Monografias dos discentes do Campus Três Rios

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Monografia postada em 28 de março de 2025

GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS EM EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO: Estudo de caso em uma estação de tratamento de água no município de Angra dos Reis-RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2023
AUTOR: João Lucas Paiva da Conceição / ORIENTADOR: Maíra Freire Pecegueiro do Amaral
RESUMO
O presente trabalho de conclusão de curso descreveu as atividades realizadas durante o treinamento para auxiliares de operação realizado em uma empresa privada responsável pelo tratamento de água em um empreendimento imobiliário localizado no município de Angra dos Reis-RJ. O principal foco desse trabalho foi apresentar o funcionamento dos dispositivos que compõem uma Estação de Tratamento de Água Compacta (ETA-C), bem como apresentar a rotina de operação e das análises físico-químicas que monitoram a qualidade de água realizada na estação de tratamento. Neste trabalho, foram descritos o funcionamento do processo de tratamento e das análises de qualidade de água buscado aferir seus valores e comparar aos parâmetros preconizados na Portaria GM/ MS nº 888, de 4 de maio de 2021, legislação vigente referente a parâmetros de potabilidade de água tratada. Por fim, ficou demonstrado que a tecnologia adotada no empreendimento permite o fornecimento de água tratada de qualidade ao não se observar amostras com aspectos físico-químicos e bacteriológicos que apresentassem valores superiores aos preconizados a Portaria MS n° 888/2021.
Monografia postada em 28 de março de 2025

AVALIAÇÃO DOS RISCO DE EPÍFITAS NA ARBORIZAÇÃO URBANA DE TRÊS RIOS -RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2024
AUTOR: ÁLYSSA VITÓRIA ARNEIRO WOGEL / ORIENTADOR: FÁBIO CARDOSO DE FREITAS
RESUMO
As epífitas são plantas fascinantes encontradas principalmente em regiões tropicais e subtropicais. As suas propriedades únicas, como a capacidade de crescer numa variedade de substratos e de absorver água através das suas folhas em forma de vaso, tornam-nas uma mais-valia para botânicos e amantes da natureza. Entre os diversos habitats em que estas plantas existem, a sua adaptação à vida nas copas das árvores é particularmente impressionante. No entanto, embora a sua presença nas copas das árvores possa parecer pitoresca, existem preocupações significativas sobre os riscos potenciais que podem representar para a vegetação circundante. As epífitas são comumente encontradas nas copas das árvores e desempenham um papel vital nos ecossistemas tropicais. No entanto, as interações entre as epífitas e a vegetação hospedeira podem apresentar desafios e riscos potenciais. Este estudo justifica-se pela necessidade de compreender o impacto desta interação na dinâmica da vegetação urbana. Um dos principais desafios relacionados às epífitas encontradas na copa das árvores é a disputa por recursos, especialmente água e luz. Como as epífitas obtêm água diretamente da chuva e da umidade do ar, podem competir com outras plantas próximas por esses recursos. Além disso, sua posição elevada pode causar sombreamento das plantas localizadas abaixo, o que pode afetar seu crescimento e desenvolvimento devido à redução da luz solar que recebem. Outro ponto a se considerar é o impacto das epífitas como habitat para diversas espécies. Embora essas plantas fornecem abrigo e alimento para vários organismos, como insetos, aracnídeos, anfíbios e pequenos mamíferos, a concentração desses organismos ao redor das epífitas pode gerar desequilíbrios ecológicos ou facilitar a propagação de doenças entre as plantas hospedeiras. Inclusive, podem facilitar a proliferação de vetores de doenças de seres humanos, como dengue por exemplo . Além dos perigos biológicos, as epífitas na copa das árvores também podem representar riscos estruturais. O acúmulo de água em suas folhas pode aumentar a carga sobre os galhos das árvores, o que pode levar à quebra ou queda desses galhos. Em situações extremas, o excesso de peso das epífitas pode até mesmo contribuir para o colapso da árvore hospedeira, resultando em perdas significativas para o ecossistema local.
Monografia postada em 28 de março de 2025

MONITORAMENTO FLORESTAL DA PEDREIRA SÃO SEBASTIÃO NO MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2023
AUTOR: Mateus Kawari dos Santos Teva / ORIENTADOR: Erika Cortines
RESUMO
O presente trabalho objetivou monitorar o reflorestamento realizado na Pedreira São Sebastião no Município de Três Rios no estado do Rio de Janeiro. Este monitoramento foi baseado na resolução INEA n° 147, na qual estabelece diretrizes para um projeto de restauração florestal e o manual de monitoramento de áreas reflorestadas no estado do Rio de Janeiro. O monitoramento foi realizado em três dias em datas diferentes no ano de 2020. Realizando uma visita de reconhecimento da área no mês de fevereiro, em seguida a demarcação das parcelas e a coleta dos dados das parcelas no mês de setembro. Os dados coletados foram tabelados e dispostos no Excel e depois feito o cálculo de cada parâmetro analisado conforme determinou o manual. Sendo eles: densidade, riqueza, infestação por gramíneas, equidade, cobertura de copas e altura média. Fez-se a média de cada parâmetro analisado. Em seguida, as médias foram postas na tabela de quitação do projeto para saber o resultado do monitoramento e definir a nota quanto aos objetivos de quitação junto ao órgão ambiental. O resultado demonstrou que a área não está apta a realização a quitação do projeto de reflorestamento, junto ao órgão competente, INEA. O que foi justificado pelo número de espécies de mudas sobreviventes e o aspecto físico da área, revelado que sofreu constantes impactos após, mesmo sendo uma área degradada por mineração, com presença de visitantes humanos e animais que continuaram a degradar a área. Apresentou condições baixas para restauração, que foi confirmada com o monitoramento com a pouca cobertura de solo, cercamento do local sem manutenção e predomínio de espécies invasoras. Portanto, concluiu-se que é preciso rever o monitoramento das mudas e se possível realocar a área de compensação ambiental por restauração florestal do empreendimento. Palavras-chave:
Monografia postada em 28 de março de 2025

QUANTIFICAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DA GEODIVERSIDADE DE TRÊS RIOS

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2023
AUTOR: Stephany de Paula Miranda / ORIENTADOR: Patrícia Anselmo Duffles Teixeira
RESUMO
A geodiversidade tem o seu valor por si só e é usada pela ciência como ferramenta de busca de resposta sobre a história da Terra. A cidade de Três Rios está inserida na Zona de Cisalhamento do Rio Paraíba do Sul, confinando o leito do Rio entre as cadeias de montanha adjacentes às suas margens. O objetivo deste estudo é quantificar e classificar a geodiversidade urbana de Três Rios para que possa servir como ferramenta de gestão ambiental visando promover a sua utilização pela população. A metodologia utilizada consiste no recolhimento de informações que caracterizem o ponto de interesse geológico com base em seus critérios intrínsecos, de uso e de necessidade de proteção. O desenvolvimento desse trabalho permitiu quantificar e classificar a geodiversidade urbana de Três Rios, bem como identificar o grau de vulnerabilidade desses locais, seus interesses em potencial e sua utilização para fins turísticos, didáticos, econômicos e científicos dos pontos escolhidos devido sua localização ser no centro urbano da cidade, sendo eles o Rio Paraíba do Sul, Mirante, Casa de Pedra, Obelisco e Mirante.
Monografia postada em 28 de março de 2025

ANÁLISE DA GESTÃO DA COLETA SELETIVA NO MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2023
AUTOR: Kevin Beltrão de Oliveira / ORIENTADOR: FÁBIO CARDOSO DE FREITAS
RESUMO
Ao pensar na Gestão de Resíduos Sólidos (GRS), é de extrema importância levar em consideração como as questões sociais, econômicas e culturais podem interferir em toda a logística necessária para a GRS, ainda mais para implementar a coleta seletiva. Dessa forma, não se pode deixar de lado todos os pontos críticos que o Brasil como um país em desenvolvimento apresenta, como falta de verba, de educação e em muitos casos a ausência do Estado. Entretanto, todos esses pontos não torna a coleta seletiva um objetivo inalcançável, mas torna necessário enxergar os desafios e tratá-los aceitando a realidade em que o país se encontra, para que assim, seja possível reverter o cenário atual. Dessa forma, o presente estudo apresenta diversos pontos determinantes relacionados ao desenvolvimento da coleta seletiva no município de Três Rios, desde como o poder público está trabalhando para sanar as demandas necessárias para melhorar essa questão, até como a cooperativa que está responsável pela parte executiva está desenvolvendo uma melhora do alcance da coleta de material. Isso foi possível através de questionários respondidos pela Secretaria de Meio Ambiente, Cooperativa de reciclagem e também para a população da cidade, afim de entender quais são os pontos determinantes para essa mudança de paradigma acontecer, e também conseguir perceber se os métodos escolhidos pelas partes responsáveis estão tendo algum retorno. Com as informações coletadas, foi perceptível visualizar que é reciclado menos de 1% do resíduo gerado no município, mesmo com baixos números, as respostas do questionário mostram que 46% da população entrevistada separa seus resíduos em casa e 77% está longe de ter um pleno entendimento sobre o assunto. Aparentemente o poder público não está focando no ponto principal para aumentar a adesão da população, que é a educação e sensibilização ambiental, tendo um investimento mínimo, enquanto a cooperativa está trabalhando ativamente para isso.
Monografia postada em 28 de março de 2025

ESPÉCIES DE ABELHAS EM FRAGMENTOS FLORESTAIS DO MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS-RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2023
AUTOR: Gisele dos Santos Cabral / ORIENTADORES: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA e FAVÍZIA FREITAS DE OLIVEIRA
RESUMO
As abelhas (Hymenoptera, Anthophila) são consideradas os principais insetos polinizadores, tanto em áreas cultivadas quanto nos ecossistemas naturais. Contudo, em várias regiões do planeta, vem ocorrendo a diminuição das populações de abelhas e a redução dos benefícios gerados por estes insetos. O desmatamento das florestas nativas é uma das principais ameaças às espécies de abelhas. Assim, o presente trabalho teve como objetivo estudar a riqueza e a composição de espécies de abelhas que habitam fragmentos da Floresta Estacional Semidecidual no município de Três Rios-RJ. As espécies de abelhas foram coletadas em quatro fragmentos florestais em Três Rios, através de busca ativa com o uso de puçá e de armadilhas odoríferas. Foram coletadas 14 espécies de abelhas, onde a espécie Tetragonisca angustula (Latreille 1811) ocorreu em todos os fragmentos florestais estudados, enquanto que Nannotrigona testaceicornis (Lepeletier, 1836) somente não foi coletada em um remanescente florestal. O coeficiente de correlação entre o tamanho dos fragmentos florestais e o número de espécies de abelhas foi positivo e expressivo (r = 0,89). Também, cabe ressaltar o coeficiente de correlação negativo entre a riqueza de espécies de abelhas e a luminosidade ao nível do solo (r = -0,94). Houve maior similaridade entre os fragmentos florestais 3 e 4 e entre os fragmentos 1 e 2. Esse resultado pode ser devido à proximidade entre as áreas de coleta, mas também, devido à proximidade destas áreas com áreas urbanas. Foi possível constatar que os fragmentos florestais do município de Três Rios possuem expressiva riqueza de espécies de abelhas. A presente lista de espécies tende a aumentar consideravelmente a partir de novos levantamentos de espécies, que podem ser conduzidos em florestas não abordadas no presente estudo, com a ampliação dos tipos de técnicas de coleta, do esforço amostral e dos horários da realização da amostragem. Dentre as espécies coletadas, apenas Apis mellifera Linnaeus, 1758 é exótica, introduzida no Brasil durante a colonização para a produção de mel e outros insumos. Assim, a quase totalidade das espécies de abelhas coletadas nos fragmentos florestais de Três Rios são nativas do Brasil, sendo espécies que desempenham funções extremamente relevantes para a homeostase dos ecossistemas florestais nativos. Tais espécies prestam importantes serviços ecológicos no município, com destaque para a polinização de espécies silvestres e cultivadas.
Monografia postada em 28 de março de 2025

FORMAÇÃO DOS GESTORES DE SUSTENTABILIDADE RESPONSÁVEIS PELO GERENCIAMENTO DE RSS EM UNIDADES DE SAÚDE BRASILEIRA

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2023
AUTOR: Andrea Borges Barros Silva / ORIENTADOR: Fabíola de Sampaio Rodrigues Grazinoli Garrido
RESUMO
Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) são competências dos setores de sustentabilidade em unidades de saúde. Dessa forma, e em razão do atendimento à legislação específica, o gerenciamento de resíduos deve ser atribuído a profissionais que saibam reconhecer as particularidades de empresas contratadas, o que inclui reconhecer toda dinâmica da instituição e o plano de gerenciamento de resíduos da empresa contratada para a coleta e transporte externos de resíduos. No presente trabalho, o objetivo foi relacionar a formação dos profissionais posicionados nos mais diversos setores das unidades de saúde brasileiras de grande, médio e pequeno portes que atuam no RSS às competências dos cursos de formação dessas pessoas. Assim, foi possível delinear as competências necessárias para os profissionais no gerenciamento de RSS. A extensa lista de competências apresenta-se como uma tentativa de abranger o aprender a fazer e refazer. Muitos objetivos serão atingidos pelos profissionais ao longo da prática, levando em consideração os desafios tecnológicos em torno da destinação de resíduos gerados. De modo geral, foi possível inferir que a análise simplesmente de competências elencadas possa não definir um curso que melhor prepare profissionais para a liderança dos setores responsáveis pelo gerenciamento do RSS em empresas de saúde. No entanto, a formalização do conhecimento científico é parte da prática necessária para o gerenciamento de RSS.
Monografia postada em 28 de março de 2025

DECLÍNIO DA POPULAÇÃO DE OURIÇOS-DO-MAR Echinometra lucunter (LINNAEUS, 1758) EM UMA PRAIA COSTEIRA DA BAÍA DA ILHA GRANDE, RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2023
AUTOR: Lucas Silveira Nascimento / ORIENTADORES: Leonardo Mitrano Neves e Lécio de Carvalho Júnior
RESUMO
A introdução de espécies exóticas é uma das principais ameaças aos ambientes recifais, promovendo mudanças drásticas na estrutura e funcionamento de suas comunidades, limitando a disponibilidade de recursos essenciais para espécies nativas e resultando na perda da biodiversidade em diferentes escalas espaciais. O presente estudo teve como objetivo investigar o impacto do octocoral invasor Latissimia ningalooensis na abundância de Echinometra lucunter em um recife rochoso na Praia Vermelha, baía da Ilha Grande – RJ. Os dados de abundância de ouriços foram obtidos a partir de fotoquadrados tomados em duas zonas de profundidade (interface e raso) nos anos de 2011 e 2017. Em 2020, censos visuais subaquáticos foram realizados ao longo de transectos de 40 m² para avaliar a abundância de E. lucunter em áreas com diferentes coberturas do octocoral invasor. A análise multivariada de variância permutacional (PERMANOVA) foi utilizada para avaliar a existência de diferenças significativas na abundância de E. lucunter entre os anos (2011 e 2017) e as zonas (raso e interface). O modelo linear baseado em distância (DistLM) foi utilizado para identificar os preditores do habitat associados a variação temporal na abundância de E. lucunter. A abundância dos ouriços diminuiu entre 2011 e 2017, principalmente na zona rasa do recife. As matrizes de algas epilíticas (MAE) e zoantídeos explicaram 22,4% da variação temporal da abundância dos ouriços. Espacialmente, a abundância dos ouriços em 2020 foi maior em áreas dominadas por MAE (130 indivíduos) em comparação às áreas dominadas pelo octocoral invasor (13 indivíduos). A principal mudança entre os períodos analisados na comunidade bentônica foi observada através da diminuição de MAE após o estabelecimento da L. ningalooensis. Os resultados indicam que a expansão do octocoral invasor podem impactar E. lucunter, especialmente pela redução na cobertura de macroalgas e na área disponível para o forrageamento.
Monografia postada em 28 de março de 2025

ALTERNATIVA PARA REMOÇÃO DE FERRO E ATENDIMENTO DOS PADRÕES ORGANOLÉPTICOS DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS PARA ABASTECIMENTO PÚBLICO EM TRÊS RIOS – RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 07/2023
AUTOR: Gisely Salvado Ribeiro / ORIENTADORES: Olga Venimar de Oliveira Gomes e Monique de Carvalho Bento
RESUMO
A água para ser distribuída a população deve estar enquadrada nos parâmetros estabelecidos pela portaria em vigência, acerca de sua potabilidade. Esta pesquisa procurou caracterizar a água subterrânea no município de Três Rios, realizar e comparar os ensaios de adsorção de ferro e manganês nas águas subterrâneas para abastecimento no distrito de Bemposta, bem como analisar possíveis indicadores para avaliação da adsorção do ferro e manganês. Os dados para caracterização da água subterrânea de Três Rios (RJ) foram obtidos junto ao INEA. As coletas de amostras foram realizadas nas águas subterrâneas “in natura” e nas tratadas e consumidas em Bemposta. Os parâmetros analisados foram o cloro livre residual, turbidez, pH, cor, além do teor de ferro e manganês. Foi possível verificar a existência de contaminação natural de ferro e manganês nas águas subterrâneas de Três Rios. De acordo com a análise dos resultados das amostras coletadas, foi possível verificar a maior eficiência do tratamento realizado com meio filtrante catalítico Controll M.F. 574® (Sistema 2), para remoção de ferro, reduzindo seus teores em 94,55% na saída da ETA e em 88,68% na rede de distribuição; bem como a redução dos parâmetros cor e turbidez na água distribuída à população. Os sistemas de tratamento testados não foram eficazes na redução do manganês apresentando média dos resultados acima do permitido pela legislação vigente. Os resultados obtidos não possibilitaram a designação de indicadores para avaliação da adsorção de ferro e manganês, carecendo para tanto de um número mais expressivo de amostras. Recomenda-se através dessa pesquisa o monitoramento contínuo dessas águas consumidas, bem como manutenção e limpeza periódica dos poços de captação, a fim de minimizar as possíveis incrustações de ferro e manganês na rede de distribuição.
Monografia postada em 10 de maio de 2023

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS NA INDÚSTRIA DE EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO OFFSHORE: UMA ELUCIDAÇÃO ACERCA DO PERCURSO DO RESÍDUO ATÉ SUA DESTINAÇÃO FINAL EM TERRA.

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 09/2022
AUTOR: NADIA MYLENA DOS SANTOS ORLANDINI / ORIENTADOR: FÁBIO CARDOSO DE FREITAS
RESUMO
A Exploração e Produção de petróleo e gás natural offshore é uma atividade geradora de grande impacto ao meio ambiente devido, entre outras coisas, à geração expressiva de resíduos sólidos provenientes de sua atividade. Gerenciar o resíduo de forma correta é de suma importância para preservação do meio ambiente dessa forma podemos evitar diversos tipos de contaminação e poluição no solo, corpos hídricos e na atmosfera, garantindo assim um ambiente sadio e equilibrado para se viver. Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo elucidar o percurso da geração e armazenamento do resíduo dentro das unidades marítimas, englobando o transporte, tratamento e destinação final em terra, atendendo as leis vigentes, e fazer uma análise criteriosa da logística e gestão de resíduos offshore, trazendo o que está acontecendo de fato nesse percurso. Este trabalho foi realizado observando as normas técnicas na Nota Técnica CGPEG/ DILIC/IBAMA Nº01/11 e a Nota Técnica CGPEG/DILIC/IBAMA Nº 07/11 no que diz respeito às informações sobre como o resíduo é gerado e como deve ser seu gerenciamento durante todo percurso até seu destino final em terra. Com isso, foi possível identificar quais as fontes geradoras e como esses resíduos são classificados. Apresentar dados a respeito do que é abordado nas Notas Técnicas 01/11 e 07/11 a respeito do Projeto de Controle de Poluição e sua consolidação. Apresentar como o resíduo deve ser armazenado e acondicionado para que não ocorra acidentes provenientes de vazamentos e contaminações no meio ambiente. Além de, apresentar como deve ser feito o transporte desses resíduos, seguindo a legislação vigente, e a destinação final realizada pelas empresas contratadas para gerenciar esses resíduos. O que se concluiu foi que há uma legislação bastante abrangente para tratar a respeito do gerenciamento de resíduos offshore, que se propõem a analisar todas as etapas presentes nessa atividade, No entanto, é natural que sejam encontradas dificuldades e não conformidades em alguma etapa desse percurso, seja pelo não cumprimento da lei, seja pela desatualização das normas quanto ao que é feito no dia a dia. Palavras-Chave: Classificação dos resíduos, Projeto de Controle de Poluição,
Acondicionamento de resíduos.
Monografia postada em 10 de maio de 2023

ANÁLISE DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS SOBRE FORMIGAS (HYMENOPTERA: FORMICIDAE) NA REGIÃO SUDESTE DO BRASIL

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 09/2022
AUTOR: MARCOS BONATTI PEREIRA / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
RESUMO
A mirmecofauna (Ordem Hymenoptera: Família Formicidae) constitui um dos grupos de insetos mais diversificados, com importância ecológica, econômica e para a saúde humana. Assim, pesquisadores vêm realizando estudos para gerar conhecimento sobre estes insetos, inclusive na Região Sudeste do Brasil. Este estudo teve como objetivo avaliar as publicações científicas acerca da fauna de formigas na Região Sudeste, incluindo o estudo os habitats e temas abordados nos estudos. A coleta de dados foi realizada através de pesquisa bibliográfica, obtendo-se trabalhos científicos publicados sobre os temas inerentes à mirmecofauna através de websites como Google Acadêmico, SciELO e Portal de Periódicos CAPES. Também foi possível identificar publicações sobre formigas ao acessar o currículo Lattes de mirmecólogos, no portal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. Foi encontrado o total 341 trabalhos publicados e o número de publicações aumentou expressivamente nas últimas décadas. Foram realizados estudos em vários municípios e habitats do Sudeste, contudo novos estudos devem ser realizados buscando preencher lacunas do conhecimento. Também foi constatada elevada diversidade de temas abordados nos estudos sobre formigas, o que está ligado à expressiva importância deste grupo taxonômico no que tange o funcionamento dos ecossistemas naturais, a produção agropecuária e da silvicultura e também por ameaçar a saúde humana, principalmente em residências e hospitais através da disseminação de microrganismos causadores de doenças. Palavras-chave: biodiversidade; conservação; mirmecofauna
Monografia postada em 10 de maio de 2023

ECONOMIA CIRCULAR COMO FERRAMENTA DE GESTÃO AMBIENTAL

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 09/2022
AUTOR: LEANDRO ULISSES CUNHA E SOUZA / ORIENTADOR: Ângela Alves de Almeida
RESUMO
O presente trabalho tem por objetivo apresentar a economia circular e suas diversas formas para que haja um melhor aproveitamento dos recursos naturais. Isso se dá por meio de novos modelos de negócios que aprimoram as etapas e os processos de fabricação, visando a otimização dos recursos. O propósito é diminuir a dependência das matérias-primas e, consequentemente, reduzir os impactos ambientais. O modelo é um aperfeiçoamento do sistema econômico atual. Busca-se, dessa forma, analisar os desafios para o avanço da implementação desse sistema no Brasil, tendo em vista que ainda está em processo inicial no país. A Política Nacional de Resíduos Sólidos produziu um avanço considerável para a economia circular, mas ainda persistem alguns obstáculos para um desenvolvimento mais significativo e sustentável. Nesse sentido, o trabalho se propõe a explorar brevemente a história da economia mundial, além de demonstrar os pontos negativos do modelo de economia linear frente aos benefícios do modelo de economia circular. A partir disso, percebe-se, através dos dados, que o Brasil ainda é iniciante frente aos outros países, que já implementam essa política há alguns anos. Palavras-chave: Economia ecológica; Política Nacional de Resíduos Reciclagem; Sólidos; Recursos renováveis.
Monografia postada em 10 de maio de 2023

ESTUDO DA EFICÁCIA DE GESTÃO DO PARQUE NATURAL MUNICIPAL DE NOVA IGUAÇÚ/RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 09/2022
AUTOR: JAMILLE DA SILVA LIMA / ORIENTADOR: Julianne Alvim Milward de Azevedo
RESUMO
Uma das formas de se assegurar a proteção do meio ambiente e a conservação da biodiversidade é a criação de áreas protegidas, que compreendem, dentre outras, as unidades de conservação que tem como arcabouço jurídico nacional, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), criado em 2000. O presente estudo tem como objetivo avaliar a eficácia de gestão do Parque Natural Municipal de Nova Iguaçú (PNMNI) que se encontra localizado em dois municípios – Nova Iguaçú e Mesquita –, ambos situados na região da Baixada Fluminense, do estado do Rio de Janeiro. A pesquisa realizada quanto aos fins foi exploratório, analítico descritivo e de natureza aplicada. Quanto aos meios de investigação foram realizadas as pesquisas bibliográfica, documental e de campo; além do estudo de caso. O método escolhido para o desenvolvimento deste estudo é o Evaluación del Manejo de Areas Protegidas (EMAP) desenvolvido pelo pesquisador brasileiro Helder Faria. Esse método possibilita por meio de questionário avaliar todas as categorias de manejo. A realização da entrevista semiestruturada pelo gestor do PNMNI se deu após o preenchimento do questionário de avaliação da eficácia de gestão da UC, com o propósito de detalhamento de sua administração. Esperava-se que essa UC por se encontrar situada em dois municípios tivesse sua gestão compartilhada, em estudos anteriores havia a indicação de um acordo informal. Constatou-se que esse acordo não foi efetivado e, que a gestão da UC desde a sua criação sempre ficou sob a responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente de Nova Iguaçú, apesar do processo de emancipação do município de Mesquita, a partir do município de Nova Iguaçú, resultar em 38,41% do território da UC no novo município. Destacam-se alguns resultados da análise de eficácia de gestão do PNMNI, onde foram examinados 6 âmbitos, 29 variáveis e 34 subvariáveis. Do ponto de vista geral, a qualidade de gestão foi considerada satisfatória. O pior resultado foi dado pelo âmbito ‘administrativo’, onde foi possível identificar os principais problemas que atingem a UC, que está relacionado a falta de pessoal e de recursos financeiros. Os melhores resultados foram alcançados pelo âmbito ‘conhecimento’ - sistemática dos conhecimentos gerados na unidade -, seguido mais adiante pelo âmbito ‘político legal’ - situação fundiária que se encontra resolvida. O desenvolvimento desse trabalho permitiu concluir sobre a importância da avaliação da eficácia de manejo do PNMNI. Espera-se que as informações geradas possibilitem subsídios aos gestores dessa UC com vista à tomada de decisões quanto a sua conservação, bem como conhecimento à sociedade. Palvras-chave: Áreas protegidas; Gestão de Unidades de Conservação; Parque Natural Municipal de Nova Iguaçú.
Monografia postada em 10 de maio de 2023

ANÁLISE QUALI-QUANTITATIVA DA ARBORIZAÇÃO URBANA NO MUNICÍPIO DE PARAÍBA DO SUL – RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 09/2022
AUTOR: CRISLAINE DA SILVA RAMOS / ORIENTADOR: Michaele Alvim Milward de Azevedo
RESUMO
A expansão da urbanização diretamente ligada ao crescimento de cidades gerou e ainda acarreta inúmeros malefícios tanto sociais quanto ecológicos, como o aumento da poluição, perda de habitats e diminuição da qualidade de vida da população; tornando-se de suma importância o conhecimento acerca dos fatores componentes da zona urbana, tal como a arborização. A arborização urbana compreende todas as áreas verdes presentes no ambiente citadino, fazendose presente nos mais diversos locais. Assim como outros municípios do Brasil, o município de Paraíba do Sul, Rio de Janeiro, situado na Mesorregião Centro-Sul Fluminense, não apresenta planejamento territorial abrangente da arborização urbana. Dessa forma, o estudo teve como objetivo avaliar os parâmetros fitossociológicos de árvores de Paraíba do Sul, apontando as espécies e suas origens, as interferências entre estruturas urbanas e a arborização, além de da arborização do município apresentando dados sobre sua diversidade. O levantamento de dados ocorreu entre os meses de maio e agosto de 2022, em cinco bairros diferentes do município: Bela Vista, Brocotó, Centro, Palhas e Santo Antônio, todos bairros pertencentes à zona urbana. Para a avaliação da arborização foram observadas as interferências dos espécimes à elementos urbanos, altura total, altura da primeira bifurcação, CAP (circunferência na altura do peito a 1,30 m do solo) igual ou superior a 10 cm, diâmetro da copa (sentido longitudinal e transversal ao meio fio) da copa, família, espécie, comprimento da rua, largura da rua, largura da calçada e a necessidade de ações como poda, tratamento e remoção. Posteriormente, foram calculados e analisados através da utilização do programa FITOPAC 2 e do Excel. Ao todo identificou-se a presença de 160 indivíduos, distribuídos em 18 famílias e 40 espécies; dessas, 67,5% (27) são exóticas e 30% (12) nativas, onde 11 apresentam distribuição geográfica do domínio da Mata Atlântica e 2 endêmicas do mesmo bioma. As famílias com maiores números de espécies encontradas foram Fabaceae, Bignoniaceae, Arecaceae e Myrtaceae; sendo Moquilea tomentosa Benth. (oiti) (50 indivíduos), Terminalia catappa L. (amendoeira) (17), Syzygium malaccense (L.) Merr. & L.M.Perry (jambo) (13) e Murraya paniculata (L.) Jack (murta) (12) as mais abundantes. A ampla necessidade de manejo fitossanitário representado por 61,3% com necessidade de poda e 0,6% de tratamento; juntamente com conflitos entre estruturas urbanas, tais como calçadas e fiação, verificadas entre grande parte dos espécimes, 62% e 54%, respectivamente; apontam a falta de planejamento e elaboração da arborização urbana do município, tornando-se necessária medidas associadas ao controle dos problemas existentes e reestruturação das áreas verdes. Palvras-chave: Planejamento territorial; estudo florístico; áreas verdes urbanas;
Monografia postada em 10 de maio de 2023

VERIFICAÇÃO DA QUALIDADE DO SANEAMENTO BÁSICO DA COMUNIDADE PARQUE NOVO LAR EM BELFORD ROXO – RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 09/2022
AUTOR: ARTHUR NASCIMENTO PEREIRA / ORIENTADORES: FÁBIO CARDOSO DE FREITAS e Wilson A. Leal Boiça
RESUMO
A importância do Saneamento Básico está ligada à manutenção da adequada qualidade ambiental, consequentemente se relaciona à saúde e economia de uma sociedade. E é tendo em vista essa concepção que historicamente foram desenvolvidos diversos planos e projetos voltados a sua manutenção e desenvolvimento. E dentre estes, um dos mais importantes para o estado do Rio de Janeiro foi o Programa de Despoluição da Baia de Guanabara, já que ele visava recuperar o ecossistema da uma das mais importantes bacias hidrográficas do estado. Porém, ao sofrer de adiamentos e diversos outros problemas durante sua concepção, acabou sendo, ao fim, definido como ineficiente. E a presente pesquisa buscou avaliar como se encontra, após 20 anos de projeto, a comunidade contemplada Parque Novo Lar. Foram realizadas entrevistas informais e semiestruturadas com seus moradores para obtenção do histórico de serviço de saneamento da área e pontos locais relevantes a pesquisa. Em seguida, foi realizado um levantamento de dados bibliográficos referentes a área e ao tema, além de uma análise e registro in loco. Então, logo após a compilação de dados, foram utilizados parâmetros do Plano Nacional de Saneamento Básico para averiguar se o cenário de saneamento básico se encontra adequado. E foi constatado que a área carece de um atendimento apropriado, fazendo com que seus habitantes desenvolvam métodos precários para o sustento dessa necessidade, como depósito e queima de lixo à céu aberto e despejo de esgoto em canais secundários. Ficando claro como não somente a falta de acompanhamento efetivo coloca em risco a saúde dos habitantes, mas distancia a universalização desse serviço. Palavras-chave: Esgotamento sanitário; meio ambiente; saúde; resíduos sólidos.
Monografia postada em 10 de maio de 2023

FEIÇÕES EROSIVAS NA SUB-BACIA DO BAIRRO MONTE CASTELO, TRÊS RIOS, RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 09/2022
AUTOR: ALESSANDRA CORDEIRO DOS SANTOS / ORIENTADOR: Patrícia Anselmo Duffles Teixeira
RESUMO
Um dos fatores que contribuem com áreas de deslizamentos é o processo de erosão, que pode induzir ou acelerar fenômenos naturais e situações de riscos geológicos. O risco geológico diz respeito entre a relação e a probabilidade de um evento geológico potencialmente danoso ocorrer e a vulnerabilidade, ou seja o grau de suscetibilidade relacionado com as condições físicas, sociais, econômicas e ambientais dos elementos expostos. As áreas desvalorizadas do espaço urbano são as ambientalmente mais frágeis à ocupação e susceptíveis ao desenvolvimento de processos de dinâmica superficial desencadeadores de risco. Atualmente a utilização de tecnologias nas ações de redução de riscos tem avançado devido a criação da Lei 12.608/12. Dados indicam a existência de 27660 áreas de risco no Brasil, sendo a Região Sudeste a apresentar o maior número de Áreas de Risco. O presente trabalho tem como objetivo identificar feições erosivas que podem caracterizar algum risco geológico na Sub-bacia hidrográfica do bairro Monte Castelo no Município de Três Rios-RJ. Para alcançar tal objetivo, realizou-se uma pesquisa bibliográfica e documental, levantamento de dados através de visitas de campo e análise de imagens de satélite. Afloramentos de rochas já intemperizadas do complexo Quirino foram observadas em alguns pontos da área de estudo. Identificou-se que o uso do terreno na Sub-bacia divide-se em 38% ocupação urbana, 41% em áreas de pastagem e 21% vegetação em estágio inicial de regeneração. Foram identificados 16 pontos de ocorrência de feições erosivas, dentre elas feição laminar, em sulcos, ravinas e voçorocas, além de queda de blocos e erosão em cunha. A ocorrência das feições erosivas divide-se em: 8 em áreas de pastagem, 7 em área urbana e 1 em área de vegetação. Verificou-se que a falta do correto direcionamento das águas pluviais nas residências favorece o aparecimento e desenvolvimento das feições erosivas. Em relação a suscetibilidade a movimento de massa, a Sub-bacia apresenta áreas com grau de média a alta que correspondem as áreas de pastagem que são atingidas por queimadas anuais e as colinas suaves com cortes íngremes para a instalação de casas e estradas
normalmente com pouca ou nenhuma vegetação. Já as áreas de baixa suscetibilidade
correspondem a área edificada/urbana e de vegetação, no qual não apresentaram ocorrência de
feições erosivas. Conclui-se que os dados do presente estudo podem contribuir para a
delimitação do plano diretor com vista no planejamento urbano do bairro Monte Castelo. A
adoção de medidas mitigadoras são de suma importância na área de estudo. Palavras-chave: Risco geológico; deslizamento; sub-bacia.
Monografia postada em 10 de maio de 2023

DIVERSIDADE DE PASSIFLORACEAE S.S. NO MUNICÍPIO DE MARICÁ, RIO DE JANEIRO, BRASIL

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 01/2023
AUTOR: Maria Beatriz Pereira da Silva / ORIENTADOR: Michaele Alvim Milward de Azevedo
RESUMO
Passifloraceae sensu stricto (s.s.) é reconhecida no Brasil por apresentar trepadeiras lenhosas e herbáceas, gavinhas, folhas alternas com ou sem glândulas, lâminas foliares inteiras ou lobadas, presença de estípulas e brácteas, flores com corona e androginóforo, frutos bagas ou cápsulas. Possui cerca de 17 gêneros, abrangendo mais de 700 espécies, com distribuição geográfica em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil apresenta cerca de 166 espécies e no estado do Rio de Janeiro aproximadamente 40 espécies, sendo a maioria pertencentes ao gênero Passiflora L. Na Mata Atlântica existem muitas lacunas de conhecimento de Passifloraceae s.s., e muitas espécies são pouco conhecidas ou com poucos registros. Com isso, o presente trabalho visa apresentar um levantamento das espécies de Passifloraceae s.s. ocorrentes no município de Maricá, litoral do estado do Rio de Janeiro, a fim de compreender e ampliar o conhecimento da biodiversidade do município. O levantamento foi realizado através da análise de materiais bibliográficos específicos e visitas aos herbários físicos e virtuais, localizados no estado do Rio de Janeiro. Foram realizadas expedições científicas para coleta e registro de coordenadas geográficas, as mesmas também foram obtidas a partir das exsicatas. Esses dados foram plotados em mapas e a avaliação do estado de ameaça das espécies se deu a partir dos critérios da IUCN (International Union for Conservation of Nature). O cálculo de Extensão de Ocorrência (EOO) e Área de Ocupação (AOO) das espécies ocorrentes no município de Maricá foram realizados utilizando os dados de coordenadas geográficas importados pelo GBIF (Global biodiversity information facility), pela ferramenta GeoCAT, e excluídos os dados de distribuição errôneos. Foram encontradas oito espécies pertencentes ao gênero Passiflora, típicas de restinga e de floresta ombrófila, representadas por três subgêneros, Astrophea (DC.) Mast. (1 spp), Decaloba (DC.) Rchb. (1 spp) e Passiflora (6 spp). Das espécies encontradas, duas são novas ocorrências para o município, e três foram identificadas novamente. No levantamento realizado nos municípios limítrofes, existe a possibilidade ainda de ocorrer nove espécies, sendo que dentre elas está P. farneyi Pessoa & Cervi, espécie endêmica dos estados do Rio de Janeiro, e classificada como em estado de ameaça. O maior registro de espécies foi feito nas áreas de floresta ombrófila, já nas áreas de restinga houve uma maior quantidade de indivíduos. Observou-se que P. mucronata Lam. é a espécie mais abundante na região. Além disso, notou-se um déficit de registrose coletas referente a família no município, logo se faz necessário intensificar o esforço de coletas no município e preencher assim as lacunas de conhecimento. Trabalhos como esse podem contribuir de maneira direta e efetiva na criação e gestão das Unidades de Conservação da Natureza, já que os mesmos apontam dados sobre a vegetação presente, status de ameaça e distribuição dos táxons.
Palavras-chave: Distribuição Geográfica, Flora Maricá, Taxonomia.
Monografia postada em 10 de maio de 2023

REGISTROS DE OCORRÊNCIA DE ATÍNEOS SUPERIORES NOS ESTADOS DE MINAS GERAIS E RIO DE JANEIRO: ANÁLISE DOS HABITATS E DA DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 02/2023
AUTOR: Julia Martins Gonçalves / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
RESUMO
As espécies de formigas (Hymenoptera: Formicidae) da subtribo Attina são cultivadoras de fungos, existindo o subgrupo dos atíneos superiores que inclui os gêneros Acromyrmex, Amoimyrmex, Atta, Sericomyrmex, Trachymyrmex, Mycetomoellerius e Paratrachymyrmex. Esse trabalho teve como objetivo estudar os registros de ocorrência das espécies de atíneos superiores nos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, visando gerar informações sobre a distribuição geográfica das espécies, os habitats de ocorrência e identificar regiões dos Estados onde existe carência de estudos. Os dados foram obtidos em websites que contém bancos de dados sobre a ocorrência de espécies e com base em revisão bibliográfica. Constatou-se o registro de 20 espécies de atíneos superiores no Estado do Rio de Janeiro. O gênero com maior número de espécies foi Acromyrmex (6), seguido de Sericomyrmex (5), Atta e Mycetomoellerius (4 cada) e Paratrachymyrmex com apenas uma espécie. Foram encontrados registros de ocorrência em 22 municípios do estado (23,9% do total de municípios). O gênero Atta apresentou o maior número de municípios com registro de ocorrência (15 municípios), seguido de Acromyrmex (12 municípios). As florestas nativas (Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Ombrófila) foram os habitats que apresentaram maior número de espécies. Para o Estado de Minas Gerais foram observados registros de 22 espécies de atíneos superiores. O gênero com maior número de espécies foi Acromyrmex (13), seguido do gênero Sericomyrmex (4), Atta (3), Mycetomoellerius (2) e por fim, Trachymyrmex e Paratrachymyrmex sem registro a nível de espécie, apenas a nível de gênero. Os registros foram obtidos para 30 municípios, o que equivale a 3,5% do total de municípios do Estado. O gênero com maior número de municípios com registro em Minas Gerais foi Atta (19 municípios), seguido de Acromyrmex (dez municípios). O habitat com maior número de registros de ocorrência para Minas Gerais foi a monocultura de eucalipto e ambientes com tendência a sofrerem maior influência antrópica, apresentaram menor números de registros de formigas. É necessário ampliar o conhecimento acerca da distribuição geográfica e ecológica dos atíneos superiores nos dois Estados, inclusive para avaliar o estado de conservação de algumas espécies. Também cabe ressaltar a elevada importância da preservação das florestas nativas para a proteção de várias das espécies avaliadas.
Palavras-chave: diversidade, mirmecofauna, entomologia, extinção.
Monografia postada em 10 de maio de 2023

ESTUDO DE CASO NA ECOBARREIRA DO RIO JOÃO MENDES, ITAIPU – NITERÓI, RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 03/2023
AUTOR: Mariana Motta de Freitas / ORIENTADOR: Patrícia Anselmo Duffles Teixeira
RESUMO
As ecobarreiras são estruturas flutuantes instaladas transversalmente em corpos hídricos com o objetivo de conter resíduos sólidos. Apesar de ainda incipiente, o movimento das ecobarreiras espalhou-se pelo território nacional. No presente trabalho foi realizado o acompanhamento da Ecobarreira do Rio João Mendes de coordenadas geográficas 22°56'53.5""S 43°02'09.0""W, localizada no município de Niterói-RJ na Região Hidrográfica V. O objetivo do trabalho foi identificar os tipos de resíduos encontrados na Ecobarreira, bem como compará-los aos encontrados à jusante da estrutura. Foram realizadas coletas em campo aos sábados no período de 03 de dezembro de 2022 a 04 de fevereiro de 2023, sendo 10 amostragens na estrutura e 2 à jusante. A ordem de atividades consistiu em coleta, separação dos resíduos, pesagem e anotações. Durante as coletas o material foi dividido em oito categorias: metais, microlixo, plásticos, Tetra Pak, vestimentas, vidros, não identificados e “outros”. Os materiais plásticos foram ainda separados em subgrupos baseados na identificação dos produtos conforme a NBR 13.230 da ABNT. Na Ecobarreira foram retirados 794,76 kg de resíduos e 237,45 kg no ponto à jusante. É possível perceber uma diferença no quali-quantitativo encontrado na estrutura e no ponto à jusante. O aumento da produção do plástico e sua continuidade resultou nesse material como parte dos ciclos biogeoquímicos da Terra. À jusante da Ecobarreira foram retirados 120 kg desse resíduo em apenas duas coletas, além de ser possível notar embalagens soterradas ao longo do rio. As ecobarreiras são uma ferramenta para captura de resíduos e fomento a educação ambiental. O plástico é um problema ambiental e consequentemente de saúde pública. Além disso, é urgente a criação de um instrumento legislativo com enfoque na produção de plásticos.
Palavras-chave: Ecobarreiras, Plásticos, Resíduos Flutuantes.
Monografia postada em 10 de maio de 2023

DEFICIÊNCIAS CONSTATADAS EM ESTUDOS E RELATÓRIOS DE IMPACTO AMBIENTAL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 02/2023
AUTOR: Marcela Pinto Barbosa Vassar / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
RESUMO
Atividades antrópicas ameaçam a apropriada qualidade ambiental, afetando negativamente os ecossistemas naturais, reduzindo a biodiversidade, degradam recursos naturais e causam problemas de saúde pública. Além disso, a sustentabilidade das atividades produtivas é ameaçada pela redução e degradação dos recursos naturais. No Estado do Rio de Janeiro observa-se expressiva degradação ambiental, por ser bastante urbanizado, industrializado e possuir elevada densidade demográfica. Para colaborar no processo de reverter esse quadro, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) são ferramentas utilizadas para prever as alterações que ocorrerão no meio ambiente com a implementação de empreendimentos, sendo úteis para evitar a degradação ambiental. Contudo, é necessário que tais estudos sejam executados com adequada qualidade. Assim, o objetivo deste trabalho foi indicar e analisar as falhas observadas nos EIAs e RIMAs e suas consequências negativas para a proteção da adequada qualidade ambiental no Estado do Rio de Janeiro. Para identificar e analisar as principais falhas nos EIA/RIMAs, foi realizada uma revisão bibliográfica sobre o tema, juntamente com a análise de 10 EIA/RIMAs confeccionados para o licenciamento de empreendimentos ou atividades no Rio de Janeiro. Entre as deficiências observadas nos estudos ambientais estão a apresentação deficitária das alternativas locacionais e tecnológicas, diagnóstico ambiental do meio biológico restrito em relação aos grupos taxonômicos abordados e falhas na apresentação dos impactos ambientais e medidas mitigadoras. Tais falhas reduzem a utilidade dos EIA/RIMAs na previsão e mitigação dos impactos ambientais negativos, o que põe em risco o desenvolvimento sustentável no Rio de Janeiro e a qualidade de vida da população. É interessante que as equipes que elaboram os EIA/RIMAs sejam mais cuidadosas na sua preparação. Além dos órgãos ambientais competentes e demais autoridades públicas serem mais rigorosos na avaliação dos estudos ambientais e de todo processo de licenciamento. Os órgãos ambientais competentes podem ainda criar Instruções Técnicas mais exigentes e com instruções minuciosas para orientar a preparação dos EIA/RIMAs. Toda a sociedade e, principalmente, os cidadãos que residem na Área de Influência dos empreendimentos podem acompanhar o processo de licenciamento, se manifestando sobre o projeto proposto, para que os estudos ambientais sejam melhor preparados e, consequentemente, mais eficientes.
Palavras-chave: degradação ambiental; licenciamento; meio ambiente.