Monografias dos discentes do Campus Três Rios
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PROPOSTA DE CAMPUS SUSTENTÁVEL COM BASE NAS METAS DA AGENDA 2030
AUTOR: Ciro Gentil Goulart Batista / ORIENTADOR: Julianne Alvim Milward de Azevedo
Desde o final da década de 1960, o mundo tem reavaliado a exploração de recursos naturais para garantir a prosperidade, à medida que disputas por matérias-primas intensificaram as tensões globais. Para adaptar o modelo econômico vigente, a ONU promoveu diversas reuniões ao longo do tempo, onde os países buscaram alternativas para explorar os recursos de forma menos prejudicial ao planeta, às pessoas e à economia. O documento mais recente em vigor, a Agenda 2030, destaca a importância da parceria e da ação de diversos atores sociais para implementar medidas que assegurem o desenvolvimento sustentável em diversos campos: social, econômico, ambiental, cultural, político e institucional. É relevante o papel das Instituições de Ensino Superior (IES), como as universidades, no cumprimento da Agenda 2030. A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), por exemplo, promove esse cumprimento por meio de suas ações de ensino, pesquisa e extensão. É nesse contexto que o presente estudo se insere. O seu objetivo reside na proposição de um campus sustentável, onde se encontra localizado o Instituto Três Rios – o Campus Três Rios –, localizado na região Centro-Sul Fluminense do estado do Rio de Janeiro. A elaboração de um rol de ações para esse Campus tem por base as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável estabelecidos na ‘Agenda 2030’, que auxilie a Instituição, a cumprir a visão proposta no seu Plano de Desenvolvimento Institucional vigente, do período de 2023 a 2027. A pesquisa quanto aos fins foi exploratória, descritiva e aplicada. Quanto aos meios de investigação ela foi documental, bibliográfica e um estudo de caso. Ao longo de sua trajetória, a UFRRJ tem se adaptado constantemente às mudanças, tornando-se uma instituição secular, respeitada e vanguardista. Para manter essa posição, é essencial que a universidade se mantenha atualizada e em sintonia com as pautas globais, planejando e atendendo à população da melhor maneira possível. Essas diretrizes estão presentes no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2023-2027. A sustentabilidade deve ser uma prioridade nas ações institucionais, considerando os efeitos cada vez mais frequentes e intensos das mudanças climáticas. Isso requer atitudes eficazes em pesquisa, para um planejamento assertivo, no ensino, para a conscientização da população, e na extensão, para promover ações práticas de sustentabilidade nos campi. Assim, é fundamental traçar ações sustentáveis alinhadas à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O guia ‘Como começar os ODS nas universidades?’ desenvolvido pela instituição Sustainable Development Solutions Network SDSN foi utilizado como suporte para a elaboração das propostas sugeridas neste estudo, a partir de quatro dimensões: social, econômica, ambiental e institucional. Notou-se que, das 167 metas da Agenda, 40 estavam alinhadas à visão determinada no PDI. Destas, a dimensão institucional apresentou maior aderência, com 52,5% das ações sugeridas, enquanto as demais dimensões (social, econômica e ambiental) possuíam percentuais de aderência próximos, em torno de 15%. Constatou-se que o Campus Três Rios possui potencial para se tornar sustentável ao adaptar as metas dos ODS em suas políticas institucionais.
AVALIAÇÃO DO DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA FLORA EM ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL E RELATÓRIOS DE IMPACTO AMBIENTAL
AUTOR: Matheus Tosta Camillo / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
Os diagnósticos ambientais de Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e Relatórios de Impacto Ambiental (RIMA) incluem o recolhimento de informações sobre a flora local abordada. Porém, levantamentos de dados imprecisos ou que não abordam todos os grupos de plantas podem impossibilitar que impactos negativos sobre a flora sejam previstos e, consequentemente, o EIA/RIMA não indicará medidas apropriadas para conter tais adversidades. Assim, este trabalho teve como objetivo estudar o levantamento de informações sobre espécies vegetais em Estudos e Relatórios de Impacto Ambiental no Estado do Rio de Janeiro. Dados foram obtidos de 12 EIAs e três RIMAs utilizados no licenciamento de empreendimentos no Estado do Rio de Janeiro. Constatou-se que ambientes bastante antropizados ocorreram com elevada frequência nas áreas de influência dos empreendimentos, mas também ocorreram hábitats naturais como a Floresta Ombrófila, a Floresta Estacional, a restinga e o manguezal, que apresentam elevada riqueza de espécies vegetais. Todos os EIA/RIMAs apresentaram informações sobre espécies arbóreas e relevante porcentagem destes estudos ambientais também apresentaram levantamentos de informações sobre plantas do estrato herbáceo e arbustivo, com as lianas, cipós e/ou trepadeiras e as epífitas ocorrendo em menor porcentagem dos estudos. O grupo das briófitas não foi avaliado na grande maioria dos EIA/RIMAs. Observa-se, também, que a indicação da presença de espécies ameaçadas de extinção em estudos ambientais ocorre, em maior frequência, citando espécies do estrato arbóreo, seguido de espécies herbáceas e arbustivas, lianas, cipós e/ou trepadeiras, epífitas e, sem citação de espécie ameaçada, o grupo das briófitas. Foi possível notar uma discrepância entre alguns dos estudos em relação ao volume de resultados apresentados e a complexidade das análises realizadas. Alguns estudos não apresentaram claramente os procedimentos metodológicos adotados para a coleta de dados. Com base no que foi possível extrair dos EIAs e RIMAs observados, constatou-se que a utilização de dados secundários (uso de literatura) é bastante frequente (60% dos estudos), assim como a delimitação de parcelas amostrais (66,7% dos estudos). Sugere-se a criação de normas que obriguem que os novos EIA/RIMAs abordem os variados grupos da flora no diagnóstico ambiental. Também deve-se garantir que os EIA/RIMAs apresentem claramente os procedimentos metodológicos para a coleta e análise dos dados do diagnóstico ambiental da flora. Além disso, deve-se garantir que esse diagnóstico descreva com bom nível de detalhamento as comunidades e populações vegetais da área de influência do empreendimento.
PERSPECTIVAS FUTURAS DA FITORREMEDIAÇÃO: VANTAGENS E DESVANTAGENS
AUTOR: Isabella do Nascimento Oliveira / ORIENTADOR: Fabíola de Sampaio Rodrigues Grazinoli Garrido
Atividades antrópicas favoreceram o crescimento de grandes centros urbanos levando comodidade à população trazendo benefícios e novos desafios como a degradação e poluição ambiental que tem prejudicado o meio ambiente e a saúde humana. Tendo conhecimento que a fitorremediação é uma técnica biotecnológica que usa plantas para remover, transferir, estabilizar ou destruir contaminantes do solo, água e ar. Quando falamos de fitorremediação, podemos citar quatro formas de aplicar a fitorremediação, sendo elas: A fitoextração, fitoestabilização, fitodegradação e fitovolatilização que são ajustes aos mecanismos através das plantas empregadas na fitorremediação para limpar áreas contaminadas. Devido ao seu baixo custo, menor impacto ambiental e à possibilidade de recuperar áreas degradadas, a fitorremediação se torna uma solução tecnicamente viável. Somado a sua rentabilidade, aplicabilidade em larga escala, e possibilidade a reintrodução de alguns poluentes na cadeia produtiva, socialmente aceitável e que contribui para a ornamentação do ambiente, possuindo potencial de remediação de vários poluentes como metais pesados, pesticidas, solventes e hidrocarbonetos. Embora a fitorremediação tenha incontáveis vantagens, essa técnica pode ter obstáculos que impedem sua eficácia em determinados cenários, como sua dependência quanto ao ciclo de crescimento das plantas, melhor aplicabilidade nas camadas superficiais do solo, onde as raízes das plantas têm a capacidade de alcançar e absorver os contaminantes. A análise de artigos e trabalhos acadêmicos, utilizando como base de dados o CAPES, Google Acadêmicos e biblioteca Scielos, conduzindo pesquisas de acordo com parâmetros como: fitorremediação e espécies com potencial fitorremediador para distinguir a relevância dos estudos existentes no campo da fitorremediação demostrou que a fitorremediação é um método promissor para remediar ambientes contaminados, apresentando vantagens significativas em comparação com métodos tradicionais de remediação química e física. Tal método é capaz de remover contaminantes, bem como hidrocarbonetos, metais pesados, pesticidas e solventes do solo. No entanto, a fitorremediação enfrenta problemas como a eficácia diminuída em camadas mais profundas do solo e o tempo necessário para a remediação completa, que pode variar de meses a anos. Além disso, foram identificados como limitações significativas a dependência de fatores climáticos e a necessidade de alta biodisponibilidade dos contaminantes.
ANÁLISE DE RELATÓRIOS AMBIENTAIS SIMPLIFICADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AUTOR: Hudson Lopes Geronimo / ORIENTADORES: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA e Bernardo Silveira Papi
O avanço da degradação ambiental provoca diversos problemas para a sociedade, demandando estratégias para reverter esse quadro. Neste sentido, a exigência de estudos ambientais prévios para licenciar empreendimentos é uma maneira de minimizar os impactos negativos de novos projetos ou da ampliação de empreendimentos já existentes. O Relatório Ambiental Simplificado (RAS) é um destes estudos, contudo deve ser preparado com qualidade para que possa alcançar os seus objetivos. Assim, o objetivo deste trabalho foi realizar uma análise crítica de Relatórios Ambientais Simplificados do Estado do Rio de Janeiro. A pesquisa foi conduzida a partir de uma análise documental, envolvendo a revisão de 7 Relatórios Ambientais Simplificados de empreendimentos licenciados no Estado do Rio de Janeiro. Obteve-se informações sobre as equipes que prepararam os relatórios, foram avaliados os impactos ambientais previstos e buscou-se identificar falhas nos relatórios, com o intuito de sugerir melhorias que possam aprimorar futuros RAS. Em relação à formação dos profissionais responsáveis pelos relatórios, observou-se que os Biólogos ocorreram mais frequentemente (5 estudos), seguidos de Engenheiros Ambientais (4 estudos), Geógrafos (4 estudos), Engenheiros Civis (4 estudos), Engenheiros Florestais (3 estudos), Geólogos (2 estudos), Engenheiros Químicos (2 estudos), além de outras formações. O total de impactos ambientais previstos nos estudos avaliados variou de 07 a 55, com a maioria das alterações ambientais sendo classificadas como tendo natureza negativa. Pela análise realizada, todos os sete RAS apresentaram impactos da implantação, mas somente três apresentaram impactos do planejamento e quatro da fase de operação. Os impactos previstos influenciaram o meio físico (como a alteração da qualidade da água e do ar), o meio biótico (como o afugentamento de fauna e a redução de cobertura florestal) e o meio socioeconômico (como a geração de empregos e o aumento na arrecadação tributária). A maioria das alterações ambientais previstas foram indicadas para a fase de implantação. Foram identificados problemas na formação das equipes que prepararam os relatórios, aspectos ambientais foram apontados como sendo impactos, tratando-se de uma imprecisão entre fator indutor e alteração ambiental, e também constatou-se a ausência de avaliação dos impactos por meio afetado (físico, biótico e socioeconômico) e nas diferentes fases dos empreendimentos. Com isso, foi possível gerar sugestões para futuros RAS, como a padronização da forma de avaliação dos impactos ambientais. Observou-se uma discrepância em relação ao número de profissionais que compõem as equipes que elaboram os Relatórios Ambientais Simplificados utilizados no licenciamento de empreendimentos no Estado do Rio de Janeiro. Além disso, constatou-se uma disparidade na forma de avaliação dos impactos ambientais e, consequentemente, nos resultados, mesmo tendo em vista que foram analisados diferentes tipos de empreendimentos.
FRAGMENTOS FLORESTAIS DA MICRORREGIÃO DE TRÊS RIOS, RJ: AVALIAÇÃO DO TAMANHO E DO EFEITO DE BORDA
AUTOR: Amanda Alice Braga de Oliveira / ORIENTADORES: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA e Sady Júnior Martins da Costa de Menezes
Os ecossistemas florestais do Bioma Mata Atlântica foram expressivamente afetados pelas atividades antrópicas ao longo de mais de cinco séculos após o início da colonização portuguesa, estando reduzidos e fragmentados. Esta situação ameaça muitas espécies nativas, os recursos naturais, a adequada condição ambiental e os serviços ecossistêmicos relevantes para a sociedade. Neste estudo, o objetivo foi apresentar uma avaliação atualizada da configuração espacial dos remanescentes florestais da Microrregião de Três Rios, RJ. Foi utilizado o software QGIS para integrar dados acerca dos remanescentes florestais da Microrregião. As informações utilizadas no estudo foram obtidas a partir do banco de dados do MapBiomas, referente ao ano de 2023. Para cada fragmento florestal obteve-se o tamanho e o perímetro. Sapucaia apresentou a maior área com florestas (18091,39 ha), seguido de Paraíba do Sul (12752,25 ha), Três Rios (6743,10 ha), Areal (3465,66 ha) e Comendador Levy Gasparian (2340,43 ha). A porcentagem de cobertura florestal também foi maior em Sapucaia (33,46 %), porém Areal teve a segunda maior porcentagem de território coberto por florestas (31,30 %), seguido de Paraíba do Sul (22,33 %), Comendador Levy Gasparian (21,54 %) e Três Rios (20,89 %). Em relação ao tamanho dos fragmentos florestais, observa-se um padrão entre os municípios analisados, com a maioria dos remanescentes florestais concentrando-se na classe de tamanho de até 1 ha. Para os fragmentos florestais menores que 1 ha as proporções por município foram: Comendador Levy Gasparian (55,8%); Areal (58,7%); Três Rios (63,5%); Sapucaia (63,2%); e Paraíba do Sul (59,4%). Observou-se ainda uma expressiva porcentagem de fragmentos com até 5 ha. Para os fragmentos florestais com tamanhos entre 1 ha e 5 ha, os percentuais observados foram: Comendador Levy Gasparian (29,3%); Areal (26,5%); Três Rios (25,5%); Sapucaia (23,1%); e Paraíba do Sul (24,5%). No município de Sapucaia apenas 3,9% dos fragmentos florestais possuíam mais de 50 ha e os demais municípios apresentaram valores ainda menores: Areal (2,4%); Comendador Levy Gasparian (1,8%); Três Rios (1,6%); e Paraíba do Sul (1,6%). Considerável porcentagem dos fragmentos florestais apresentaram Índice de Circularidade acima de 0,8, especialmente no Município de Sapucaia (37,9%) e Areal (31,6%), indicando que o seu formato se assemelha ao círculo e apresentam reduzido efeito de borda. É necessário implementar projetos de revegetação na Microrregião de Três Rios visando principalmente aumentar a cobertura florestal e a conectividade entre os remanescentes florestais, contribuindo para salvaguardar espécies nativas e fomentar a provisão de serviços ecossistêmicos. Na Microrregião em estudo, atualmente os municípios de Areal e Sapucaia apresentam as melhores condições para a manutenção da biodiversidade, dos recursos naturais e dos serviços ecossistêmicos.
ESTUDO E APLICAÇÃO DE FERRAMENTAS DE SIG PARA A EXPANSÃO E OTIMIZAÇÃO DAS ROTAS DE COLETA SELETIVA EM PARAÍBA DO SUL-RJ
AUTOR: Maria Eduarda Guedes Meirelles / ORIENTADORES: SADY JÚNIOR MARTINS DA COSTA DE MENEZES e Fábio Cardoso de Freitas
A geração de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) tem aumentado de forma contínua, criando uma crescente demanda por infraestrutura e logística adequadas. Em 2022, o Brasil gerou aproximadamente 81,8 milhões de toneladas de RSU, o equivalente a cerca de 224 mil toneladas diárias. Para enfrentar os desafios decorrentes desse aumento, foi instituída, em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, com o objetivo de estabelecer diretrizes e instrumentos para o gerenciamento desses resíduos, abrangendo as etapas de coleta, transporte, tratamento e destinação final ambientalmente adequada. A coleta seletiva, um dos principais instrumentos dessa política, é definida como a coleta de resíduos segregados previamente com base em sua constituição e composição, visando o reaproveitamento dos materiais. Considerando que as atividades de coleta e transporte de resíduos absorvem de 40% a 60% do orçamento municipal destinado à limpeza urbana, é essencial um planejamento eficaz das rotas de coleta de resíduos recicláveis. Neste contexto, o presente estudo propôs a utilização de ferramentas de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) para a ampliação e otimização das rotas de coleta seletiva no município de Paraíba do Sul. Para atingir o objetivo deste trabalho, a rota atualmente realizada no município foi analisada e posteriormente comparada a quatro novas rotas otimizadas, em dois cenários distintos: rotas mais rápidas e rotas mais curtas, distribuídas em itinerários de segunda, quarta e sexta-feira, e terça e quinta-feira. Os resultados obtidos indicam que a abrangência total percorrida mensalmente na rota atual é de 509,32 km, com um consumo de aproximadamente 240 litros de diesel, o que corresponde a um custo de R$ 1.413,60. Quando comparadas às rotas otimizadas na modalidade "mais rápida", a extensão total aumentou em 92,64%, passando para 981,20 km, com um consumo de 245,3 litros de diesel, correspondendo a um valor de R$ 1.444,81, resultando assim, em um acréscimo de apenas R$ 31,21 no custo mensal de combustível. Por outro lado, ao optar pelas rotas mais curtas, a extensão aumentou em 81,81%, passando para 926 km, com um consumo de 231,5 litros de diesel, que corresponde a um valor de R$ 1.363,53, representando uma economia de R$ 50,07 no custo mensal de combustível. Esses resultados demonstram que a otimização das rotas de coleta seletiva pode gerar ganhos significativos em eficiência, tanto em termos de redução de custos quanto de melhor planejamento do tempo por meio de uma gestão mais eficaz dos recursos destinados ao transporte de resíduos.
LEVANTAMENTO DE FAUNA NO DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DE ESTUDOS E RELATÓRIOS DE IMPACTO AMBIENTAL NA REGIÃO SUDESTE
AUTOR: Viviane Ribeiro Barros Gomes / ORIENTADORES: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA e Johnatan Jair de Paula Marchiori
A exploração dos recursos naturais essenciais para o ser humano não é realizada atualmente de forma sustentável, ocorrendo diversas atividades antrópicas que provocam degradação ambiental que acarreta severas consequências para a sociedade e também afeta negativamente a biodiversidade. Os serviços ecossistêmicos prestados pela natureza são essenciais para o bem-estar humano e para a economia, entretanto, a perda da fauna vem dificultando a manutenção de tais serviços, pois os animais participam de diversas interações e processos ecológicos vitais para o equilíbrio dos ecossistemas. Os Estudos de Impacto Ambiental (EIAs) e os consequentes Relatórios de Impacto Ambiental (RIMAs) servem para analisar as mudanças causadas por atividades ou empreendimentos nos componentes ambientais do meio físico, biótico e socioeconômico, buscando conhecer antecipadamente as possíveis consequências danosas e, ainda, implementar medidas com o objetivo de reduzir as adversidades dos projetos. Na preparação do EIA/RIMA, é realizado o diagnóstico ambiental da área de influência do empreendimento, incluindo o levantamento de informação sobre a fauna. Porém, observam-se falhas nos EIA/RIMAs que podem comprometer o alcance dos seus objetivos, não abrangendo todas as espécies da fauna e não avaliando corretamente os impactos que poderão sofrer. O presente trabalho teve como objetivo estudar os diagnósticos ambientais relativos à fauna em EIA/RIMAs no Sudeste do Brasil. Para a coleta dos dados, foram utilizados EIA/RIMAs obtidos em web sites institucionais de autarquias da região Sudeste. Foram selecionados 27 estudos no total, sendo nove confeccionados para cada um dos seguintes tipos de empreendimentos: hidrelétricas; rodovias; e mineração. A área de influência dos estudos ambientais avaliados abrangeu expressiva variabilidade de habitats, incluindo ambientes terrestres e aquáticos, com a presença de ecossistemas que apresentam elevada diversidade de espécies da fauna brasileira, como as florestas tropicais. Isto indica que expressivo número de grupos taxonômicos da fauna foram impactados pelos empreendimentos em estudo. Os invertebrados, incluindo os insetos e demais grupos taxonômicos do Filo Arthropoda, tiveram pouca visibilidade nos estudos, provavelmente pela maioria das espécies do grupo não serem carismáticas, mesmo com a Classe Insecta sendo a mais diversificada. É evidente a prevalência de informações sobre vertebrados e, especialmente, sobre aves e mamíferos. Diversas técnicas foram utilizadas para a obtenção de dados sobre a fauna, incluindo registros por armadilhas fotográficas, as buscas ativas, a identificação de vestígios, as entrevistas, a pesquisa bibliográfica, o registro visual e o registro sonoro. Os maiores números de espécies ameaçadas citadas como ocorrendo na área de influência dos empreendimentos foram de aves e de mamíferos. Foi observada apenas uma espécie de inseto ameaçada de extinção e inúmeros grupos taxonômicos sequer foram citados. É necessário que as equipes que elaboram os EIA/RIMAs deem maior atenção a grupos de animais que até então são negligenciados. Além disso, os órgãos ambientais competentes devem criar Termos de Referência/ Instruções Técnicas mais rígidas no que tange o levantamento de informações sobre a fauna em estudos ambientais. Palavras-chave:
LEVANTAMENTO DA FAUNA DE VERTEBRADOS DA RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL MAURO ROMANO, VASSOURAS-RJ
AUTOR: Victor Moreira da Costa Nascimento / ORIENTADORES: Erika Cortines e FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
A área administrada atualmente pela Associação Civil Vale Verdejante, situada no município de Vassouras-RJ, era utilizada como pastagem até a Associação promover o seu reflorestamento visando a recuperação dos ecossistemas nativos. Em dezembro de 2020, uma porção da área foi convertida em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), sendo estabelecida a Unidade de Conservação Municipal denominada RPPN Mauro Romano. Neste contexto, é relevante gerar informações sobre a fauna local, visando embasar as ações de manejo da RPPN voltadas à conservação da biodiversidade. Este trabalho teve como objetivo realizar o levantamento da fauna de vertebrados da RPPN Mauro Romano. Para obter fotografias dos vertebrados que utilizam a área da RPPN, uma câmera TRAP foi instalada por revezamento em cinco pontos, sendo que em cada ponto permaneceu em média 15 dias. Após esse tempo, as imagens foram analisadas e os espécimes fotografados foram identificados através da consulta de literatura, websites e especialistas dos grupos taxonômicos. Também foi realizado o levantamento das espécies vegetais do reflorestamento que servem de alimento para a fauna e identificados os fragmentos florestais do entorno da RPPN. No total de 84 aparições, foram registradas 14 espécies de vertebrados, pertencentes a três classes (Aves, Mammalia e Reptilia) e 13 famílias. Nenhuma das espécies encontradas consta na lista oficial de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. A classe das aves representou 50% das espécies (7), Mamíferos 43% (6) e répteis 7% (1). Das espécies vegetais do reflorestamento podemos destacar as frutíferas Inga edulis, Eugenia uniflora,Psidium guajava e Euterpe edulis dentre outras que podem servir de alimento para a fauna de vertebrados e desempenhar um papel ecológico importante no reflorestamento. Quanto aos fragmentos florestais, foram encontrados 15 fragmentos a cerca de 1 km da RPPN, variando de 0,6 ha a 50 ha. Estes podem garantir o fluxo na paisagem para algumas espécies que percorrem distâncias maiores. Conclui-se que a RPPN Mauro Romano abriga vertebrados relevantes para a paisagem da região e para a sustentabilidade do reflorestamento. Novas pesquisas podem aumentar a lista de espécies de vertebrados da unidade de conservação e motivar outras ações de conservação na região.
REVISITANDO O PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA SOB A PERSPECTIVA DE IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS
AUTOR: Daiana da Silva Rodrigues / ORIENTADORES: Julianne Alvim Milward de Azevedo e Monica Cardoso Ambivero
O presente trabalho teve por propósito realizar a revisão de literatura acerca dos impactos socioambientais urbanos frente às políticas habitacionais no Brasil. Especificamente, o Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ (PMCMV), lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano de 2009. O estudo quanto aos fins foi exploratória e descritiva. Quanto aos meios para a sua concretização, sua investigação foi dada pelo uso das pesquisas documental e bibliográfica, além de se constituir em um estudo de caso. Foi verificado que a produção de pesquisas no país quanto a temática dada pelas políticas habitacionais no país encontra diversos autores de áreas de conhecimento distintas, em que se destacam: geografia, arquitetura, história e ciências sociais. Com visões distintas, a partir de seus paradigmas. Entretanto, essa profusão não é constatada quando se aprofunda quanto a problemática dos impactos socioambientais resultantes da implementação dessas políticas públicas habitacionais e, mais ainda, especificamente, quanto ao PMCMV. Essa é uma lacuna na produção de debates no país, tendo em vista a importância do acesso às cidades sob a perspectiva socioambiental, que traz consigo questões relevantes quanto a expansão urbana dada de forma desordenada revelando a exclusão social e impactos negativos quanto a qualidade de vida de seus moradores. O meio ambiente perpassa essas questões. Ainda mais, no contexto atual pós-pandêmico – COVID-19 –, que expressa com mais intensidade as mudanças climáticas e seus impactos no ambiente construído, especialmente frente a população mais carente. O estudo proporcionou constatar os desafios habitacionais e as condições inadequadas de moradia enfrentadas pela população de baixa renda resultantes do processo de rápida expansão urbana. Nesse sentido, a realização de investimentos nas cidades se apresenta como uma estratégia para a mitigação dos impactos socioambientais. Conclui-se que a grande parcela das unidades habitacionais construídas no PMCMV no país encontra-se em locais de difícil acesso, afastados da malha urbana consolidada e isolados em relação à cidade propriamente dita. Amplificando, assim, os impactos socioambientais, especialmente aprofundando a exclusão social.
PROPOSTA DE UMA CENTRAL DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL CLASSE A PARA A CIDADE DE TRÊS RIOS-RJ
AUTOR: Maria Clara Mattozinhos Noël / ORIENTADOR: FÁBIO CARDOSO DE FREITAS
Ao longo dos anos, a indústria da construção civil tem apresentado um crescimento significativo no âmbito global, tornando-se um instrumento essencial para a economia e um dos principais impulsionadores do emprego. No entanto, esse crescimento no setor de infraestrutura tem levantado preocupações em relação à geração de resíduos sólidos de construção civil (RCC) e ao impacto advindo da utilização de recursos naturais. Essa crescente geração de resíduos da construção civil é um desafio ambiental e urbanístico que muitas cidades enfrentam atualmente, incluindo Três Rios, situada no estado do Rio de Janeiro. A disposição inadequada desses resíduos não apenas prejudica o meio ambiente, mas também representa uma ameaça a qualidade de vida da população e a sustentabilidade. Diante dessa realidade, a presente monografia visa propor a criação de uma Central de Tratamento de Resíduos de Construção Civil (CT-RCC) em Três Rios- RJ, como uma solução estratégica para gerenciar de forma mais eficaz e sustentável esses resíduos na cidade. Esta pesquisa busca abordar as lacunas existentes na gestão de RCC em Três Rios e apresentar argumentos que justifiquem a implementação de uma CT-RCC como parte integrante da política ambiental e urbanística da cidade. Ao longo deste trabalho, foi realizada uma análise detalhada dos desafios enfrentados, dos benefícios potenciais, das melhores práticas e dos aspectos técnicos, financeiros e legais associados à criação de uma CT-RCC. Com esta proposta espera-se fomentar uma base para a tomada de decisões, promovendo a sustentabilidade ambiental, a eficiência na gestão de resíduos de construção civil e o desenvolvimento urbano responsável em Três Rios, RJ.
IMPACTOS AMBIENTAIS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
AUTOR: Yan Ramos Cardoso / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
As mudanças climáticas resultam da intensificação das atividades humanas, ocasionado o aumento da concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera e amplificando o aquecimento global. O presente estudo tem como objetivo, expor os impactos ambientais causados pelas mudanças climáticas, bem como abordar desastres naturais no Brasil relacionados a eventos climáticos recentes. Para isso foi realizada revisão bibliográfica sobre o tema, possibilitando identificar impactos ambientais que poderão ser provocados pelas mudanças climáticas e suas consequências, que já estão sendo vivenciados. Foi possível constatar que as mudanças climáticas causarão variações no sistema climático, com o aumento da frequência de eventos climáticos extremos e causando diversos impactos nos sistemas socioeconômicos, geológicos e sobre a biodiversidade, colocando em risco a segurança alimentar, a abundância e a qualidade de recursos naturais, a saúde e a qualidade de vida de população. Foram constatadas diversas consequências negativas da tragédia no município de Petrópolis-RJ no ano de 2022 e dos extremos climáticos e desastres naturais no estado do Rio Grande do Sul e em outros estados da Região Sul do Brasil em 2023, demonstrando o cenário futuro sombrio que pode decorrer do aumento da frequência de eventos climáticos extremos. O conceito de vulnerabilidade também é discutido já que está ligado aos eventos climáticos, bem como o crescimento populacional e de áreas urbanas sem planejamento, escassez de infraestrutura e serviços públicos adequados. Além de estar ligado à ocupação de áreas de risco, principalmente pela população de baixa renda, e às características geográficas do local. Assim, as populações vulneráveis, em geral, habitantes de periferias, negros, indígenas, quilombolas, ribeirinhos e pequenos agricultores, embora sejam os menos responsáveis pelas mudanças climáticas, são afetadas mais gravemente pela crise climática, pois além de estarem mais suscetíveis aos desastres, os impactos nas áreas onde habitam geralmente apresentam maior magnitude. Nesse sentido, é fundamental o debate do Racismo Ambiental e da Justiça Climática, conceitos imprescindíveis para o planejamento da adaptação, prevenção e mitigação dos impactos das mudanças climáticas. Por fim o estudo destaca a urgência da adoção de medidas efetivas para mitigar os impactos da crise climática, priorizando populações vulneráveis.
A EVOLUÇÃO DA GESTÃO AMBIENTAL NO BRASIL
AUTOR: Yasmin Azevedo Manaia Da Silva / ORIENTADOR: FÁBIO CARDOSO DE FREITAS
O setor ambiental brasileiro vem enfrentando crises desde a Revolução Industrial. Com isso, houve uma movimentação, inspirada pelas dificuldades vividas no presente e previstas para o futuro, marcada por eventos mundiais com a intenção de gerar um desenvolvimento sustentável, políticas ambientais, legislações e ciência. Como um dos resultados dessas movimentações, originou-se o curso de Gestão Ambiental, com cerca de 21 anos de existência no grau bacharel no Brasil. O objetivo deste trabalho é medir a evolução da Gestão Ambiental, utilizando como métrica a oferta de cursos bacharéis por Instituições de Ensino Superior (IES) Públicas na área e descrever brevemente a atuação do profissional no mercado de trabalho como consultor ambiental. Os dados dessa pesquisa foram oriundos principalmente do Sistema e-MEC (Sistema de Regulação do Ensino Superior do Ministério da Educação) e sites oficiais das IES e seus Projetos Pedagógicos de Curso (PPC). Constatou-se que, até o momento desta pesquisa, existem 23 IES cadastradas no e-MEC com o bacharelado de Gestão Ambiental, sendo 2 destes em extinção e 2 não iniciados. Essas IES estão presentes em todas as grandes regiões do Brasil, sendo 43% se localizando no Sul do país; 24% no Sudeste do país; 14% no Centro-Oeste; 9% no Norte e 10% no Nordeste. Além disso, o estado que abriga o maior número de cursos de GA no Brasil é o Rio Grande do Sul (RS), com 9 cursos ativos, sendo 7 da UERGS que justifica tantos cursos por abrigar um dos maiores centros agropecuários do país. Outros estados como Mato Grosso, Pará e Minas Gerais também se destacam em suas produções agropecuárias, minerais e industriais, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), porém não apresentam o mesmo perfil do estado do RS, são estados que não sediam cursos ativos de Gestão Ambiental, salvo o Pará, que abriga apenas uma sede. Outro ponto a se observar é o acesso a informação destes cursos, que de forma geral, é satisfatório, porém encontra algumas falhas em determinadas IES, como o Instituto Federal Goiano (IF Goiano), que não possui dados atuais e ativos sobre o curso na instituição, além de não estar incluso no último processo seletivo para cursos superiores. Através de conhecimentos bibliográficos e empíricos, esta pesquisa mencionou a área de atuação do profissional na consultoria ambiental, empresa de assessoramento ambiental para empresários (em sua maioria), que em suas principais demandas estão o licenciamento ambiental, a gestão de resíduos sólidos e a gestão ambiental empresarial, demandas que usufruem da interdisciplinaridade do profissional. Por fim, foi possível concluir que a Gestão Ambiental apresenta evolução, mas que existe um desequilíbrio se comparado com a evolução das crises ambientais. O ritmo das urgências ambientais não é acompanhado pelo ritmo da mitigação das crises ambientais (e tudo que a envolve). Por isso, é necessário que haja um contínuo investimento em projetos de extensão, projetos científicos e em aumento de vagas e campus ofertando e falando sobre o curso, gerando mais difusão do curso. Palavras-
ANÁLISE DE ILHAS DE CALOR ATRAVÉS DE SENSORIAMENTO REMOTO NA CIDADE DE TRÊS RIOS – RJ
AUTOR: Pedro Siqueira Georgino / ORIENTADORES: Olga Venimar de Oliveira Gomes e Yuri Matheus Neves Silva
O fenômeno de Ilhas de Calor Urbano vem se tornando um importante assunto junto às mudanças climáticas, sobretudo por sua ocorrência em cidades de pequeno porte como Três Rios - RJ. Esse fenômeno tem como característica o aumento de temperatura nos meios urbanos em relação às zonas não urbanizadas no entorno, sendo responsável pelo desconforto térmico e pelo aumento da incidência de problemas de saúde atrelados ao aumento de temperatura. A presente monografia tem como objetivo identificar e discutir a incidência das ICU no município de Três Rios, Rio de Janeiro, durante o período de setembro/2018 a julho/2019 com base nas imagens do satélite Landsat 8, compreendendo todas as quatro estações do ano e suas particularidades. A partir das imagens disponibilizadas no site Earth Explorer, da United States Geological Survey, foram realizados cálculos para se obter, através do software QGIS versão 3.28.9, as imagens referentes à temperatura captada pelos sensores OLI e TIRS do satélite Landsat 8. Seguindo a metodologia, foram observados resultados mais amenos para temperatura em estações mais frias, inverno e outono, podendo ser descritos pela menor radiação solar sobre a área de estudo, enquanto em estações mais quentes, verão e primavera, obteve-se temperaturas mais elevadas. As medições variaram para o município de 12,94ºC, no dia 16 de junho de 2019, a 49,1ºC, dia 22 de dezembro. Observou-se também nas imagens que há expressiva diferença de temperatura quando analisadas áreas urbanizadas e áreas com presença de vegetação, evidenciando a sua influência no microclima do município de Três Rios. Analisados os pontos utilizados na pesquisa, foram constatadas a ocorrência de ICU de magnitude fraca, moderada e forte nos dias analisados, sendo o mais severo o dia 22 de dezembro de 2018, verão, que apresentou uma diferença de 5,34ºC no ponto P06, caracterizado por ser uma área urbana, em relação ao ponto de referência na zona rural, P01, e ilhas de frescor fraca e moderada, ressaltando-se o dia 03 de outubro de 2018, início do outono, onde houve uma diferenciação de até -2,68ºC no P04, caracterizado pelo Parque Natural Municipal. Comparados os resultados de pesquisas realizadas anteriormente a partir de medições utilizando transecto móvel e com a estação meteorológica fixa do INMET, nota-se a menor amplitude e temperaturas menos severas quando comparadas ao constatado pelos sensores do satélite, indicando que há uma maior influência da radiação solar sobre estes sensores, tornando as medições mais apropriadas para uma visão generalista e para estudos prévios à utilização de estações de medição de temperatura móveis, visando uma maior abrangência dos resultados. Com isso, conclui-se a necessidade de estudos como este para o planejamento urbano e tomada de decisão quanto ao desenvolvimento sustentável, visando a melhor qualidade de vida da população residente e a manutenção do microclima da cidade de Três Rios.
AVALIAÇÃO DA APLICABILIDADE DA UTILIZAÇÃO DE LIQUENS COMO INDICADORES DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA NO MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS-RJ
AUTOR: Francismara Mamede Mendes / ORIENTADORES: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA e Olga Venimar de Oliveira Gomes
A poluição atmosférica é um grave problema, pois provoca inúmeros impactos ambientais, incluindo sérias doenças em seres humanos. Assim, é interessante realizar o monitoramento da qualidade do ar, especialmente em centros urbanos. Para tal, podem ser utilizados indicadores biológicos que forneçam informações de fácil obtenção sobre a qualidade do ar, a baixo custo e sem a necessidade de utilizar equipamentos complexos. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia dos líquens como bioindicadores da poluição do ar no centro urbano do município de Três Rios-RJ. Foram selecionados seis pontos de coleta de dados no centro urbano do município de Três Rios-RJ. Em cada ponto foi obtida a porcentagem média de cobertura do tronco de árvores por líquens, utilizando 40 árvores por ponto, com a exceção de um ponto, onde foram utilizadas 19 árvores. Em cada ponto também foram obtidas as seguintes variáveis ambientais: monóxido de carbono (CO); dióxido de carbono (CO2); ozônio (O3), materiais particulados PM2,5 e PM10; temperatura do ar; pressão atmosférica e umidade relativa do ar. A porcentagem de cobertura do tronco por líquens foi maior no ponto 05 (PNM Três Rios – 7,65%), seguido do ponto 02 (Praça JK – 5,32%), do ponto 06 (Beira Rio – 3,91%), do ponto 03 (Praça São Sebastião – 3,95%), do ponto 01 (Praça dos Peixinhos – 2,70%) e do ponto 04 (Praça da Autonomia – 1,38%). Todos os pontos de coleta de dados foram enquadrados na Classe I de poluição do ar - grau de poluição muito forte. A exceção foi o ponto 5, que foi alocado na Classe II - grau de poluição alto. Não foi encontrada correlação significativa entre a porcentagem média de cobertura do tronco das árvores por líquens e os fatores estudados (Correlação de Spearman; p > 0,05). Todavia, cabe ressaltar a expressiva correlação negativa da porcentagem média de cobertura do tronco das árvores por líquens com a temperatura do ar (-0,43; p = 0,40) e, principalmente, com a concentração de CO2 (-0,60; p = 0,21). A correlação entre a porcentagem de árvores com liquens folhosos e o número de veículos em circulação foi significativa negativa (rs = -0,83; p = 0,04). Os resultados apontam para a existência de um cenário preocupante em relação à poluição atmosférica no centro urbano do município de Três Rios. Também apontam para a possibilidade de utilizar os liquens para monitorar a qualidade do ar no município, embora sejam necessários novos estudos para melhor elucidar a efetividade do uso dos liquens com este objetivo.
IMPACTOS AMBIENTAIS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
AUTOR: Gabrielle da Silva Pereira / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
O aumento da demanda por energia elétrica no mundo inteiro acarreta no planejamento e execução de novos empreendimentos visando a geração de energia elétrica, como hidrelétricas, usinas fotovoltaicas, usinas eólicas e termelétricas. Além de gerar energia elétrica, é necessário que esta seja distribuída por todas as regiões dos países, visando proporcionar que toda a população tenha acesso à eletricidade. A região Sudeste do Brasil apresenta elevada demanda por energia elétrica, pois é a região mais populosa, além de ser expressivamente urbanizada e industrializada. Sendo assim, é necessário ter uma ampla rede de transmissão de energia elétrica. O objetivo deste trabalho é estudar os impactos ambientais provocados pelas linhas de transmissão de energia elétrica na região Sudeste e as medidas mitigadoras para tais impactos. As informações obtidas no presente trabalho foram retiradas de seis Relatórios de Impacto Ambiental (RIMA) e dois Estudos de Impacto Ambiental (EIA) de linhas de transmissão de energia elétrica. Com os dados obtidos, foram listados os impactos ambientais nas fases de planejamento, implantação e operação das linhas de transmissão de energia, considerando o meio físico, biótico e socioeconômico e a classificação dos impactos quanto à sua natureza (negativos ou positivos) e magnitude (baixa, média ou alta). Foram previstos seis, 53 e 40 impactos na fase planejamento, implantação e operação das linhas de transmissão de energia, respectivamente. A maioria dos impactos ambientais foram classificados como de natureza negativa. Foram previstos impactos ambientais positivos apenas para o meio socioeconômico, com exceção da geração de conhecimento científico sobre a fauna local, impacto do meio biológico. Dezesseis impactos foram classificados como de alta magnitude, entre estes estão o incomodo à população, a alteração da qualidade do ar, a perda e fragmentação de áreas de vegetação nativa, a dinamização da economia local, as interferências no patrimônio histórico arqueológico, o risco de acidentes de trabalho, a remoção de residências e a melhoria no fornecimento de energia elétrica. Diversas ações são recomendadas para reduzir ou eliminar a negatividade de impactos ambientais de linhas de transmissão de energia, sendo necessário que tais medidas mitigadoras sejam adequadamente planejadas, implementadas e monitoradas. Cabe ressaltar que importantes impactos positivos são proporcionados pelas linhas de transmissão de energia elétrica para o meio socioeconômico.
ANÁLISE DOS DIFERENTES TIPOS DE COBERTURA E USO DA TERRA NA RESERVA BIOLÓGICA ESTADUAL DE ARARAS E MONUMENTO NATURAL ESTADUAL DA SERRA DA MARIA COMPRIDA – PETRÓPOLIS/RJ
AUTOR: Henrique Vieira de Castro Carlos Ferreira / ORIENTADOR: SADY JÚNIOR MARTINS DA COSTA DE MENEZES
O desmatamento para expansão e implantação de atividades agropecuárias, o avanço da urbanização e a especulação imobiliária emergem como os principais impulsionadores das mudanças espaço-temporais no uso e cobertura da terra no bioma Mata Atlântica. Essas práticas ligadas ao uso da terra têm transformado paisagens naturais em ambientes antropizados. Compreender essa dinâmica por meio de técnicas avançadas de geoprocessamento e sensoriamento remoto é essencial, destacando-se como uma ferramenta de suma importância para a análise espacial dessas transformações. Os dados obtidos são cruciais para aprimorar a gestão territorial das unidades de conservação e respaldar estratégias preventivas e de reconhecimento. O objetivo deste estudo foi analisar e compilar dados de Cobertura e Uso da Terra da plataforma MapBiomas (Coleção 8) ao longo da série histórica (1985-2022) nos Territórios das Unidades de Conservação de Proteção Integral da Reserva Biológica Estadual de Araras e Monumento Natural Estadual da Serra da Maria Comprida no município de Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil. Na metodologia, foram utilizados softwares de Sistema de Informação Geográfica, com os dados importados e análises conduzidas por meio de Plugins de Código Aberto no QGIS. Posteriormente, foram realizadas análises utilizando o LecoS para cálculos de área e porcentagem da paisagem, e o SCP para avaliar a evolução do Uso da Terra e suas mudanças temporais nos anos de 1985, 1995, 2005, 2015 e 2022. Os principais resultados para a RBA mostram que, ao longo de 37 anos, aproximadamente 71 hectares (ha) de formação florestal foram convertidos para classes antrópicas, enquanto 120 ha passaram por regeneração vegetal, e 3.570 ha permaneceram inalterados, sendo o maior índice de desmatamento na porção oeste. Na sua zona de amortecimento, 4.426 ha permaneceram inalterados, 178 ha de formação florestal foram desmatados, e 589 ha passaram por regeneração. No território do MONAMSC, 6.502 ha permaneceram inalterados, 292 ha foram desmatados, e houve uma regeneração da vegetação de 628 ha. Para a zona de amortecimento gerada para o MONAMSC, 10.898 ha permaneceram inalterados, 640 ha de floresta foram convertidos para classes antrópicas, e 1.959 ha passaram por regeneração vegetal. Em conclusão, os resultados podem apoiar estratégias de gestão preventivas para identificar e reduzir a ocorrência dos desmatamentos que ocorrem nas Unidades de Conservação. Os resultados mostraram quais são a espacialização das áreas desmatadas, sua extensão e proporção, bem como se estão inseridas em propriedades cadastradas no CAR, identificando um possível avanço destas áreas.
GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS EM EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO: Estudo de caso em uma estação de tratamento de água no município de Angra dos Reis-RJ
AUTOR: João Lucas Paiva da Conceição / ORIENTADOR: Maíra Freire Pecegueiro do Amaral
O presente trabalho de conclusão de curso descreveu as atividades realizadas durante o treinamento para auxiliares de operação realizado em uma empresa privada responsável pelo tratamento de água em um empreendimento imobiliário localizado no município de Angra dos Reis-RJ. O principal foco desse trabalho foi apresentar o funcionamento dos dispositivos que compõem uma Estação de Tratamento de Água Compacta (ETA-C), bem como apresentar a rotina de operação e das análises físico-químicas que monitoram a qualidade de água realizada na estação de tratamento. Neste trabalho, foram descritos o funcionamento do processo de tratamento e das análises de qualidade de água buscado aferir seus valores e comparar aos parâmetros preconizados na Portaria GM/ MS nº 888, de 4 de maio de 2021, legislação vigente referente a parâmetros de potabilidade de água tratada. Por fim, ficou demonstrado que a tecnologia adotada no empreendimento permite o fornecimento de água tratada de qualidade ao não se observar amostras com aspectos físico-químicos e bacteriológicos que apresentassem valores superiores aos preconizados a Portaria MS n° 888/2021.
AVALIAÇÃO DOS RISCO DE EPÍFITAS NA ARBORIZAÇÃO URBANA DE TRÊS RIOS -RJ
AUTOR: ÁLYSSA VITÓRIA ARNEIRO WOGEL / ORIENTADOR: FÁBIO CARDOSO DE FREITAS
As epífitas são plantas fascinantes encontradas principalmente em regiões tropicais e subtropicais. As suas propriedades únicas, como a capacidade de crescer numa variedade de substratos e de absorver água através das suas folhas em forma de vaso, tornam-nas uma mais-valia para botânicos e amantes da natureza. Entre os diversos habitats em que estas plantas existem, a sua adaptação à vida nas copas das árvores é particularmente impressionante. No entanto, embora a sua presença nas copas das árvores possa parecer pitoresca, existem preocupações significativas sobre os riscos potenciais que podem representar para a vegetação circundante. As epífitas são comumente encontradas nas copas das árvores e desempenham um papel vital nos ecossistemas tropicais. No entanto, as interações entre as epífitas e a vegetação hospedeira podem apresentar desafios e riscos potenciais. Este estudo justifica-se pela necessidade de compreender o impacto desta interação na dinâmica da vegetação urbana. Um dos principais desafios relacionados às epífitas encontradas na copa das árvores é a disputa por recursos, especialmente água e luz. Como as epífitas obtêm água diretamente da chuva e da umidade do ar, podem competir com outras plantas próximas por esses recursos. Além disso, sua posição elevada pode causar sombreamento das plantas localizadas abaixo, o que pode afetar seu crescimento e desenvolvimento devido à redução da luz solar que recebem. Outro ponto a se considerar é o impacto das epífitas como habitat para diversas espécies. Embora essas plantas fornecem abrigo e alimento para vários organismos, como insetos, aracnídeos, anfíbios e pequenos mamíferos, a concentração desses organismos ao redor das epífitas pode gerar desequilíbrios ecológicos ou facilitar a propagação de doenças entre as plantas hospedeiras. Inclusive, podem facilitar a proliferação de vetores de doenças de seres humanos, como dengue por exemplo . Além dos perigos biológicos, as epífitas na copa das árvores também podem representar riscos estruturais. O acúmulo de água em suas folhas pode aumentar a carga sobre os galhos das árvores, o que pode levar à quebra ou queda desses galhos. Em situações extremas, o excesso de peso das epífitas pode até mesmo contribuir para o colapso da árvore hospedeira, resultando em perdas significativas para o ecossistema local.
PROGNÓSTICO AMBIENTAL DOS IMPACTOS DA URBANIZAÇÃO E EXPLORAÇÃO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS NO PARQUE DAS ÁGUAS MINERAIS SALUTARIS – RJ
AUTOR: Agatha Martins Chagas de Mattos Miguel / ORIENTADORES: Olga Venimar de Oliveira Gomes e Erika Cortines
A contaminação das águas subterrâneas é um processo difícil de reverter, uma vez que os aquíferos tendem a reter os contaminantes por um longo tempo. O prognóstico ambiental no Parque das Águas Minerais Salutaris é fundamental para viabilizar uma gestão sustentável, com o intuito de prevenir e mitigar possíveis impactos ambientais adversos, que possam afetar a qualidade e a quantidade das águas subterrâneas exploradas na cidade de Paraíba do Sul - RJ. Diante disso, este estudo objetivou conduzir uma análise prognóstica dos potenciais impactos ambientais que possam interferir na qualidade das águas do Parque Salutaris, localizado na região Centro-Sul Fluminense. Durante a execução deste estudo, foram realizados levantamentos de dados secundários abrangentes, que incluíram fontes como livros, artigos e outros trabalhos científicos. As atividades de levantamento de dados abrangeram pesquisas de mapeamento local, determinação do raio de influência das atividades humanas, levantamento hidrogeológico local, avaliação das características socioeconômicas da área de estudo e aplicação de questionários para pessoas que possuem ou possuíram vínculo profissional com o parque e que detêm conhecimentos pertinentes à pesquisa. A análise das características socioeconômicas da região proporcionou uma compreensão sobre os aspectos demográficos, econômicos e culturais que podem influenciar as pressões ambientais e os padrões de uso da terra na área de estudo. A análise das águas no Parque Salutaris identificou inconformidades nas amostras coletadas para análises microbiológicas. Vale ressaltar que análises de metais, semimetais, compostos nitrogenados, fosfatados e outros compostos orgânicos e organoclorados não foram realizadas. Do ponto de vista da fonte de contaminação dessas águas, acredita-se que sejam fontes diversas, como o sumidouro adjacente ao banheiro principal do parque, considerando sua proximidade com os poços em operação, especialmente o Poço Nilo Peçanha. Outra fonte potencial de contaminação é o córrego que passa adjacente ao Parque, onde os efluentes domésticos do bairro homônimo são despejados sem o devido tratamento, contrariando a legislação brasileira. E também leva-se em consideração a quantidade de cachorros abandonados no parque, aumentando patógenos no solo. No que diz respeito a fossa sumidouro dos banheiros e ao descarte inadequado dos efluentes no córrego que perpassa pelo parque, essas fontes potenciais de poluição dos aquíferos precisam ser extintas do Parque Salutaris, reforçando a necessidade de sistemas de coleta e tratamento de esgotos eficientes, a ser efetivado no local e arredores. A permanência de animais domésticos, como cachorros, na área do parque deve ser proibida e fiscalizada constantemente. Como outras ações a serem implantadas, ressalta-se um monitoramento detalhado da qualidade das águas do Parque Salutaris, considerando a lista de possíveis contaminantes da Portaria GM/MS 888/21, a fim de fornecer informações mais específicas na identificação de outros possíveis contaminantes e fatores que impactam a qualidade das suas águas, bem como o estabelecimento de zonas de proteção dos poços. Após essa análise, uma frequência de monitoramento de substâncias de interesse deve ser estabelecida e assegurada. Recomenda-se ainda a preservação das áreas de recarga subterrânea, que desempenham um papel fundamental na salvaguarda da quantidade e qualidade das águas infiltradas. Da mesma forma, a proteção das nascentes, em conformidade com as Áreas de Proteção Permanente, constitui uma importante vertente a ser considerada na gestão de ecossistemas aquáticos e hidrológicos. Há uma preocupação em relação à exploração desses aquíferos, pois um grande número de poços opera de forma contínua e muito próxima, sem regulamentação, fatores que podem já estar provocando um rebaixamento insustentável dos níveis das águas subterrâneas e que necessitam de estudos hidrodinâmicos para sua preservação.
IMPACTOS DE EMPREENDIMENTOS RODOVIÁRIOS SOBRE A FAUNA E MEDIDAS MITIGADORAS
AUTOR: Amanda Soares Lima / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
A degradação ambiental é uma preocupação crescente devido às consequências severas, como a escassez de recursos naturais, as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade. A construção e operação de rodovias são fatores significativos que afetam negativamente a fauna, especialmente em regiões com habitats naturais ricos em diversidade biológica. No Brasil, um país com vasta biodiversidade, a expansão rodoviária intensifica esse problema, resultando em fragmentação de habitats, atropelamentos de fauna e outras perturbações ambientais. Apesar da importância econômica das rodovias, que facilitam o transporte de mercadorias e pessoas, impulsionando o desenvolvimento e a integração regional, seus impactos negativos sobre o meio ambiente não podem ser ignorados. Este estudo teve como objetivo principal avaliar os impactos das rodovias sobre a fauna brasileira e identificar medidas mitigadoras eficazes. Foram analisados dez Relatórios de Impacto Ambiental (RIMAs) e diversos trabalhos científicos para compreender a extensão dos impactos das rodovias sobre a fauna e as estratégias de mitigação empregadas. Os resultados mostraram que as rodovias causam uma variedade de impactos, como a fragmentação e a degradação de habitats, o aumento da mortalidade por atropelamento, mudanças no comportamento e afugentamento de espécies. Medidas mitigadoras propostas incluem a construção de passagens de fauna, a instalação de cercas, a sinalização adequada e os programas de educação ambiental. Desse modo, a análise revelou que as rodovias provocam diversos impactos diretos e indiretos sobre a fauna, com a necessidade de medidas eficazes e abrangentes para minimizar os danos causados por este empreendimento. Recomenda-se a implementação completa e rigorosa dessas medidas mitigadoras para proteger a fauna e os ecossistemas brasileiros, ressaltando a importância de planejar novas estradas com precaução e melhorar a intervenção nas rodovias existentes.