BASES PARA A GESTÃO DA RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL ARAUCÁRIA, ESTADO DE MINAS GERAIS
Postado em 30 de março de 2026 -
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Monografias dos discentes do Campus Três Rios
AUTOR
João Victor Roseno de Oliveira
ORIENTADOR
Fábio Souto de Almeida
A degradação ambiental é uma das maiores ameaças à biodiversidade e aos recursos naturais do planeta, comprometendo a integridade dos ecossistemas e a disponibilidade de bens essenciais à vida. No bioma Mata Atlântica, os impactos causados por atividades humanas ao longo dos últimos séculos resultaram em uma deterioração dos seus ecossistemas, com a fragmentação e redução da cobertura vegetal. Para mitigar e reverter esses danos, foram criadas as Unidades de Conservação (UCs), que só poderão cumprir de forma eficaz os seus objetivos de proteção por meio de estudos detalhados que auxiliem na sua gestão, devendo considerar aspectos econômicos, sociais e biológicos. O presente trabalho teve como objetivo identificar contingências e potencialidades, propor um zoneamento e indicar atividades de manejo para contribuir com a gestão da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Araucária, situada nos municípios de Passa Vinte e Bocaina de Minas, em Minas Gerais, no bioma Mata Atlântica. A metodologia desta pesquisa incluiu a revisão de literatura, a análise de imagens aéreas via Google Earth Pro e registros fotográficos, inclusive com câmera com sensor de movimento (câmera Trap). Também foi utilizada a matriz SWOT (FOFA) para identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Na RPPN Araucária, foi registrada a ocorrência de cinco espécies de mamíferos, duas espécies da classe Reptilia, duas espécies de aves e uma espécie de abelha do gênero Scaptotrigona. Dentre tais espécies estão Leopardus pardalis (Linnaeus, 1758) (jaguatirica), Leopardus guttulus (Hensel, 1872) (gato-do-mato-pequeno-do-sul), Guerlinguetus aestuans Linnaeus, 1766 (caxinguelê) e Pecari tajacu Lineu, 1758 (caititu, catetu ou porco-do-mato). A espécie L. guttulus está na lista de animais oficialmente ameaçados de extinção, classificada como vulnerável. Foram delimitadas duas zonas na RPPN Araucária: Zona de Proteção e Zona de Visitação. Os resultados indicam que a RPPN possui cobertura vegetal nativa conservada, recursos hídricos e potencial para pesquisas científicas e atividades educativas, porém enfrenta desafios como a escassez de recursos financeiros, presença de espécies exóticas invasoras, caça ilegal e riscos de incêndios florestais. Foram elaboradas ações de manejo distribuídas nos programas de administração, pesquisa, proteção e visitação, incluindo o controle de espécies exóticas, a prevenção de incêndios e o envolvimento comunitário. A RPPN Araucária possui relevância para a conservação da biodiversidade regional e a implementação das medidas propostas contribuirá significativamente para minimizar problemas para o seu manejo. É interessante incentivar a realização de pesquisas científicas na RPPN, para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade e os recursos naturais da área protegida e otimizar o planejamento da gestão da Unidade de Conservação.
MONOGRAFIA
TAMANHO
3.613,82kb
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DATA DE ENVIO
25/03/2026 16:58
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