < 0,01) e de 6 e 15 anos (R = 0,39; p < 0,01), mas não houve diferença significativa entre os reflorestamentos com idade de 13 e 15 anos (R = 0,09; p = 0,07). A composição de espécies de formigas arborícolas não variou significativamente entre os reflorestamentos de diferentes idades (R = 0,04; p = 0,26). As trilhas existentes no reflorestamento de 15 anos e a sua manutenção, que envolve a remoção de serapilheira, provavelmente afetaram negativamente as formigas epigeicas. Destaca-se a necessidade de utilizar tanto a mirmecofauna epigeica quanto a arborícola no monitoramento da recuperação de ecossistemas, visto que estes grupos de formigas podem responder de forma diferente às variações ambientais e, em conjunto, fornecer um resultado mais conclusivo acerca do estado do ecossistema em estudo.
MONOGRAFIA
TAMANHO
3.461,20kb
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DATA DE ENVIO
25/03/2026 16:58
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