{"id":539,"date":"2019-09-05T22:25:52","date_gmt":"2019-09-06T01:25:52","guid":{"rendered":"http:\/\/itr.ufrrj.br\/pet\/?p=539"},"modified":"2019-09-05T22:33:48","modified_gmt":"2019-09-06T01:33:48","slug":"movimento-negro-artistico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/itr.ufrrj.br\/pet\/2019\/09\/05\/movimento-negro-artistico\/","title":{"rendered":"Movimento Negro Art\u00edstico"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0 <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/itr.ufrrj.br\/pet\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/culturapet-1024x379.jpg\" alt=\"O atributo alt desta imagem est\u00c3\u00a1 vazio. O nome do arquivo \u00c3\u00a9 culturapet-1024x379.jpg\" width=\"675\" height=\"249\" \/><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0Em 18 de junho de 1978, Robson Silveira da Luz, um feirante negro de 27 anos, foi acusado de roubar frutas no seu local de trabalho. Foi levado para o 44\u00b0 departamento de Pol\u00edcia, na zona oeste de S\u00e3o Paulo sendo torturado e morto por policiais militares. Semanas depois, um grupo de 4 jovens foi impedido de jogar v\u00f4lei no hoje extinto Clube de Regatas tiet\u00ea. J\u00e1 se fazia 90 anos da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0Em resposta a esses fatos, um grupo de militantes negros se reuniu em um casar\u00e3o no in\u00edcio da Rua da Consola\u00e7\u00e3o, em S\u00e3o Paulo, para discutir a constru\u00e7\u00e3o de um movimento que pudesse mobilizar o Brasil contra a discrimina\u00e7\u00e3o racial. Dali surgiu o Movimento Negro Unificado (MNU).<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0Na fria manh\u00e3 do dia 7 de julho, posteriormente transformado em data comemorativa do Dia Nacional de Luta Contra o Racismo, mais de tr\u00eas mil pessoas se reuniram em frente ao Teatro Municipal de S\u00e3o Paulo. A manifesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o era bem vista pelo governo vigente: era a \u00e9poca da ditadura presidida pelo general Geisel, e a pol\u00edtica estatal se esfor\u00e7ava em ignorar a quest\u00e3o racial e em mostrar o pa\u00eds como uma democracia das ra\u00e7as. O MNU era considerado pelo governo como subversivo, o racismo era um tema tabu mas a luta de 1978 mudaria muita coisa nos anos seguintes<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0O que hoje conhecemos como Movimento Negro \u00e9 uma forma de sintetizar todas as reivindica\u00e7\u00f5es ao longo da Hist\u00f3ria pelos direitos da popula\u00e7\u00e3o negra, que sofre h\u00e1 s\u00e9culos com o racismo estrutural e suas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0Ao ressignificar o conceito de ra\u00e7a, o Movimento Negro politiza-o e, assim, retira a popula\u00e7\u00e3o negra de um lugar historicamente perverso em que fora colocada: o da inferioridade racial. Nilma Gomes explica que, para que um grupo (pol\u00edtico, religioso, cultural, art\u00edstico) seja considerado Movimento Negro, \u00e9 necess\u00e1rio que as a\u00e7\u00f5es desse grupo tenham como marca inconfund\u00edvel a postura pol\u00edtica de combate ao racismo e que n\u00e3o se negue a outros enfrentamentos poss\u00edveis numa sociedade hierarquizada. Isso \u00e9 excelente porque rompe com uma s\u00e9rie de d\u00favidas a respeito da defini\u00e7\u00e3o de \u201cmovimento negro\u201d e evidencia que segmentos podem ou n\u00e3o podem ser considerados movimento negro. Como exemplo desse movimento surgiu o Black Rio.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0O sub\u00farbio do Rio fervia ao som da m\u00fasica negra em 1977. O g\u00eanero que fundia a soul music ao samba ganhava uma proje\u00e7\u00e3o in\u00e9dita e transbordava e importava ideias: os artistas burilavam suas can\u00e7\u00f5es, enquanto os adeptos em geral se espelhavam na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos para combater o preconceito racial. As gravadoras assediavam os artistas em busca do seu quint\u00e3o black, onde transformavam a m\u00fasica negra em uma arma prestes a disparar, os participantes dos bailes black, uniam-se no ideal black power, onde se inclu\u00eda a vestimenta e a posi\u00e7\u00e3o de enfrentamento. Em virtude desses acontecimentos os \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o do regime militar estavam preocupados com o poss\u00edvel direcionamento politico do movimento Black, temendo que se os simpatizantes se politizassem e ou se militarizassem, isso poderia causar a revolu\u00e7\u00e3o social no Brasil.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0A repress\u00e3o policial desde sempre fez parte da realidade do funk soul brothers. Cabelos black power e sacolas de discos eram revirados \u00e0 procura de drogas, nos lugares onde ocorriam os Bailes, organizados por Ademir Lemos e o DJ Big Boy. A m\u00fasica negra at\u00e9 meados dos anos 1970 ia do suingue de Bebeto ao easy listening de Ed Lincoln, passando por Orlandivo, Franco e, claro, o Samba-Rock de Jorge Ben. A conscientiza\u00e7\u00e3o do sub\u00farbio carioca come\u00e7ou a incomodar os \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0Amea\u00e7a ou n\u00e3o, a black music prometia e come\u00e7ava ser a trilha do final dos anos 1970. Os bailes se espalhavam pelo Rio de Janeiro a ponto do Jornal do Brasil criar a coluna \u201cBlack Rio\u201d. Em S\u00e3o Paulo, a Chic Show come\u00e7ou a organizar no Palmeiras as festas que seriam o embri\u00e3o do hip hop. A Rede Globo analisava a possibilidade de fazer um programa tendo como apresentadores Tony &amp; Frankye, Tim Maia, Toni Tornado e G\u00e9rson King Combo. E a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica procurava se filiar ao segmento, afinal tratava-se tamb\u00e9m de consumo, que poderia ser multiplicar se o movimento fosse regionalizado nas capitais.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0V\u00e1rias gravadoras se movimentaram na divulga\u00e7\u00e3o da m\u00fasica black brasileira. A WEA conseguiu dar forma \u00e0 sua banda black depois de contratar a Soul Grand Prix como produtora. Primeiro surgiu o Senzala, com ex-integrantes da Aboli\u00e7\u00e3o, entre eles Oberdan Magalh\u00e3es. Depois, nasceu a Banda Black Rio, tudo o que os diretores do selo queriam. Maria Fuma\u00e7a (1977) inclu\u00eda arranjos de \u201cNa Baixa do Sapateiro\u201d (Ary Barroso) e \u201cBai\u00e3o\u201d (Luiz Gonzaga) para salientar a proposta verde-e-amarela. A banda manteve a f\u00f3rmula ao acompanhar Carlos Daf\u00e9 em Venha Matar Saudades (1978).<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0A Phonogram tinha dois tradutores do soul: Tim Maia e Cassiano, desde 1968, Tim difundia o g\u00eanero. Ap\u00f3s a viagem m\u00edstica de sua fase \u201cRacional\u201d, estava de volta ao mercado secular. A sonoridade daqueles renegados \u00e1lbuns fora extremamente influente na passagem da soul music para o funk. Cassiano privilegiou a suavidade em seus arranjos, conseguindo \u00eaxito com \u201cPrimavera\u201d. Em 1976, ele estava com Cuban Soul e a p\u00e9rola \u201cA Lua e Eu\u201d nas m\u00e3os. A Polydor cuidava de G\u00e9rson Combo e Uni\u00e3o Black, cujo \u00e1lbum saiu em 1977.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0A CBS vinha com Robson Jorge, Rosa Maria e Alma Brasileira, formada por m\u00fasicos da Mocidade Independente de Padre Miguel. A Polydor, por seu turno, entrava no jogo com Hyldon, badalado depois de \u201cNa Rua, na Chuva, na Fazenda\u201d, de 1974. A Continental correu atr\u00e1s com Dom Mita. O fim da d\u00e9cada ganhou mais tons negros com Miguel de Deus (\u201cBlack Soul Brothers\u201d) e Tony Bizarro (\u201cNesse Inverno\u201d), al\u00e9m de \u201cPensando Nela\u201d, de Dom Beto.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0Diferentemente da tropic\u00e1lia, os artistas negros tornaram-se subversivos por exibir com orgulho sua cultura e cor. N\u00e3o pretendiam, necessariamente, se vincular a luta armada ou, apesar da importa\u00e7\u00e3o de valores, aos Panteras Negras. G\u00e9rson King Combo disse que \u201cna \u00e9poca da ditadura era um radical sem consci\u00eancia\u201d. A musicalidade era o ponto de converg\u00eancia daquela gera\u00e7\u00e3o e a influ\u00eancia estrangeira surgiu como uma op\u00e7\u00e3o \u00e0 MPB, que n\u00e3o oferecia canais para ela se expressar. Como escreveu Ana Maria Bahiana no Jornal da M\u00fasica, os blacks \u201cacreditavam que o samba tinha capitulado aos brancos e era coisa de turista\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0Seja como for, a a\u00e7\u00e3o repressiva da ditadura surtiu efeito neutralizador. \u201cTodos recuaram, a proposta black ficou descaracterizada e a consci\u00eancia, perdida\u201d, acredita Z\u00e9 Rodrix. J\u00e1 em 1978, muita coisa mudou, Tim Maia preferiu mergulhar nas discotecas com \u201cSossego\u201d (t\u00edtulo sugestivo). Jorge Ben deu uma guinada para um som mais dan\u00e7ante e menos atrelado \u00e0 poesia de sub\u00farbio em A Banda do Z\u00e9 Pretinho. Dom Beto buscou Lincoln Olivetti para lan\u00e7ar Nossa Imagina\u00e7\u00e3o desatrelado do movimento. G\u00e9rson, depois de Volume II, passou anos no ostracismo at\u00e9 ser resgatado pela gera\u00e7\u00e3o hip hop. Seu discurso n\u00e3o resistiu \u00e0s novas regras do mercado, que, mesmo com o fim do AI-5, redirecionaria os artistas para a disco music, que considerava uma vertente de f\u00e1cil manipula\u00e7\u00e3o e maior potencial de venda. As equipes de som tiveram de buscar no miami bass as sementes do funk carioca. O \u00edmpeto e a atitude original se esva\u00edram. A cabe\u00e7a do movimento adormeceu e, a partir do advento da discoteca, a m\u00fasica black dirigiu o foco para os quadris para \u201cdan\u00e7ar bem, dan\u00e7ar mal, dan\u00e7ar sem parar\u201d. Atualmente a import\u00e2ncia de artistas contempor\u00e2neos no Movimento Negro, tais como IZA, Projota, Afari e muitos outros, \u00e9 gigantesca. Sua arte inspira toda essa ra\u00e7a que constitui 54% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, o pa\u00eds com maior popula\u00e7\u00e3o negra, desconsiderando o continente africano. Ganhar voz no meio art\u00edstico e divulgar, por meio da arte, as dificuldades da vida dos negros dentro do pa\u00eds \u00e9 uma boa forma de levar ao p\u00fablico a verdade sobre o movimento, a repress\u00e3o, o racismo e outros preconceitos sofridos devido a cor da pele destas pessoas, sendo contada por aqueles que realmente sofreram tudo aquilo. Projota, no &#8220;Conversa com Bial&#8221;, diz: &#8220;Eu passei por um momento n\u00e3o muito bom, mas n\u00e3o cheguei a pirar. Comecei a crescer e a caminhar em lugares que eu n\u00e3o ia antes, com o melhor shopping da cidade. N\u00e3o pertencia \u00e0quele lugar, sentia o preconceito. Eu me sentia mal de ser o \u00fanico negro andando no shopping, os outros estavam trabalhando em fast-food ou no estacionamento&#8221;. A luta de artistas como ele d\u00e1 voz ao movimento, que pouco a pouco vem mostrando ter grande impacto. Em suas m\u00fasicas, Afari e IZA por exemplo, contam ocasi\u00f5es vividas em meio a esse preconceito, o que d\u00e1 a causa do movimento maior relev\u00e2ncia no meio social atual.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Fontes: https:\/\/super.abril.com.br\/cultura\/o-movimento-black-rio-desarmado-e-perigoso\/ https:\/\/www.geledes.org.br\/lutas-e-conquistas-do-movimento-social-afrodescendente-e-o-movimento-ile-aiye\/<\/p>\n<p>https:\/\/negrobelchior.cartacapital.com.br\/a-arte-feita-por-negros-na-frente-e-atras-das-cameras\/https:\/\/musica.uol.com.br\/noticias\/redacao\/2017\/10\/20\/eu-me-sentia-mal-de-ser-o-unico-<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Por Fran, Pedro e Felipe Vasconcelos<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>\u00a0<\/h4>\n<h4>\u00a0<\/h4>\n<h4><em>Bem-vindos a Coluna PET. Teremos posts semanais multidisciplinares, para voc\u00ea se manter atualizado e conhecer um pouco mais sobre diversos assuntos. Fiquem ligados, os posts ser\u00e3o as quintas.<\/em><\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0Em 18 de junho de 1978, Robson Silveira da Luz, um feirante negro de 27 anos, foi acusado de roubar frutas no seu local de trabalho. 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