Monografias dos discentes do Campus Três Rios

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Monografia postada em 18 de julho de 2018

PROPOSIÇÕES DO MÉTODO ESQUIZOANALÍTICO COMO INTERVENÇÃO NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2018
AUTOR: Marcella Vieira da Silva Ramos / ORIENTADOR: Irapoan Nogueira Filho
RESUMO
As preocupações com o meio ambiente surgiram em maior evidência na década de 1960, quando implodiram outros vários movimentos por melhores condições de vida: estudantes, trabalhadores, pretos, mulheres, homossexuais. Após esse período, já na década de 1970, Guattari e Deleuze se conhecem e ambos iniciam um trabalho conjunto em contraposição à Psicanálise. Visto que ela gira em torno de representações edipianas – isto é, representações familiares. E assume que estas mesmas representações familiares constituem todo cenário psíquico. Desta maneira, anulando o inconsciente como produção, tomando-o como um teatro de representação. O que também descarta as potencialidades que vem do desejo, do qual a Psicanálise tenta reprimir. Formulando a proposta da Esquizoanálise, eles propõem o inconsciente como uma usina, em constante produção. Isso requer entender a subjetividade enquanto multiplicidade, em constante transformação – somos, portanto, resultado de todas as nossas interações com o meio, isto é, com outra subjetividade – multiplicidade, com a própria natureza e os tantos mundos. Na prática educativa significa que o educador não deve atribuir para si, a função de transferir conhecimento e sim, criar estratégias para a real produção de regimes de aprendizagem, a partir da produção da subjetividade. Possibilitando um aprendizado enquanto produção de novos regimes de si e de mundo, além de dar voz e autonomia para que se reconheçam como sujeito de conhecimento e mudança. A presente monografia busca realizar proposições para a Educação Ambiental, a partir da perspectiva da Esquizoanálise. Propõe-se, para este exercício, uma análise do estudo do caso da dissertação de mestrado de João Silva. Esta dissertação parte da análise de uma mobilização comunitária no Morro dos Prazeres, Rio de Janeiro, no ano de 2010 (pós-desastre de deslizamento de sedimentos que ocasionou a morte de trinta e quatro pessoas). Depois do acidente foi preciso uma mobilização, ou implicaria na retirada dos moradores por parte da Prefeitura, mostrando como o próprio Estado é o maior responsável pela invizibilização e silenciamento dos corpos – sobretudo nas favelas e nos bairros periféricos. Como resultado, foi possível perceber neste caso uma possibilidade de Educação Ambiental atrelada à intervenção e mobilização comunitária, gerando resultados efetivos – em uma perspectiva local, mas que se expande, pois nesse processo cria-se mobilizadores sociais, expandindo-se em outros territórios.
Monografia postada em 18 de julho de 2018

POTENCIALIDADES DE UM QUINTAL AGROFLORESTAL AGROECOLÓGICO EM SANTA RITA DA FLORESTA, CANTAGALO- RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2018
AUTOR: Gabriela de Castro Monteiro / ORIENTADORES: Ângela Alves de Almeida e Erika Cortines
RESUMO
Os quintais podem ser considerados Sistemas Agroflorestais Agroecológicos (SAFA’s) que buscam manter o equilíbrio ecológico dos ecossistemas naturais, configurando-se, em uma alternativa para a agricultura convencional. O objetivo deste trabalho foi em realizar um levantamento qualitativo da flora e da fauna doméstica do quintal agroflorestal agroecológico em Santa Rita da Floresta, Cantagalo, RJ. Foi realizada pelo método florístico a identificação das espécies do quintal, suas potencialidades e aspectos que possam contribuir para a segurança alimentar. As espécies vegetais foram classificadas de acordo com seus usos (Medicinal, Planta Alimentícia Não Convencional; Alimentícia e Ornamental). Com relação aos animais domésticos foi analisado sua função para consumo direto ou uso de seus subprodutos. As plantas foram identificadas junto a especialistas e herbários virtuais (JABOT) e conferidas por meio das listas digitais disponíveis (Flora do Brasil e The Plant List). Neste quintal, os produtores desempenham diversas atividades, dentre as quais se destacaram o cultivo de frutíferas, plantas ornamentais, medicinais, Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC’s), além da criação de animais domésticos. No total foram encontradas 78 espécies pertencentes a 20 famílias botânicas. Dentre as famílias, as que apresentaram maior riqueza de espécies foi Asteraceae (9), Solanaceae (5), Euphorbiaceae (4) e Lamiaceae (4). As plantas com maiores potenciais de uso (48% das espécies) foram as medicinais com 58 espécies, seguida pelas alimentícias (30%; 38), PANCs (8%; 10) e as ornamentais (14%;17). A “vinca” ( Catharanthus roseus (L.) Don)- Apocynaceae, além de ornamental, possui função medicinal devido à descoberta do alcaloide vincristine, utilizado no tratamento de linfomas e leucemia em crianças e adultos. O “caruru” Amaranthus é PANC e possui valor medicinal. Além de diversas frutíferas. A maior importância com relação aos animais domésticos foi o fornecimento de insumos (esterco) que pode ser usados na adubação do quintal, além da força motriz de cavalos e bois. Conclui-se que os quintais agroflorestais agroecológicos podem ser uma alternative viável para o uso do solo nos arredores das casas e contribuir para a segurança alimentar, a partir da diversificação da produção, proteção dos solos, mananciais e contribuição com a renda familiar, bem estar e saúde.
Monografia postada em 18 de julho de 2018

A GESTÃO DE RESÍDUOS DE FÁRMACOS: QUADRO DO MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2018
AUTOR: Lazaro da Cruz de Paula Junior / ORIENTADORES: Fabíola de Sampaio Rodrigues Grazinoli Garrido e FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
RESUMO
O Brasil tenha avançou nas últimas décadas, no que tange a proteção e preservação do meio ambiente embora tenha ocorrido retrocessos no governo atual quanto à legislação ambiental. Atualmente, em âmbito nacional, há uma preocupação em torno da venda e destinação de fármacos vencidos. O motivo de tal estudo é o crescimento das cidades, com consequente aumento de unidades de saúde e farmácias, a complexidade em torno dos novos fármacos sintéticos e a decorrente contaminação do solo e dos corpos hídricos, causado pelo descarte errôneo de medicamentos no lixo domiciliar e em redes de esgotamento doméstico. A proposta reside em levantar legislação, trazer à tona a situação brasileira quanto a gestão de resíduos farmacêuticos e suas consequências. Pesquisas químicas já foram produzidas em vários países, comprovando a presença de xenobióticos no meio ambiente. Entre os fármacos mais comuns achados nos corpos hídricos estão antilipidêmicos, analgésicos e antitérmicos, anti-inflamatórios e anti-hipertensivos. As consequências da presença desses medicamentos no meio ambiente ainda são pouco conhecidas e documentadas. Há efeitos sobre a saúde humana e dos animais que vivem em locais contaminados ou utilizam o solo e o corpo hídrico. A causa desse descarte equivocado está na venda de medicamentos em quantidade superior ao tratamento prescrito, distribuição de amostras grátis (dada pelos laboratórios aos médicos) e a gestão inadequada de estoques de medicamentos de unidades de saúdes e farmácia. Até que haja a implementação de um Sistema de Gerenciamento de Resíduos (SGR) das sobras de medicamentos, é recomendado que se invista, a priori, na redução do uso indiscriminado. Além disso, deve haver a sensibilização da população em relação à correta destinação final e deve-se promover o fracionamento de medicamentos como forma de prevenção de geração desses resíduos. A observância da legislação e a orientação de farmacêuticos também se fazem necessária.
Monografia postada em 18 de julho de 2018

EDUCAÇÃO AMBIENTAL ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO NO COLÉGIO MUNICIPAL WALTER FRANCKLIN / TRÊS RIOS-RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2018
AUTOR: Cloé Giácomo Ragazzi / ORIENTADOR: Alexandre Ferreira Lopes
RESUMO
O presente trabalho teve como objetivo investigar as práticas de educação ambiental propostas no Colégio Municipal Walter Francklin no município de Três Rios – RJ. O CMWF possui uma heterogeneidade de alunos muito grande que apresentam diversas realidades e visões de meio ambiente. A educação ambiental se torna agente transformador dentro dessas visões, tendo através de suas práticas, maneiras de se influenciar e conscientizar ambientalmente seus alunos. Foram distribuídos aos professores do ensino médio do Colégio, 21 questionários e obteve-se resposta de 15 destes. O questionário foi idealizado com oito perguntas discursivas, sendo analisado de forma qualitativa e classificado de acordo com as práticas utilizadas pelos professores. Foram trabalhadas questões sobre a Política Nacional de Educação Ambiental, Racismo e Justiça Ambiental e questões sociais e raciais dentro dos debates em sala de aula. Para a investigação da educação ambiental, foram usadas as macrotendências político-pedagógicas Conservacionista, Pragmática e Crítica. Para uma análise de dados mais crítica, foi utilizado o Plano Político Pedagógico do colégio, planejados para o biênio 2017/2018, onde se encontra todo planejamento do ano letivo, a base comum curricular, o planejamento didático e incluindo projetos sociais, raciais, ambientais. Através das análises, percebe-se que a grande maioria dos professores participantes, são praticantes da educação ambiental e acreditam que a mesma é uma forte ferramenta de mudança na visão crítica de seus alunos. Trabalham de forma variada e didática para que constantemente o tema e as problemáticas de meio ambiente sejam relacionadas às suas respectivas matérias e trabalhadas dentro de sala de forma natural, apesar de haver percalços e inúmeras dificuldades de dar seguimento aos seus projetos e práticas ambientais, devido ao enfoque no comportamento dos alunos. Ademais, procuram adaptar as necessidades e demandas de seus alunos em seus projetos educacionais e realidade diária de cada um. Jun-18
Monografia postada em 18 de julho de 2018

ANÁLISE DO CONHECIMENTO ATUAL SOBRE A FAUNA DA MICRORREGIÃO DE TRÊS RIOS-RJ E DE SUAS AMEAÇAS: UM ESTUDO BASEADO EM DADOS SECUNDÁRIOS

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2018
AUTOR: Beatriz Pereira Massacesi Soares / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
RESUMO
A extinção de espécies está entre os mais sérios problemas ambientais da atualidade, por resultar na perda da oportunidade de desenvolvimento de biotecnologias, de serviços ecossistêmicos e por em risco o desenvolvimento socioeconômico. A falta de conhecimento sobre a distribuição geográfica das espécies da fauna dificulta o planejamento da sua conservação, especialmente em regiões com alto grau de antropização, mas que apresentam elevada biodiversidade. Assim, o presente trabalho teve como objetivo realizar o levantamento, através de dados secundários, da fauna existente na Microrregião de Três Rios- RJ e das principais ameaças à fauna. A obtenção de dados sobre as espécies de animais (Reino Animalia) se deu através de pesquisas no Portal da Biodiversidade, do SiBBr e de pesquisa bibliográfica, buscando-se trabalhos científicos e demais documentos que apresentem informações sobre a fauna da Microrregião de Três Rios: Areal, Comendador Levy Gasparian, Paraíba do Sul, Sapucaia e Três Rios. Os resultados demonstraram que, especialmente, os municípios de Areal, Comendador Levy Gasparian e Sapucaia apresentam poucas informações sobre a fauna nativa. Os municípios de Três Rios e Paraíba do Sul tiveram mais informações disponíveis, especialmente de insetos. Dentre as principais ameaças à fauna da microrregião estão a redução e fragmentação dos habitats, principalmente das florestas nativas, a caça e a degradação dos habitats nativos por poluição e queimadas. Contudo, a escassez de informações sobre a fauna está entre as mais graves ameaças, por impedir o correto planejamento da conservação das espécies. Foi observado que é necessário aumentar expressivamente o conhecimento sobre a fauna de todos os municípios da Microrregião de Três Rios. Levantamentos de espécies devem ser realizados principalmente nos habitats naturais, visando obter informações úteis para o planejamento da conservação da fauna nos municípios da Microrregião. Jun-18
Monografia postada em 18 de julho de 2018

OCORRÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO MUNICIPAIS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: CENÁRIO PARA 2018 E EXAME DE SUA EVOLUÇÃO DESDE 2009

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2018
AUTOR: Christiane Angela Casaes e Silva / ORIENTADOR: Julianne Alvim Milward de Azevedo
RESUMO
Áreas protegidas estão sendo criadas estrategicamente para conservar o patrimônio natural existente. Uma unidade de conservação (UC) pode ser entendida como um espaço territorial especialmente protegido e legalmente instituído com objetivos relacionados à proteção da diversidade biológica e dos demais recursos naturais. No Brasil, as UCs estão divididas em dois grupos – Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável –, e com esse sistema de conservação, estima-se que haja significativa redução da perda da cobertura florestal. Esse trabalho tem por propósito a atualização dos dados da pesquisa realizada por pesquisadores em 2009, quanto à ocorrência e distribuição das UCs municipais no Estado do Rio de Janeiro, relacionando com os dados de UCs municipais em 2018. A pesquisa caracterizou-se por seu caráter exploratório e analítico-descritivo. Quanto aos processos utilizados para a sua investigação, foi realizada pesquisa bibliográfica e documental, além de se constituir em um estudo de caso. Os dados atualizados para o ano de 2018 foram obtidos no website institucional da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (CEPERJ) e são referentes aos relatórios municipais do estado do Rio de Janeiro, para o cálculo do valor que cada município tem a receber do ICMS Ecológico no ano fiscal de 2018. Os resultados do exame desenvolvido expressam uma amplificação da quantidade de UCs em aproximadamente 200% ao longo dos 9 anos. Esse crescimento foi observado em todas as suas categorias, mantendo a expressividade nas categorias Áreas de Proteção Ambiental e Parques. A Reserva de Fauna é uma categoria de UC inexistente no estado do Rio de Janeiro. A ampliação da quantidade de UCs no Estado também foi verificada sob a perspectiva da abrangência espacial, sendo que em 2009 as UCs representavam 147.531 hectares e no período de 2018 a área total de sua extensão é de 4.366.291 hectares. As UCs abrangem todas as regiões administrativas do Estado, no entanto, não estão distribuídas por todos os municípios dessas regiões. A análise da ocorrência e distribuição das unidades de conservação municipais entre as regiões administrativas do Estado revelou que mais da metade delas encontram-se localizadas na região Metropolitana (69 UCs), seguido da região das Baixadas Litorâneas (19 UCs), e das regiões Serrana e do Médio Paraíba (12 UCs cada).
Monografia postada em 18 de julho de 2018

PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DE EGRESSOS: CENÁRIO NACIONAL DE ADESÃO AO PROGRAMA NOS CURSOS SUPERIORES EM GESTÃO AMBIENTAL PARA O ANO DE 2018 E AVALIAÇÃO DE SUA EVOLUÇÃO PARA ALGUMAS REGIÕES DO PAÍS

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2018
AUTOR: Caroline dos Santos Magalhães / ORIENTADOR: Julianne Alvim Milward de Azevedo
RESUMO
O presente trabalho teve por objetivo expor o cenário nacional quanto à existência de Programa de Acompanhamento de Egressos nos cursos superiores em Gestão Ambiental - graduação -, para o ano de 2018; e, desenvolver o exame de sua evolução para algumas regiões do país, visando compreender como as Instituições de Ensino Superior (IES) se portam frente às deliberações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), no período de 2016 a 2018. A região nordeste em virtude da ausência de dados consolidados para o ano de 2016 não compôs o exame sob a perspectiva nacional. A pesquisa desenvolvida quanto os fins foi exploratório e descritivo; e, quanto aos meios de investigação foi documental, bibliográfica e um estudo de caso. Vale observar que essa pesquisa teve caráter quantitativo. Os dados das IES foram dados em dois momentos distintos: 1) a busca de instituições que ofertam o curso superior em Gestão Ambiental - graduação -, fornecidos pelo sítio eletrônico do E-Mec; 2) busca do Portal de Egresso nas paginas eletrônicas das IES que ofertam o curso superior em Gestão Ambiental; Foi constatado que para o ano de 2018 somente 35% das IES que oferecem cursos de graduação em Gestão Ambiental no país possuem um Programa de Acompanhamento de Egressos (PAE). É um número reduzido tendo em vista as diretrizes do SINAES. Por outro lado, ao se observar o processo de evolução temporal ao longo de dois anos, retirando a região nordeste da análise, nota-se que houve uma expansão expressiva não somente da oferta de cursos por novas IES, com especial atenção, aos cursos tecnológicos e na modalidade de ensino à distância (EAD). Mas, quanto à estruturação do PAE, sob a perspectiva de portal de egressos disponíveis em sítios eletrônicos em suas IES. Conclui-se que o potencial do uso do PAE, para o desenvolvimento de melhorias contínuas no curso, com benefícios para os egressos e atuais alunos encontra-se, ainda, subestimado pelas IES.
Monografia postada em 18 de julho de 2018

AVALIAÇÃO DOS CUSTOS E BENEFÍCIOS DA CRIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS/RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2018
AUTOR: Renata Nardelli Fernandes Ferraz / ORIENTADORES: Julianne Alvim Milward de Azevedo e Luis Cláudio Meirelles de Medeiros
RESUMO
AVALIAÇÃO DOS CUSTOS E BENEFÍCIOS DA CRIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS/RJ
Monografia postada em 18 de julho de 2018

COBERTURA FLORESTAL NA APA PETRÓPOLIS E ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA REFLORESTAMENTOS

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2018
AUTOR: Tatiana Rocha da Silva / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
RESUMO
O desmatamento e a fragmentação florestal são alguns dos principais problemas enfrentados pelos profissionais que trabalham com a conservação da natureza, pois a redução e o isolamento dos habitats naturais acarretam a extinção de inúmeras espécies. O presente trabalho visa estudar a cobertura florestal da Área de Proteção Ambiental da Região Serrana de Petrópolis (APA Petrópolis), visando colaborar para a conservação da natureza. A delimitação da APA Petrópolis foi obtida através do site Institucional do ICMBio e na área da Unidade de Conservação os remanescentes florestais foram delimitados, com a análise da imagem aérea no programa Google Earth Pro. Obteve-se a área e o perímetro de cada fragmento florestal com área de pelo menos 5 ha e foram indicadas áreas prioritárias para reflorestamentos. Também foram indicados locais para a implantação de passagens de fauna nas rodovias. Foram demarcados 103 fragmentos florestais, com a área de cobertura florestal total de 53.091,28 ha. A porcentagem de cobertura florestal foi de 77,82%. Dentre as classes de tamanho dos fragmentos florestais, a que apresentou o maior número de remanescentes florestais foi a de 20 ha a 50 ha. Uma expressiva porcentagem de fragmentos florestais da APA Petrópolis apresenta mais de 100 ha (35%). Pequena porcentagem de fragmentos florestais apresentou índice de circularidade abaixo de 0,4 e a maioria dos remanescentes florestais tiveram índice de circularidade entre 0,4 e 0,7, havendo uma considerável porcentagem de fragmentos florestais com índice acima de 0,7. Foram apontadas 11 áreas prioritárias para reflorestamentos e 7 locais para construção de passagens de fauna. O baixo nível de isolamento, aliado ao fato do efeito de borda não ser elevado e a porcentagem de cobertura florestal ser alta, indicam que a APA Petrópolis apresenta uma paisagem adequada para a proteção da biodiversidade. Esse cenário pode ser ainda melhorado se forem implementados os reflorestamentos sugeridos e se construírem as passagens de fauna nos locais indicados no presente trabalho.
Monografia postada em 18 de julho de 2018

AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS E MEDIDAS MITIGADORAS DE EMPREENDIMENTOS DE MINERAÇÃO A CÉU ABERTO NO BRASIL

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2018
AUTOR: Nathalia Priori Pinto / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
RESUMO
AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS E MEDIDAS MITIGADORAS DE EMPREENDIMENTOS DE MINERAÇÃO A CÉU ABERTO NO BRASIL
Monografia postada em 18 de julho de 2018

IMPACTOS AMBIENTAIS EM ATERROS SANITÁRIOS

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2018
AUTOR: Laura Dias Parreiras Bento / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
RESUMO
A elevada quantidade de bens produzidos, para satisfazer o desejo de consumo da sociedade humana moderna, tem gerado expressivo volume de resíduos. Estes, se destinados de maneira incorreta, oferecem riscos a população e ao meio ambiente. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) instituiu no Brasil a obrigatoriedade de destinação dos resíduos sólidos aos aterros sanitários, por serem espaços ambientalmente adequados para receberem este tipo de material. Contudo, estes locais podem ser fontes de alterações ambientais adversas. Sendo assim, o presente trabalho buscou analisar as alterações ambientais previstas em Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e Relatórios de Impacto Ambiental (RIMA) para o licenciamento de aterros sanitários na região Sudeste do Brasil. Os impactos ambientais previstos em três EIAs e cinco RIMAs, foram analisados nas fases de planejamento, implantação, operação e encerramento. Os impactos foram também organizados por componente do meio ambiente que afetam – físico, biótico ou socioeconômico, e divididos em positivos, negativos ou negativo/positivo, com baixa, média ou alta magnitude. Sendo assim, foi possível constatar a previsão de 30 impactos ambientais, sendo estes divididos em positivos (6 impactos), negativos (20 impactos), e positivo/negativo (4 impactos). Além disto, estes ficaram subdivididos nos meios físico (11 impactos), biótico (6 impactos) e socioeconômico (13 impactos) sendo classificados em magnitude baixa (12 impactos), média (12 impactos) e alta (6 impactos). A fase de implantação foi a que apresentou o maior número de impactos ambientais. Por outro lado, na fase de planejamento observou-se o menor número de alterações ambientais. Embora a maioria dos impactos possua cunho negativo, medidas mitigadoras ou compensatórias são propostas nos estudos ambientais, visando diminuir a abrangência e magnitude das alterações ambientais negativas, o que viabiliza a implantação desses empreendimentos caso tais medidas sejam efetivadas corretamente. São indiscutíveis os benefícios proporcionados pelos aterros sanitários à sociedade, por estarem entre os meios mais seguros e de menor custo para a disposição final dos resíduos sólidos, porém devem ser tomados os devidos cuidados para a sua implantação, operação e encerramento, visando reduzir os problemas que podem ser causados pelas atividades inerentes aos aterros.
Monografia postada em 18 de julho de 2018

ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS DO PLANEJAMENTO, INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO DE PORTOS MARÍTIMOS NO BRASIL

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 06/2018
AUTOR: Alexandrina Juscélia Feitosa de Souza / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
RESUMO
Os portos são empreendimentos importantes para o transporte de cargas e passageiros no Brasil, todavia podem ocasionar impactos ambientais negativos de elevada extensão e magnitude, influenciando diversos componentes do meio ambiente. Assim, essa monografia tem o objetivo discorrer sobre os impactos ambientais previstos para o planejamento, a implantação e a operação de portos marítimos na costa brasileira. A coleta das informações foi realizada através da análise de dois Estudos de Impacto Ambiental e quatro Relatórios de Impacto Ambiental. Foram obtidos dos estudos informações sobre os impactos ambientais das fases de planejamento, implantação e operação dos portos, organizados por meio que afetam (biótico, físico e socioeconômico). Também obteve-se a classificação dos impactos no que tange a sua natureza (positiva ou negativa), magnitude (pequena, média ou grande), duração e periodicidade (temporário, permanente ou cíclico), além da frequência de cada impacto nos empreendimentos. Na fase de planejamento foi observado um impacto ambiental, sendo positivo/negativo. Nessa fase, o impacto foi previsto para o meio socioeconômico. Na fase de implantação foram observados 113 impactos ambientais, sendo 13 positivos e 95 negativos e 5 positivo/negativo. Na fase de operação foram 139 impactos ambientais, sendo 28 positivos e 108 negativos e 3 positivo/negativo. Em relação à duração e periodicidade na fase de operação há uma maior tendência dos impactos ocorrerem de forma permanente. Foi constatado um empreendimento com a fase de pré-implantação, sendo previstos 6 impactos, que são comuns na fase de planejamento ou implantação destes empreendimentos. Assim, os portos brasileiros tendem a causar diversos impactos ambientais, principalmente alterações ambientais negativas. Assim, deve-se buscar reduzir os impactos ambientais negativos dos portos para que a sociedade possa continuar a usufruir dos seus benefícios, ocorrendo o mínimo de problemas derivados desses empreendimentos.
Monografia postada em 25 de janeiro de 2018

EFEITOS ANTRÓPICOS NA QUALIDADE DA ÁGUA NO CÓRREGO CANTAGALO – TRÊS RIOS/RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2017
AUTOR: Luana Alves Riente / ORIENTADOR: Erika Cortines
RESUMO
O uso de parâmetros físicos e químicos da água como indicadores de qualidade ambiental é fundamental para avaliar e monitorar impactos em diferentes ecossistemas. A água é um dos elementos naturais que mais responde aos impactos gerados nas bacias hidrográficas, tanto em termos de quantidade quanto de qualidade. O objetivo deste estudo foi caracterizar a qualidade da água do córrego Cantagalo conforme as influências antrópicas do uso do solo em sua extensão. A Microbacia do Córrego Cantagalo está localizada na margem esquerda do rio Paraíba do Sul, na Região Hidrográfica 03 do Estado do Rio de Janeiro. Os parâmetros físico-químicos da água (Oxigênio Dissolvido (OD), Temperatura (o C), pH, Sólidos Totais Dissolvidos (STD), Condutividade, Turbidez, Cloretos, Alcalinidade, Nitrito, Nitrato, Dureza, Sulfatos, Cor, Ferro e Manganês) foram medidos em seis pontos da calha principal do Córrego Cantagalo, além de larvas Chironomidae por serem organismos indicadores de qualidade da água. Os pontos foram escolhidos de acordo com sua influência rural, urbana, industrial. Utilizou-se a Resolução CONAMA Nº 357 para a avaliação da qualidade de cada parâmetro em cada ponto. Houve redução na qualidade da água principalmente entre os pontos P1(foz) e P6 (nascente). A temperatura variou do P6 para o P1 de 16,6º C para 21,86 º C, a turbidez de 2,88 NTU para 12,9 NTU, a condutividade de 62,2 µS/cm para 258,8 µS/cm, os Sólidos Totais Dissolvidos de 31 mg/L para 131 mg/L, a cor de 40 uH para 145 uH, os cloretos de 15 mg/L para 28 mg/L, a dureza de 26,0 mg/L CaCO3 para 58,0 mg/L CaCO3, a alcalinidade de 29,0 mg/L para 83,6 mg/L, o ferro de 0 mg/L para 2 mg/L, o sulfato de 3 mg/L para 16 mg/L (neste caso, o maior valor foi no P4).Conclui-se que a chegada do afluente da microbacia urbana foi o que causou o maior impacto na qualidade da água. A chegada do afluente da microbacia de área rural em um dos pontos causou melhoria na qualidade da água devido à diluição da poluição. É indispensável que novos estudos sejam realizados e novos indicadores propostos a ações para direcionar as medidas para a recuperação, controle e monitoramento da qualidade da água.
Monografia postada em 22 de janeiro de 2018

INFLUÊNCIA DA ESTRUTURA DO HABITAT NA DISTRIBUIÇÃO DO PEIXE LIMPADOR ELACATINUS FIGARO NA BAÍA DA ILHA GRANDE, RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2017
AUTOR: Ingrid de Azevedo Dias Pereira / ORIENTADOR: Leonardo Mitrano Neves
RESUMO
O Elacatinus figaro é uma espécie de peixe limpador que se alimenta obrigatoriamente de ectoparasitas, garantindo a saúde de peixes considerados clientes. Apresenta grande importância no mercado de aquários ornamentais marinhos, por isso a espécie encontra- se listada no livro vermelho de espécies marinhas ameaçadas de extinção. O objetivo do trabalho foi examinar as relações entre a abundância de E. fígaro com preditores relacionados a influências antrópicas (distância da costa), biológicas (cobertura bêntica) e complexidade topográfica (buracos e altura do substrato) em costões rochosos na Baía da Ilha Grande. Foram realizados 204 transectos de 40m2 cada, distribuídos em 36 locais da baía. Os peixes foram observados através do censo visual subaquático e as características dos habitats foram quantificadas através de fotografias em cada local de amostragem. As influências da estrutura do habitat (cobertura bentônica e complexidade topográfica) e da distância da costa sobre a variação espacial da abundância de E. figaro foram avaliadas através do modelo linear baseado em distância (DistLM) e da Análise de Redundância Baseada em Distância (dbRDA). Elacatinus figaro foi mais abundante nas ilhas de Queimada Grande e Queimada Pequena, enquanto na maioria dos costões rochosos localizados no continente a espécie não foi observada. Os preditores positivamente correlacionados com a abundância de E. fígaro foram o coral sol (Tubastraea spp.), uma espécie de coral invasor, o processo de branqueamento de Palythoa caribaeorum, a altura do substrato, enquanto algas frondosas tiveram uma correlação negativa. A disponibilidade de pequenos refúgios fornecidos pelas fendas entre os pólipos de coral sol e a presença de substratos que tornem o peixe limpador mais visível aos clientes foram as características mais importantes para a sua distribuição. Estudos comportamentais que investiguem o uso de componentes do habitat (bentônico e topográfico) pelo E. figaro são necessários para que as relações entre o habitat e a variação da abundância do peixe limpador sejam compreendidas em maior detalhe. Os resultados do presente estudo são importantes para a conservação do E. fígaro na baía da Ilha Grande, indicando os locais com maior abundância da espécie.
Monografia postada em 22 de janeiro de 2018

A COLETA SELETIVA E O PERFIL SOCIAL DOS CATADORES DE RESÍDUOS SÓLIDOS RECICLÁVEIS NO MUNICÍPIO DE SAPUCAIA (RJ)

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2017
AUTOR: Fernanda C. Ramos Ragazzi / ORIENTADOR: FÁBIO CARDOSO DE FREITAS
RESUMO
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei Federal 12.305/2010, possui instrumentos para efetividade de suas diretrizes propostas, dentre eles, destaca-se a prática da Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos. A coleta seletiva de materiais recicláveis tornou-se uma possibilidade de sobrevivência para algumas pessoas além de contribuir positivamente com o meio ambiente. Através do Decreto Federal no. 5.940, de 25 de outubro de 2006, que instituiu a separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal e a sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis, a Prefeitura Municipal de Sapucaia por meio da Lei no 2.376 de 29 de setembro criou o Programa de Reciclagem Ambiental Municipal, com a finalidade de minimizar o despejo de lixo reciclável no meio ambiente e firmou convênio com a COOPER, (Cooperativa de Reciclagem Elizabeth) em prol de uma melhoria ambiental e na vida dos catadores que antes obtinham sua fonte de renda através do lixão. Com o objetivo de observar e descrever o processo da coleta seletiva, a organização dos catadores, bem como analisar seus lucros e a condição de trabalho antes e depois da existência da cooperativa, a perspectiva socioeconômica dos cooperativados, a metodologia utilizada pelos catadores em seu processo de trabalho, o fluxo de resíduos que chegam ao galpão e sua comercialização, o local de trabalho e materiais utilizados pelos catadores também foram analisados. Portanto, a pesquisa tornou-se relevante uma vez que foi perceptível o quanto a sociedade pode contribuir com o meio ambiente e consequentemente, à medida que o volume de resíduo sólido reciclável aumenta, aumenta a fonte de renda dos catadores, que desempenham fundamental papel no elo do sistema de reciclagem, porém carecem de maior atenção por parte do Poder Público e principalmente, da sociedade civil ao passo que são submetidos, em muitos casos, a condições de marginalidade social e econômica. Dessa maneira, essa conscientização, atrelada ao gerenciamento dos resíduos sólidos deverá gerar uma educação ambiental amparada por políticas públicas de redução e destinação de lixo.
Monografia postada em 22 de janeiro de 2018

PROPOSTA DE UMA MINI ESTAÇÃO MODULAR DE TRATAMENTO DE ESGOTO PARA O MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS-RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2017
AUTOR: Jardel Machado Bonfim / ORIENTADOR: Maíra Freire Pecegueiro do Amaral
RESUMO
A água é um recurso natural indispensável à manutenção da vida no nosso planeta. A relação entre os diversos usos atribuídos à água e a sua qualidade tem importância fundamental quando se trata do consumo humano. A água utilizada no abastecimento doméstico se torna um efluente líquido que deve ser tratado antes de ser lançado no corpo receptor. Com o crescimento urbano cada vez mais acelerado e os elevados custos da água potável, as mini estações modulares de tratamento de esgoto (mini ETEs) têm sido uma ótima solução para o controle da poluição das águas nas cidades. O objetivo deste trabalho é elucidar questões relativas a essa forma de tratamento de efluentes e apresentar o projeto de uma mini ETE para o município de Três Rios, localizado no interior do Estado do Rio de Janeiro. A proposta do projeto prevê a instalação da mini ETE em um bairro bastante conhecido e populoso do município, o bairro Vila Isabel, e ainda uma revitalização paisagística do entorno da área onde funcionará a estação. É um projeto pioneiro na região e muito importante para a criação de uma consciência ambiental na população do município. O nível do tratamento que será implantado na mini ETE Vila Isabel é o secundário que visa principalmente a remoção de matéria orgânica. São quatro os estágios pelo qual o esgoto será submetido: o primeiro e o segundo estágio têm como função degradar a matéria orgânica; o terceiro estágio tem a função de estabilização dos elementos dos efluentes e bactérias; o quarto estágio tem a função de filtragem final e polimento do efluente. O efluente de saída deverá ser classificado como classe 2 e que segundo a Resolução Conama 357/2015 estará apto a ser lançado em um corpo hídrico. A mini ETE será do tipo modular, o que significa que ela pode ser expandida, caso seja necessário. É importante que haja um monitoramento periódico para evitar possíveis entupimentos e danificação de equipamentos. De uma maneira geral, uma mini ETE desse tipo garante uma alta eficiência e sua manutenção é de baixo custo. Todos esses aspectos confirmam a viabilidade econômica e sustentável do projeto.
Monografia postada em 22 de janeiro de 2018

ANÁLISE DA DISTRIBUIÇÃO, CONSERVAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DAS ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2017
AUTOR: Jéssica da Silva Corrêa / ORIENTADOR: FÁBIO SOUTO DE ALMEIDA
RESUMO
No Estado do Rio de Janeiro encontra-se o bioma Mata Atlântica, que apresenta uma rica biodiversidade e recursos naturais importantes. Entretanto, esse estado também possui uma elevada densidade populacional e uma economia diversificada, que provocam degradação ambiental. Para reduzir esse problema, podem ser criadas Unidades de Conservação, incluindo as Áreas de Proteção Ambiental, que são áreas protegidas que visam disciplinar o uso e ocupação do solo para evitar a perda de biodiversidade e demais recursos naturais, mantendo a qualidade de vida da população. Assim, esse estudo teve por objetivo analisar a distribuição, conservação e implementação das Áreas de Proteção Ambiental no Estado do Rio de Janeiro. Foi constatada a presença de 185 Áreas de Proteção Ambiental no território do Estado do Rio de Janeiro. O número de APAs municipais (167) é expressivamente maior que de APAs estaduais (13) e federais (5). Assim, cerca de 90% das APAs são municipais. A Região Metropolitana apresentou o número de APAs expressivamente maior que das demais regiões, sendo a região com maior número dessas unidades municipais, estaduais e também federais. As APAs federais apresentam grau de conservação 2 ou 4, enquanto que as municipais e estaduais, em geral, estão em pior estado de conservação. Em relação ao grau de implementação, pode-se constatar que nenhuma unidade de conservação federal apresentou grau de implementação 1. A maioria das APAs municipais e estaduais apresentou o menor grau de implementação. O governo estadual e, principalmente, os governos municipais, devem agir fortemente em busca da total implementação das APAs sob sua gestão, visto que isso é primordial para que essas unidades de conservação alcancem seus objetivos. A confecção de planos de manejo, criação de infraestrutura, contratação de funcionários e a gestão participativa através dos conselhos gestores são ações fundamentais.
Monografia postada em 22 de janeiro de 2018

GESTÃO DE RISCOS NATURAIS: COLETA, ANÁLISE E ORGANIZAÇÃO DE DADOS DIGITAIS GEORREFERENCIADOS POR MEIO DAS FERRAMENTAS DE GEOTECNOLOGIAS NA DISSEMINAÇÃO DA PERCEPÇÃO DE RISCO FRENTE AOS DESASTRES NATURAIS NO MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS/RJ

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2017
AUTOR: Jordaica Seixas Neves / ORIENTADOR: SADY JÚNIOR MARTINS DA COSTA DE MENEZES
RESUMO
O presente trabalho objetivou calcular e desenvolver o mapa de risco de inundação para o município de Três Rios/RJ, que vem sofrendo pelo acelerado processo de dinamização econômica por meio do renascimento do setor industrial local, crescimento urbano desordenado e consequentemente a ocorrência de problemas ambientais (ALMEIDA, 2012). Para tal, foram aplicadas técnicas cartográficas e a Base de Dados Cartográfica Vetorial Contínua do Estado do Rio de Janeiro, na escala 1:25.000 - BC25_RJ (IBGE, 2017), disponível para download gratuito no sítio do IBGE, que foram processadas pelo programa ArcGIS 10.4.1.
Na metodologia, para a realização cálculo de risco de inundação, foi utilizado o Método da Análise Hierárquica (Analytic Hierarchy Process – AHP) (SAATY, 1977), o método de análise multicritério mais utilizado e conhecido no apoio à tomada de decisão na resolução de conflitos negociados que busca tratar a complexidade da análise proposta com a decomposição e divisão do problema em fatores, que podem ser decompostos em novos fatores até o nível mais baixo, claro e dimensionável, estabelecendo relações para depois sintetizar. O método considera três fatores para sua modelagem: Altimetria, classificada em 10 classes, com variação de 242 metros a 891 metros para a base de dados do município estudado, sendo as áreas mais elevadas consideradas de baixa probabilidade de ocorrência de inundação e as áreas menos elevadas de muito alta probabilidade; Declividade, classificada a partir das formas de relevo que a caracterizam (plano, suave ondulado, ondulado, forte ondulado, montanhoso e escarpado); e Uso do Solo, classificado em Área Urbanizada e Vegetação (Campo, Cultivo Agrícola, Floresta e Macega e Chavascal). Na análise, os fatores foram reclassificados em subfatores de acordo com o grau de susceptibilidade a inundação variando de 0 a 10, do menos susceptível ao mais susceptível, respectivamente.
A matriz de comparação pareada foi desenvolvida de maneira que o fator declividade foi definido como mais importante e a altitude com menor importância, entre os três fatores. E a Equação de Risco de Inundação utilizada foi REI = 0,6370 DEC + 0,2583 UOT + 0,1047 MDE; onde REI: Risco de Inundação; DEC: Declividade; UOT: Uso e Ocupação da Terra; MDE: Modelo Digital de Elevação. Então, executou-se a operação de álgebra de mapas que consiste na sua aplicação a partir dos pixels dos mapas de fatores já gerados. Ao final do processo gerou-se o Mapa Global de Risco de Inundação da área de interesse, com cinco classificações: Risco Mínimo, Risco Baixo, Risco Médio, Alto Risco e Elevado Risco, dos quais os dois últimos apresentam maior relevância no trabalho.
Ao calcular o percentual da área de inundação em relação a área total do município, considerando a área com risco de inundação com valor de 54,2464 km2 (somatório das áreas de Alto Risco – 38,2464 km2 - e Elevado Risco de Inundação – 16 km2) e a área total do município de Três Rios/RJ totalizando 323,2966 km2, obtivemos os valores percentuais de 21,8081 % de áreas de alto risco e 9,1232% de risco elevado em relação a área do município de Três Rios/RJ, evidenciando que mais de 30% do município apresenta potencial risco de inundação, e que as áreas mais susceptíveis são as áreas mais urbanizadas.
Monografia postada em 22 de janeiro de 2018

LEVANTAMENTO, AVALIAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DAS ESPÉCIES DA FLORA EM ESTADO DE AMEAÇA NA ILHA GRANDE, ANGRA DOS REIS, RIO DE JANEIRO, BRASIL

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2017
AUTOR: Livia Correia Fróes / ORIENTADOR: Michaele Alvim Milward de Azevedo
RESUMO
A necessidade de conservação da biodiversidade na região de Angra dos Reis, principalmente na Ilha Grande, se dá pela presença de vegetação nativa da Mata Atlântica e pela rápida ocupação territorial, advinda do crescimento turístico e dos grandes empreendimentos na região. Os diferentes ciclos econômicos deixaram uma série de impactos na vegetação nativa da Ilha G., sendo fonte de estudos de análise desse impacto. Porém, ainda há carência de pesquisas em que sejam apontadas quais espécies estão ameaçadas. Diante de tais fatos, o presente trabalho visa a análise da flora da lista vermelha ocorrentes na Ilha Grande. O levantamento foi realizado através do levantamento bibliográfico específico e sítios eletrônicos dos herbários virtuais. As coordenadas foram coletadas em campo e em exsicatas, plotadas em mapas e a avaliação das espécies se deu a partir dos critérios da IUCN. Foram encontradas um total de 65 espécies, entre elas 2 são classificadas como Criticamente em Perigo, 18 Em Perigo, 32 Vulneráveis, 13 Quase Ameaçadas e 19 com informações insuficientes, sendo quatro destas encontradas em campo nas trilhas de maior acesso pelos turistas: Anthurium luschnathianum Kunth, Euterpe edulis Mart., Hippeastrum striatum (Lam.) Moore e Rudgea macrophylla Benth. Apenas 11 espécies apresentaram dados suficientes para a avaliação do seu grau de ameaça no território da Ilha G., onde 9 alteraram seus status para Criticamente em Perigo. A grande maioria das espécies foram registradas nas vertentes sul e sudeste, pois existem muitas lacunas de coletas e pesquisas direcionadas para as vertentes norte e oeste. Além disso, na Ilha há a ocorrência da espécie Pleroma thereminiana (DC.) Cogn., espécie rara, de distribuição restrita à Costa Verde do estado do Rio de Janeiro. Por este motivo a Ilha Grande já se encontra como uma das áreas com maior prioridade para a conservação a Mata Atlântica e a ampliação de estudos sobre os impactos nas espécies ameaçadas de extinção e as que apresentam informações insuficientes (DD) também devem ser uma estratégia estimulada pela gestão.
Monografia postada em 22 de janeiro de 2018

ESTUDO DA EFICÁCIA DE GESTÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO MUNICIPAIS DE TRÊS RIOS/RJ: APA VALE DO MORRO DA TORRE E APA BEMPOSTA

CURSO: Gestão Ambiental / DATA DE DEFESA: 12/2017
AUTOR: Dolvani da Costa Barbosa / ORIENTADORES: Julianne Alvim Milward de Azevedo e Luis Cláudio Meirelles de Medeiros
RESUMO
Os impactos negativos dos efeitos antrópicos no meio ambiente têm chamado a atenção não só no Brasil, mas em todo mundo, resultando na importância de se criar as Unidades de Conservação (UCs), para que assim, se possa garantir o equilíbrio das espécies e da biodiversidade para as presentes e futuras gerações. O presente trabalho visa apresentar um estudo em relação à eficácia de gestão das UCs, passando por uma análise das áreas protegidas em relação à sociedade e uma gestão participativa, um contexto histórico brasileiro da legislação de áreas protegidas, uma abordagem do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), Lei 9.985/2000 e um estudo de métodos de avaliação de eficácia de gestão das UCs usados no Brasil e no mundo. O método utilizado para este estudo foi o EMAP (Evaluación del Manejo de Areas Protegidas). A pesquisa foi realizada no município de Três Rios, localizado no estado do Rio de Janeiro, e as áreas escolhidas foram a Área de Proteção Ambiental (APA) Vale do Morro da Torre e a APA Bemposta. O desenvolvimento do estudo se deu no período de 27 meses, no município (agosto de 2015 a novembro de 2017), e nesse período foi testemunhada a mudança de gestão municipal. O trabalho foi caracterizado pelo seu caráter exploratório e analítico-descritivo, além de ser bibliográfico e documental. Foram feitas visitas e entrevistas locais, assim como aplicação de questionários para a população e para o gestor das UCs. Os resultados desse estudo expõem que as duas UCs examinadas não possuem plano de manejo e, deste modo, não se encontram implementadas, o que resulta em uma gestão não eficaz. Foi observado que algumas das pessoas contactadas do município não possuem a informação de que esses dois espaços abordados são UCs, por outro lado, as pessoas que sabiam da existência da UCs foram informadas pelo COMDEMA (Conselho Municipal de Meio Ambiente), que possui participação da sociedade civil. A mudança de gestão municipal ocorrida durante a realização da pesquisa traz novas perspectivas, quanto à administração das áreas protegidas por essa esfera de governo e com vista à mudança de trajetória quanto a sua gestão, a eficácia das UCs municipais e o cumprimento dos objetivos propostos quanto a sua criação.