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Educação Ambiental: importância e macrotendências

Marcela Pinto Barbosa Vassar & Fábio Souto de Almeida

A prática da Educação Ambiental é institucionalizada no Brasil pela Política Nacional de Educação Ambiental  – PNEA (LEI No 9.795, de 27 de abril de 1999). Que pode ser encontrada no seguinte link http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm

Essa lei define educação ambiental como:

“Art. 1 Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade” (PNEA 1999).

A PNEA indica que a Educação Ambiental deve ser incluída na educação de todos os cidadãos brasileiros:

“Art. 2 A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal” (PNEA 1999).

Como as atividades humanas causam vários problemas ambientais, que afetam a nossa qualidade de vida e também provocam a redução da disponibilidade e da qualidade dos recursos naturais, é bastante importante conscientizar e sensibilizar a população, para que tenham atitudes ambientalmente corretas. A educação ambiental é utilizada para reduzir, por exemplo:

 – a degradação do solo;                                  – a poluição dos recursos hídricos,

– a degradação da qualidade do ar              – a poluição sonora e luminosa;

– a caça e pesca ilegal;                                      – o desmatamento;

– o uso de agrotóxicos.

A educação ambiental pode incentivar, entre outras ações:

– a redução do consumo de recursos naturais;  – os reflorestamentos;

– a redução do consumo de energia;                – o correto descarte de resíduos sólidos;

– o respeito aos animais e plantas;                –  o cultivo orgânico de alimentos;

– o tratamento de efluentes líquidos; – o uso de energia de fontes renováveis.

– a reciclagem e reutilização de materiais.

Atividades educativas podem ter o objetivo de fomentar ações sustentáveis, incluindo aquelas relativas à redução do consumo de recursos naturais, reciclagem e correta destinação de resíduos (Figura 1). Os reflorestamentos visando a recuperação de áreas degradadas e a recomposição das florestas nativas podem ser atividades úteis para a prática da educação ambiental. Pessoas de várias faixas etárias, incluindo crianças, podem participar dos plantios, enquanto recebem informações sobre a importância dos ecossistemas florestais (Figura 2).

Figura 1. Exemplos da importância da adoção de ações sustentáveis. Fonte: Alterado de Instituto Água Sustentável (2020).
Figura 2. Mudas de espécies arbóreas utilizadas em reflorestamentos na Associação Civil Vale Verdejante.

A implantação e manutenção de hortas agroecológicas e de sistemas agroflorestais também podem ser utilizadas para a educação ambiental (Figuras 3 e 4), de forma semelhante aos reflorestamentos. Associado a isso também pode ser realizada a prática da compostagem, demonstrando o uso de material orgânico, que muitas vezes é descartado como lixo, para gerar adubo (Figura 5).

Figura 3. Mudas utilizadas para o Sistema Agroflorestal Agroecológico na Associação Civil Vale Verdejante. Fonte: Vale Verdejante (2020).
Figura 4. Plantio do Sistema Agroflorestal Agroecológico na Associação Civil Vale Verdejante. Fonte: Vale Verdejante (2020).
Figura 5. Material utilizado para compostagem na Associação Civil Vale Verdejante. Fonte: Vale Verdejante (2020).

A Educação Ambiental se diversificou, existindo diferentes vertentes ou macrotendências, que segundo Layrargues & Lima (2014) podem ser entendidas como:

Conservacionista – “uma prática educativa que tinha como horizonte o despertar de uma nova sensibilidade humana para com a natureza, desenvolvendo-se a lógica do “conhecer para amar, amar para preservar”, orientada pela conscientização “ecológica” e tendo por base a ciência ecológica”;

Pragmática – “que abrange, sobretudo, as correntes da Educação para o Desenvolvimento Sustentável e para o Consumo Sustentável, é expressão do ambientalismo de resultados, do pragmatismo contemporâneo e do ecologismo de mercado”;

Crítica – “aglutina as correntes da Educação Ambiental Popular, Emancipatória, Transformadora e no Processo de Gestão Ambiental. Apóia-se com ênfase na revisão crítica dos fundamentos que proporcionam a dominação do ser humano e dos mecanismos de acumulação do Capital, buscando o enfrentamento político das desigualdades e da injustiça socioambiental” (Layrargues & Lima 2014).

            Independente da corrente pedagógica e política que abarque e influencie a educação ambiental, é importante garantir que esta efetivamente faça parte da educação brasileira, para melhorar a qualidade de vida da população, proteger a natureza, incluindo todos os seus componentes, e garantir a perenidade de recursos naturais, com vistas a serem utilizados pela atual geração e também pelas futuras.

Referências

Instituto Água Sustentável, 5 fatos sobre sustentabilidade que você precisa saber. Disponível em: https://aguasustentavel.org.br/2020/05/04/5-fatos-sobre-sustentabilidade-que-voce-precisa-saber/?gclid=Cj0KCQjwlN32BRCCARIsADZ-J4tp6Lh_W3A-OXE7loUOEWjYCjzfZCfZX0k3Sj8lDxRMSdFAZF0qDwMaAoi6EALw_wcB  Acessado em: 03 de junho de 2020.

Layrargues, Philippe Pomier, & Lima, Gustavo Ferreira da Costa. (2014). As macrotendências político-pedagógicas da educação ambiental brasileira. Ambiente & Sociedade, 17(1), 23-40. Retrieved May 25, 2020, from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2014000100003&lng=en&tlng=pt.

PNEA – Política Nacional de Educação Ambiental (1999) Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm Acessado em: 25 de maio de 2020.

Vale Verdejante, Parque Ecológico Mauro Romano – XI Plantio (2018) Disponível em: http://valeverdejante.org.br/evento-2018/  Acessado em: 29 de maio de 2020.

Vale Verdejante – Associação Civil Vale Verdejante. Disponível em: Vale Verdejante (2020). https://itr.ufrrj.br/determinacaoverde/determinacao-verde/ Acessado em: 29 de maio de 2020.






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