PLANTAS COM POTENCIAL PARA A PRODUÇÃO DE BIOINSETICIDAS
Postado em 30 de março de 2026 -
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Monografias dos discentes do Campus Três Rios
AUTOR
Hévora Suian de Sousa Oliveira
ORIENTADOR
Fábio Souto de Almeida
O modelo agrícola convencional, baseado no uso intensivo de agroquímicos, tem provocado sérios impactos ambientais, incluindo sociais, especialmente em países com expressiva produção agropecuária como o Brasil. Os resíduos dessas substâncias contaminam os solos, os corpos d'água, a biodiversidade e os alimentos consumidos pela população, afetando a saúde pública. O uso indiscriminado de inseticidas químicos sintéticos favorece o surgimento de pragas resistentes, reduz a presença de inimigos naturais nas lavouras e compromete o equilíbrio dos agroecossistemas. Por esses motivos, cresce o interesse por alternativas ecologicamente corretas para o manejo e controle de pragas. Neste sentido, destacam-se as plantas com substâncias do metabolismo secundário que são danosas aos insetos. Esses compostos podem ser utilizados sob a forma de extratos e de óleos essenciais, por exemplo. O objetivo deste trabalho foi realizar o levantamento de espécies de plantas com potencial para a produção de bioinseticidas úteis contra insetos-praga e realizar uma análise crítica sobre o uso destas plantas no manejo desses insetos. Foi realizada uma revisão bibliográfica, que abrangeu estudos publicados entre 2000 e 2025, para realizar o levantamento de espécies de plantas com potencial para a produção de bioinseticidas, também sendo coletadas informações sobre a eficácia dos compostos naturais, mecanismo de ação e insetos alvo destes compostos. Além disso, foi verificado se as espécies de plantas avaliadas são nativas ou exóticas do Brasil. Foram identificadas 44 espécies com potencial para a produção de bioinseticidas. Os resultados indicam que, apesar do grande potencial da flora brasileira, 77,3% das espécies levantadas neste estudo são exóticas, como Azadirachta indica A. Juss (nim) e Cymbopogon nardus (L.) Rendle (citronela), cujos extratos e óleos essenciais demonstram alta bioatividade. Entre as espécies nativas, destacam-se Carapa guianensis Aubl. (andiroba) e Dysphania ambrosioides (L.) Mosyakin & Clemants (mastruz), que apresentam resultados promissores em estudos laboratoriais e de campo, embora ainda necessitem de maior investigação. Conclui-se que as plantas com potencial inseticida representam uma alternativa promissora para uma agricultura mais sustentável, com menores impactos socioambientais. É fundamental incentivar pesquisas com espécies nativas, visando identificar novas plantas com potencial para produção de bioinseticidas, e também a padronização dos extratos, visando consolidar a sua utilização em sistemas agroecológicos e potencializar o seu uso na agricultura convencional.
MONOGRAFIA
TAMANHO
688,44kb
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DATA DE ENVIO
25/03/2026 16:58
25/03/2026 16:58
ARQUIVO
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